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domingo, 21 de dezembro de 2025
A arte anda comendo o meu cérebro. Não a arte em si, mas todas essas discussões que fazem-se a cerca dela. Eu amo arte, muito, de mais, mas poxa vida... As pessoas esquecem que há outros setores da vida.
Me cansa muito esse endeusamento que ainda fazem quando fala-se sobre arte, como se ela fosse a única responsável por mudança nas pessoas e no mundo, como se “só a arte salva!”.
Claro que a arte é uma forma de voz e expressão, mas não só ela. Penso até mesmo se o que quero é trabalhar com arte a vida toda.
O mal das pessoas que lidam com a arte é que muitas acabam se alienando achando que estão saindo fora da alienação, quando na verdade não estão. Vejo discursos prontos, revoltas na ponta da língua e sonhos quase idênticos. Sem contar na vestimenta e nos cortes de cabelo dos “novos artistas” ou estudantes de arte. Todos iguais pensando que são diferentes. E obviamente, estou incluída nisso.
Detesto pseudo-revolucionários de faculdades de elite. Acho o cúmulo do absurdo essas meninas que pagam não sei quanto por uma bota velha e ficam caçando brechós para se denominarem “cults”. Se bem que estou sendo muito chata.pois isso acontece em várias áreas, toda área tem seu estereótipo e pessoas que se moldam a ele. Eu mesma estou junta e misturada nisso.
E claro que não estou falando de todos! Mas falta um pouco de senso crítico em pessoas que pensam estar cheias dele.
Agora, chega de reclamar e bora ler os textos dobre arte.
Me cansa muito esse endeusamento que ainda fazem quando fala-se sobre arte, como se ela fosse a única responsável por mudança nas pessoas e no mundo, como se “só a arte salva!”.
Claro que a arte é uma forma de voz e expressão, mas não só ela. Penso até mesmo se o que quero é trabalhar com arte a vida toda.
O mal das pessoas que lidam com a arte é que muitas acabam se alienando achando que estão saindo fora da alienação, quando na verdade não estão. Vejo discursos prontos, revoltas na ponta da língua e sonhos quase idênticos. Sem contar na vestimenta e nos cortes de cabelo dos “novos artistas” ou estudantes de arte. Todos iguais pensando que são diferentes. E obviamente, estou incluída nisso.
Detesto pseudo-revolucionários de faculdades de elite. Acho o cúmulo do absurdo essas meninas que pagam não sei quanto por uma bota velha e ficam caçando brechós para se denominarem “cults”. Se bem que estou sendo muito chata.pois isso acontece em várias áreas, toda área tem seu estereótipo e pessoas que se moldam a ele. Eu mesma estou junta e misturada nisso.
E claro que não estou falando de todos! Mas falta um pouco de senso crítico em pessoas que pensam estar cheias dele.
Agora, chega de reclamar e bora ler os textos dobre arte.
Nostalgia!
Um amigo e eu estávamos postando no facebook desenhos de quando eramos crianças. E ele postou esse desenho LINDO que eu não me lembrava mais!A histórinha é muito linda, gente!Tive que compartilhar com vcs!
Sarau receberá exposição ‘Pensaela’
No dia 15 de outubro o sarau O que dizem os umbigos?!! receberá a exposição Pensaela de Dayane Okipney à partir das 18 horas na Casa de Cultura Itaim Paulista.
Pensaela
Dayane...
Dayane Okipney tem 22 anos. Uma típica leonina envolta por sua ascendência pisciana. É formada em Artes Visuais , desenha desde criança e a pouco tempo, começou a passar seus sonhos e anseios para as telas. Tem como influência artistas como: Dave Mckean, Gustav Klimt, René Magritte e Bill Sienkiewicz. Sua inspiração provém das Histórias em Quadrinhos, da psicologia analítica de Carl Gustav Jung , do estudo sobre signos e símbolos, das máscaras da Commedia dell’arte e do universo fantástico.
A exposição
“Pensaela” é uma exposição que trata sobre auto-descoberta, sentimentos, crenças e sonhos. Os personagens presentes são fragmentos de consciência, arquétipos mentais, como se cada emoção ou passagem de vida tomasse uma forma concreta. Desta forma, não há máscaras ou maquiagens, pois cada ser representa a si mesmo da forma que é. Há porém, leituras simbólicas e subjetivas sobre o que representaria cada personagem a aquele que a observa. A exposição começa com as primeiras experiências da artista com a tela, de forma a mostrar como cada pintura evolui junto com seu auto-conhecimento.
“Na mesma tela se pintou vários quadros,muitos além do que se imagina.A cada minuto, um novo borrão, as vezes até sem querer, era dispensado sobre a paisagem e essa se tornava um retrato.O mesmo ocorria com os retratos; quando começava-se a definir as feições, o mesmo se tornava uma figura abstrata. E a figura virava um animal e o animal uma composição de cores indefinidas. No mesmo suporte surgiram marginais, gueixas, fadas, monstros, adultos e crianças.Chegou a cair, tombar, rachar, mas nunca quebrou na verdade. As águas já quase estragaram suas aquarelas e o que era olho virou boca, o que era sonho virou realidade, o que era desejo se tornou pesadelo. Ninguém distinguia o que ali surgia a cada virada de pincel, só reconheciam que sempre seguia um estilo único, que era o de transformação incessante das formas indefinidas. Mas para onde isso iria e para que era feito não se sabia, muito menos quem era o pintor daquela tela. Ás vezes chegava-se a pensar que cada pessoa que colocasse os olhos sobre a pintura tinha o poder de modificá-la. Era uma tela feita pelo mundo, e o mundo rejeita o que é feito pelas próprias mãos, com medo de cair na desgraça de Narciso e deixar-se inebriar pela beleza de ser o que se é. Ou então,o medo de ficar preso a sua própria imagem e com isso perder o direito da tão almejada metamorfose ambulante.”
http://oquedizemosumbigos.blogspot.com/2011/09/sarau-recebera-exposicao-pensaela.html
Pensaela
Dayane...
Dayane Okipney tem 22 anos. Uma típica leonina envolta por sua ascendência pisciana. É formada em Artes Visuais , desenha desde criança e a pouco tempo, começou a passar seus sonhos e anseios para as telas. Tem como influência artistas como: Dave Mckean, Gustav Klimt, René Magritte e Bill Sienkiewicz. Sua inspiração provém das Histórias em Quadrinhos, da psicologia analítica de Carl Gustav Jung , do estudo sobre signos e símbolos, das máscaras da Commedia dell’arte e do universo fantástico.
A exposição
“Pensaela” é uma exposição que trata sobre auto-descoberta, sentimentos, crenças e sonhos. Os personagens presentes são fragmentos de consciência, arquétipos mentais, como se cada emoção ou passagem de vida tomasse uma forma concreta. Desta forma, não há máscaras ou maquiagens, pois cada ser representa a si mesmo da forma que é. Há porém, leituras simbólicas e subjetivas sobre o que representaria cada personagem a aquele que a observa. A exposição começa com as primeiras experiências da artista com a tela, de forma a mostrar como cada pintura evolui junto com seu auto-conhecimento.
Enamorados – Dayane Okipney – 2010 – acrílica, spray, esmalte e colagem sobre tela
Fonte: http://arteparamudar.blogspot.com/http://oquedizemosumbigos.blogspot.com/2011/09/sarau-recebera-exposicao-pensaela.html
Por que sou artista
Eu não tive escolha.
Quando me perguntarem o porquê de eu ter me tornado artista, vou responder simplesmente que nunca foi uma opção, mas uma necessidade, como respirar para poder sobreviver.Foi sempre um respiro.
Eu nunca produzi nada pensando em vendas, galerias, nome ou reconhecimento. Nunca foi uma profissão almejada, nunca foi um sonho. Sempre foi um ato de desespero, de liberdade, de manutenção de uma vida caótica.
Eu atuei para não me cortar, para não me jogar de um precipício.
Eu escrevi para não forçar meu vômito.
Eu pintei para elaborar os símbolos do meu inconsciente.
Eu cantei para não gritar.
Eu virei noites em telas, livros, escritas, para não morrer.
A dor vinha e eu aliviava como podia, fosse com remédios, fosse com criações.
“Artista” foi o nome que me deram, mas não o escolhi, contudo, o reconheço.
Agradeço a Arte por ter me tomado antes mesmo de eu tê-la escolhido de maneira consciente.
Fotos de Edson Spitaletti e Roberta Perônico.
Pinturas minhas.
terça-feira, 3 de julho de 2018
O armário das vassouras não me cabe mais
Passei um tempo de recolhimento involuntário. Sim,
involuntário!
“Meu Deus do céu! Porque não consigo mais me colocar no
mundo???”
Minha arte sempre foi A forma como melhor existo e por algum
tempo, acreditei que estava deixando de existir. Muita angústia me tomou nesses
meses, mas não tristeza. Apenas um torpor que não me deixava criar mais nada!
Acontece que nesse tempo longe da minha criação, eu estava
voltando aos meus criadores. Eu precisava mais deles do que achava que o mundo
precisava de minhas ínfimas contribuições.
Deus? Cristo? Universo?
Há pelo menos três
anos eu não me aproximava de minhas fortalezas espirituais, desde que decidi
sair de dogmas e instituiçõe que muito ensinaram, mas também me podaram. Bem
aos poucos, comecei reconectar-me e uma nova forma de olhar para esse
Cristo pelo qual me batizei se iniciou dentro do meu conceito de
espiritualidade. Passei ver-me também de uma forma diferente , como um ser infinito, cheio
de caminhos anteriores e com muitas coisas à aprender. Uma boa
dose de humildade não faz mal à ninguém!
Só que...
Muitos, antes de mim mesma, viam-me como bruxa e na leveza
da vida, passei a me identificar metaforicamente
como tal; Ser bruxa é transformar dor em arte? Então eu sou! É ler a vida nas
cartas do tarô, trabalhar com a força e a ajuda dos elementos ? Sempre fui então,
poxa! Mesmo quando recebia a linguagem dos
anjos na igreja evangélica e tremia ao
sentir a presença de um Ser superior que me tomava os sentidos! Acontece que na
hora certa, sinais de que algo a mais em minha jornada pessoal ainda estava
para acontecer, começaram a surgir. E de uns tempos para cá, comecei a estudar
sobre essa outra arte que me foi destinada em outras vidas: a magia! O poder
pessoal que nos torna atuantes com o cosmos e nos deixa mais próxima de Deus,
seja ele ou ela como você o reconhece!
De início tudo me pareceu uma brincadeira, mas com o tempo
fui me reconhecendo e sentindo : Eu faço isso há anos, décadas, séculos!
Estou apenas retomando os conhecimentos que me foram ensinados por mulheres
antes de mim!
Não me sinto mal e nem destoante do que aprendi durante
tantos anos dentro de um lar cristão. Se transformar água em vinho e curar
pessoas com o poder da palavra, sempre cheia de amor e boas intenções não é um
tipo máximo de magia, o que seria? Com o
espiritismo, aprendi que não existem milagres, tudo é natural !Nós é que não
temos muitas vezes a evolução necessária para lidar com as energias universais.
E é por isso mesmo que me identifiquei com esse tipo de magia, que não é
religião e que não traz dogmas ou deidades para ser praticada: A Magia
Natural!A Bruxaria Natural!
No fundo, mesmo
cheios de entidades, nomes, invocações, cores, velas, véus, ritos, formas de
ver a evolução espiritual...todos estamos no mesmo barco, indo para o mesmo
destino e buscando a mesma sabedoria. Abençoado seja quem com ela transcender!
Que assim seja se for para o bem de todos!
Assim é!
sábado, 16 de setembro de 2017
Morada boa
![]() |
| Pintura minha |
Por todos os lados me fiz podada. Os galhos, antes repletos
de folhas, estavam muito bem aparados.
Mas não sou árvore decorativa, ornamental, feita para
enfeitar e não causar incômodo. Sou da copa volumosa, das folhas que caem e
cobrem todo o chão, da que quebra as paredes, atravessa os tetos, invade as
casas.
As circunstâncias me fizeram polida, mas minha natureza
ruidosa já começa a fazer com que os galhos sejam maiores e despontem onde não
deveriam.
Em compensação, agora aqueles que antes não tinham lugar, me
fizeram casa. Casa sem porta, sem tranca, sem regras. Morada que não precisa de
permissão pra acontecer. Ela é! Ela acontece!
E não adianta cortar, derrubar, enfraquecer. Vou brotar de
novo. E mais uma vez!
quarta-feira, 19 de agosto de 2015
Meta de leitura - Sagas (Fantasia e ficção-científica)
Não sei exatamente o porquê, mas desde a adolescência,
quando começou a febre de literatura fantástica, eu sempre tive bastante preconceito
com O Senhor dos anéis. Tentava ver os
filmes, mas eles me davam sono e os livros nunca me interessaram. Em
compensação, devorava em um dia os livros do Harry Potter. Os filmes, porém,
nunca me apeteceram.
Esse ano tentei mudar isso. Assisti a triologia de O Senhor
dos anéis em uma noite e uma madrugada, direto, quase 10 horas de filme. Fiz
até uma resenha aqui no blog. Após a maratona, tive curiosidade de ler O
Hobbit de Tolkien. Li e apesar de não amar, gostei, e isso me deu vontade de
finalmente encarar a triologia do anel. Indo nesse embalo de literatura
fantástica, decidi traçar uma meta de terminar algumas sagas inacabadas por mim
e iniciar algumas que estava delegando. Vamos conhecer quais são?
(Peço desculpas pelas imagens em baixa qualidade, são de
celular).
Harry Potter-
J.K. Rowling
Quando eu era adolescente, era alucinada por Harry Potter!
O que mais me faz admirar a saga é que J.K. não inventou o
que escreveu, ela pesquisou a exaustão e trouxe referências de inúmeras
mitologias para seu público! Cada criatura citada no livro existe em alguma
cultura! Claro que isso também aconteceu pela facilidade na criação de J.K! Não
apenas ela, mas todos os escritores de sagas seguem religiosamente A jornada do
herói e isso, mais o uso de criaturas já criadas por outros povos, facilitou
muito a história de Harry. Contudo, não vejo isso como algo ruim pelo
contrário! Isso que faz ,para mim, a história ser mais próxima e realista aos
que a leem!
No meu caso, falta ler O enigma do Príncipe e As relíquias
da morte. Ganhei de aniversário a saga completa <3!
As Brumas de Avalon- Marion Zimmer Bradley
Fui uma adolescente mística, que gostava de bruxaria,
incensos, cristais e saias indianas. E adivinhem? Ainda sou! Hahahaha!
Vi As Brumas de Avalon bem novinha, mas eu nem sabia que
existiam os livros de forma tão acessível, achava que era difícil encontra-los.
Em 2012 comprei a saga completa em um sebo, mas não sei porque, eu fiquei travada
com esses livros até agora! Tentava lê-los, mas algo me impedia, começava e
parava. Esse ano eu finalmente li A senhora da magia e meu Deus! Fiquei
totalmente absorvida pela história! Ela é extremamente rica em detalhes, é como
se eu vivesse cada momento contado! Sem falar na incrível construção das personagens
femininas! Todas tão reais que você sente como se elas estivessem do seu lado,
contando toda sua história, como se fossem suas velhas amigas! Como disse, já
li o primeiro livro da saga e estou no segundo, A grande rainha!
As fronteiras do universo - Philip Pullman
Ainda bem que eu era muito mais mente aberta com literatura
quando tinha 15 anos do que sou agora, se não, eu não teria pego A Bússola
dourada (sim, era assim que se chamava meu antigo livro que emprestei e nunca
mais recebi) na prateleira de um sebo
qualquer! Lembro bem desse dia! Li a descrição do livro, achei interessante e o
comprei! A partir daí entrei em uma viagem alucinante sobre universos paralelos
e realidades alternativas! Eu sabia que havia continuação da saga, mas como
aconteceu com As Brumas de Avalon, achava que nunca acharia essa continuação
sem ser o preço do meu rim! Mas não! Esse ano comprei a triologia
baratinha! Fiquei chateada em notar que
, como li há muito tempo o primeiro livro da saga, fiquei bem perdida ao tentar
ler A Faca sutil! Vou então reler A Bússola de Ouro antes de ler os outros dois
e sim, estou bem ansiosa! Talvez eu não goste tanto quanto gostei quando era
adolescente, mas quero muito ler!
O Mochileiro das Galáxias- Douglas Adams
Eu fui conhecer na verdade essa saga em 2012, mas só fui ler
o primeiro livro em 2014. Achei divertidíssimo, mas como estava com outras
coisas para ler na fila, não dei continuidade. Fiz um troca com uma garota super
fofa, onde troquei alguns livros pela saga completa
e um livro de poesias de Pablo Neruda! Vou ler a saga completa, desde o
primeiro livro!
O Senhor dos anéis-
J.R.R. Tolkein
E TCHARAN! Vendi meu ruim pela triologia de O senhor dos
anéis esse ano, o que me dá MUITA RAIVA já que me lembro de ter encontrado essa
triologia completa por QUINZE REAIS há 4
anos atrás em um sebo e não me interessei! Mas enfim, queria ter comprado os 3
livros separadamente, mas não encontrei no dia.
Como disse, vi os filmes apenas esse ano e embora não tenha
amado, me interessei bem mais por ler coisas do Tolkien, pois finalmente eu
compreendi a importância que esse cara teve não apenas para a literatura
fantástica, mas para toda a ambientação em fantasia que veio depois dele, tanto
em filmes, como em livros, quanto em jogos. Ele criou as línguas, os mapas, os
personagens, tudo! Maravilhoso! E sim, li O Hobbit e achei bem legal! Comecei a
ler A sociedade do anel e também estou gostando! Pena que terei de ler esse
livro só em casa, já que ele é um tanto pesado para levar por aí!
![]() |
| Aqui fiz marcações separando os 3 livros! |
Enfim pessoal, essa é minha meta de leitura! Tentarei ler um ou outro livro no meio que não seja
saga ou fantasia, mas estou focada em terminar essas sagas! Será que consigo?
Façam suas apostas!
![]() |
| Meu cantinho para sagas da estante! Meu Os Miseráveis lindo e o Morte súbita também podem ser vistos! |
domingo, 16 de agosto de 2015
O perdão
![]() |
| Pintura inspirada nas ilustrações de Tolkien e em Firebird, de Fantasia, da Disney. |
Algo que tem me feito muito bem é aprender a perdoar. Creio que para me
proteger em momentos de imensa fragilidade, fui criando uma casca dura que não
deixava nada passar e qualquer crítica a mim, ou falha, era visto como um
ataque pessoal. Nunca fui muito passiva, mas fiquei de certa forma até agressiva
durante alguns anos e ao ferir alguém, também me feria e , surpresa!, não sabia perdoar-me, igualmente. Tudo isso ia se
tornando uma bola de rancores que me consumiam por dentro.
Do ano passado pra cá, conforme fui me libertando de várias
coisas, tomei consciência que me livrar de tanta culpa e rancor era essencial
para minha saúde e meu bom convívio com os outros e fui notando que ao perdoar o outro ,
automaticamente perdoava a mim e vice e versa, pois reconhecendo que o outro
erra, tiro das minhas costas o peso de
ter que ser perfeita sempre, e reconhecendo que eu sempre erro, tiro o mesmo
das costas alheias.
A verdade é que erramos, mas nos arrependemos (ou
deveríamos). Aceitar que alguém que você ama de vez em quando vai te machucar,
porque ele não é perfeito, é aceitar que você também faz isso. Aquela palavra
que te disseram que você nunca esqueceu, aquele dia que te esqueceram, aquela
pessoa que foi injusta, aquele tapa (seja
no corpo como na alma) . Não estou dizendo de forma nenhuma que devemos nos
submeter a alguém que nos pisa e humilha
e muito menos que devemos conviver e levar numa boa, mas podemos sim, nos
afastar e entender que o outro, como você, é um ser cheio de traumas, medos,
erros e limitações.
Não perdoei tudo, mas queria chegar à isso. Só faz bem, só
descarrega energias péssima e dá espaço para coisas melhores na vida. Hoje se
me irrito, me magoo, critico e sou criticada, se faço por um momento um inferno
na vida do outro como ele pode fazer no minha , já penso mil vezes antes de
colocar no meu coração esse fato como incorrigível e essa pessoa como
imperdoável. Pode não ser perfeita, mas
só tenho uma família. Podem não ser perfeitos, mas prezo meus amigos. Podem não
ser pessoas relevantes, e por isso mesmo ,não vou me encher de sentimentos
corrosivos por quem não faz diferença. Posso ser um poço de defeitos, mas sou
minha melhor amiga.
Não é ser Buda, não é ser Cristo. É ter a humildade de enfim
compreender que somos apenas humanos demasiado humanos.
domingo, 11 de janeiro de 2015
Minha leitura tardia de O Senhor dos anéis
![]() |
| Em muitas cenas, O Senhor dos anéis me fez lembrar bastante de As Brumas de Avalon, de Marion Zimmer Bradley, que com certeza se inspirou no universo de Tolkien. |
Pasmem: Eu
nunca havia assistido O Senhor dos anéis! Houve várias tentativas, mas em todas
eu fiquei com sono. E não pelo fato de “ter assistido fora da época”, que seria
na adolescência, pois foi nessa época que as tentativas ocorreram, mas porque
nunca gostei mesmo de Fantasia (que muitos erroneamente confundem com “realismo
fantástico”, que não tem absolutamente nada a ver e é um dos meus gêneros
favoritos), coisas épicas e achava a história de Tolkien bem...boba. Contudo,
conheço tantas pessoas no meu círculo de amizades que idolatram, choram, brigam por causa dessa história, que
mais uma vez, tentei revê-la sem meus inúmeros preconceitos. E me surpreendi.
Assisti os 3
filmes de uma vez ( A sociedade do anel, As duas torres e O retorno do Rei, de
longe o meu favorito) e consegui ver alguns aspectos muito interessantes sendo
levantados ao longo da triologia. Deixando claro que é uma visão pessoal minha,
de acordo com meu repertório e com a forma pela qual fui tocada pelos filmes:
Uma coisa
que é sempre retratada em várias outras histórias, mas que O senhor dos anéis
retrata de uma forma alegórica e não explícita, nem didática , é como o bem e o
mal estão sempre juntos e presentes dentro de todos! O anel não apenas continha o mal, como
despertava o mal que havia nas pessoas. Ele deixava em evidência as ambições, o
egoísmo, a sede de poder, a falta de escrúpulos que todos nós temos. Nenhum
personagem que esteve em contato direto com ele sai ileso , todos acabam
sucumbindo de alguma forma. Um personagem que gostei muito e que retrata isso
muito bem é o Gollon, que é praticamente uma entidade a parte ,onde o bem e o
mal coexistem dentro do mesmo ser de maneira explicita, já que ele sofre de uma
espécie de esquizofrenia, dupla personalidade, sempre com seu lado bom e seu
lado mau brigando entre si. Contudo, acredito que o anel não obriga ninguém a
ser mal, ele desperta aquilo que já habita em você, portanto, a maldade será
diferente em cada ser tocado por ele. No caso do Gollon, sua única ambição era
ter o anel para si. Não era dominar povos, ser rei, rico, era apenas e então
somente ser o único portador do anel e isso diz muito sobre sua estrutura de
personagem. Diferente dele, outros que nem se quer tiveram um contato direto
com o anel, mas conheciam seu poder, arquitetavam planos e exércitos para tê-lo
para si, o que mostra qual lado já era aflorado. Muitos que estiveram em
contato com o anel e sentiram seu poder lutaram contra sua força, e muitos nem
precisaram estar presente dele para deixa-se dominar.
Achei
interessante também (mais uma vez, um tema repetido em muitas histórias, mas
bem abordado em O senhor dos anéis) a forma como cai por terra a ideia de que o
herói é alguém forte e poderoso, dotado
de dons e poderes mágicos. De todos os povos , foram os Hobbits os escolhidos
para a saga e o portador do anel foi justamente Frodo, o Hobbit mais frágil ,
tanto fisicamente quanto mentalmente. Além disso, Frodo não conseguiu nada
sozinho, ele teve muita ajuda de seus amigos, em especial de Sam, que mesmo
presenciando os momentos de fraqueza e confusão causados pelo anel em seu
amigo, o compreende, protege e nunca o abandona.
Eu estava
até o segundo filme bem decepcionada pela não representação forte feminina. Arwen
e Galadriel tem um papel pouco representativo nos filmes (não sei se isso
ocorre nos livros). Elas aparecem apenas como o papel de Anima. Bem
compreensível levando em conta que Tolkien era um estudioso da mitologia e
vê-se que O Senhor dos anéis é baseado na Jornada do herói, na qual a Anima é
apenas coadjuvante em relação ao Animus (Anima é a polaridade feminina na
psicologia Junguiana, ligada a contemplação, a intuição, aquela que mostra e
guia o caminho. Animus é a polaridade masculina, a força, a batalha, a
agilidade, aquele que toma as atitudes práticas. A jornada do herói é uma linha
estrutural na qual escritores, cineastas e contadores de histórias costumam se
guiar para elaborar seus enredos). Fiquei um pouco mais satisfeita ao ver Éowyn.saindo
da condição que mulher apaixonada, que espera seu amado, para guerreira e como
ela não toma Arwen como sua rival. Não sei se isso é representado no livro, mas
gostei imensamente quando ela diz “Mas eu não sou um homem”, e salva o rei,
lutando.
Enfim, todos
os personagens demonstram fraquezas, medos, traumas, defeitos e não é de se
admirar que tantos adultos se sintam identificados com a história e os
personagens. O Senhor dos anéis toca em muitos arquétipos presentes no nosso
dia-a-dia e a batalha interna do bem contra o mal é sempre presente em nossas
vidas. É confortante pensar que qualquer pode cair, mas que todos temos força
para lutar.
Continua não
sendo meu gênero favorito e nem a história mais original que já vi, mas é fato
que foi muito bem ambientada e que Tolkien era extremamente criterioso e
comprometido. Acredito que a leitura dos livros não seja nada fácil. Por isso
mesmo, O Hobbit está na minha lista de leitura para 2015.
quinta-feira, 18 de dezembro de 2014
Eu poderia ter sido Elena
ESSE TEXTO FOI PUBLICADO NO BLOG DA PETRA COSTA, SOBRE O FILME ELENA!
Meu namorado diz que gosto de filmes tristes. Prefiro chama-los de Dramas, mas de fato, são tristes, assim como muitas vezes vejo o mundo.
Meu namorado diz que gosto de filmes tristes. Prefiro chama-los de Dramas, mas de fato, são tristes, assim como muitas vezes vejo o mundo.
Um filme (documentário) que demorei muito a assistir por não
saber sobre o que se tratava exatamente, foi Elena, de Petra Costa, onde ela
narra a história de sua irmã, Elena,
atriz, que aos 20 anos decide morrer e como esse acontecimento até hoje impactou
a forma de Petra enxergar a vida.
Há uma parte no filme que mexeu muito comigo, onde Petra
relata que entra no quarto de Elena com uma amiguinha, ambas com 7 anos (Elena
com 20) e a encontram totalmente coberta, apenas com os olhos de fora e estes,
vermelhos de tanto choro. Saindo do quarto, a amiguinha de Petra pergunta o que
tem Elena, e ela responde “Ela é assim”. Por mais da metade da minha vida, eu
achei que eu fosse assim.Tinha aceitado a tristeza , a melancolia, a vida em
preto e branco como uma parte da minha alma, do meu destino. Conforme fui
tomando consciência de que isso precisava mudar, essa certeza de ser uma pessoa
triste tornava-se aterradora, insuportável e eu não via saída, a não ser a
morte.
O filme me angustiou muito. Me fez rememorar sensações que
já passei ao longo da minha vida e muitas vezes, em menor frequência, ainda
passo. Creio que as doenças da mente são
mil vezes piores que a do corpo. Se você está com uma dor no corpo, mas com a
mente sadia, você suporta, dá a volta por cima, se refaz. Quando é a sua mente
quem está doente, tudo pode parecer perfeito, mas nada importa, tudo parece
perdido. Lembrei das várias vezes em que minha vida não tinha sentido algum, das vezes que senti uma dor excruciante que nunca soube de onde vinha e
como meu único socorro e consolo era a religião, ao qual eu me agarrava com
todas as minhas forças e que , agradeço muito a Deus por tê-la colocado em meu
caminhos nesses momentos difíceis, pois foi o medo de perder a vida eterna, os
céus, a salvação e o que diziam naquele
lugar , que me mantiveram viva durante muito tempo, durante anos em que nada
pra mim fazia sentido, em que , como eu sempre dizia : Viver,era um fardo, uma
obrigação.
Mas eu saí disso, nem eu mesma consigo acreditar, mas saí.
Saí com terapia, com medicação, com amparo da família, que passou a me entender
e me apoiar, reconhecendo meus medos, traumas, experimentando viver, me
arriscar e aprendendo que nada é para sempre, nada é eterno. A vida é feita de
fases e isso tudo que passei foi só uma fase.
Queria que Elena tivesse tempo de ter notado que tudo isso
era uma fase, que todas essas coisas iriam passar. Aos 20 anos eu também queria
morrer. Aos 25 , quero amar, casar, trabalhar, ter filhos, dar continuidade aos
meus projetos . Viver muito, e muito bem!
Agradeço a Petra por ter feito esse filme, por sua
sensibilidade e sua coragem em se expor, coisa que faço nesse blog diariamente,
mas não com tanta delicadeza e beleza que ela fez. Relatar nossa história nos
alivia da dor e ajuda a quem está passando por ela a sentir-se confortado,
acolhido, a notar que não está sozinho, que é o que muitas vezes tento fazer
aqui.
Um filme feminino, intenso, forte. Um filme, que gostaria
eu, ter sido feito por mim. Uma história, que agradeço, não vivi.
sábado, 6 de dezembro de 2014
Nothing's gonna change my world
Eu sempre achei que a sensação de “É definitivo, não dá para
se arrepender” faria com que eu me desesperasse, enlouquecesse, mas não...Esse
ano tive muitas atitudes das quais não dá mais para eu me arrepender. Tatuagens
no corpo e na alma, que não podem ser mais apagadas. Cruzei fronteiras
invisíveis, me arrisquei a pagar o preço do “tudo a perder”.
Não me arrependi e nem me arrependo. A sensação do “Não tem
mais volta”, na verdade, é um grande, um imenso alívio! Como se eu deixasse
para trás todas as correntes, os medos, as dúvidas. Paguei pra ver, e não sinto
que perdi nada, pelo contrário, apenas ganhei.
Se eu soubesse, tudo teria sido diferente,
Se eu soubesse, não teria perdido tanto tempo.
Se eu soubesse, não me permitiria ter passado tantos anos
infelizes.
Mas eu não sabia e nem tinha como saber, já que tudo na vida
tem seu começo, seu meio e seu fim. Precisei fazer minha viagem Através do
universo, precisei cruzar esta ponte do certo pelo duvidoso. Estou no duvidoso,
mas garanto que aprendi a andar na corda bamba como ninguém. E sei que não vou
cair, pois Ele está sempre por perto.
Jai Guru Deva Om
Notthing’s gonna change my world.
segunda-feira, 13 de outubro de 2014
Transformação
No início desse ano, lembro que escrevi no meu Facebook “Sinto
que esse ano vai ser roots!”. Mal sabia eu o quanto seria e o quanto eu iria me
transformar!
Acho que a palavra certa para esse processo não é mudança,
mas transformação. Eu desabrochei, me redescobri, mesmo sendo a custo de muitas
dores, crises e angústias. Até o início desse ano, batia o pé e dizia estar
certa sobre tudo, não haver dúvidas, sobretudo em questão religiosa. Mas tudo
mudou, tudo! Com os dias fui me questionando cada vez mais e mais sobre minhas
escolhas e sobre qual era o papel dessa religião na minha vida. Doeu , fez
sofrer, fui pra frente e pra trás, quis largar tudo de uma vez e me feri, ao
mesmo tempo, sabia que continuar lá não era mais uma opção devido a inúmeras
questões pessoais, espirituais e ideológicas. Mas nunca duvidei do papel
soberano que Cristo tem em minha vida, em meu ser, em meu caminho e hoje sinto
isso cada vez mais forte! Fui , com um passo após o outro, me permitindo sair
desse casulo no qual fiquei tanto tempo aprisionada. Não cuspo no prato que
comi, e talvez ainda volte a comer dele. Nem acho que ninguém deva seguir o meu
exemplo, eu fiz aquilo que meu coração pediu pra que eu fizesse e continuasse
minha vida em paz. Fora isso, outras mudanças em outros setores aconteceram! Profissionalmente, tenho meu
trabalho cada vez mais reconhecido! Intelectualmente, optei por trancar minha
segunda graduação, mas sinto que quando voltar, irei aproveitá-la muito mais!
Psicologicamente, minha depressão praticamente desapareceu! Amorosamente,
encontrei a pessoa certa pra mim, que me completa e está sempre acrescentando,
deixando minha vida melhor! Espiritualmente, me sinto mais livre e muito, mas
muito mais em paz com Deus do que antes! Em questão de amizade, só amizades de
gente que faz bem, que acrescenta, que soma, tudo que era “lixo” foi embora! Enfim,
tudo isso se reflete na minha pele, no meu jeito de sorrir, no meu jeito de
ser! Parece que quando a gente se aceita, tudo melhora!
Em julho coloquei um piercing no nariz. Dia 11 de Outubro,
fiz minhas duas primeiras tatuagens! Coisas que até alguns meses atrás, eram
impensáveis pra mim! Fiz uma libélula no ombro esquerdo e a frase “...a Arte é a exceção.” no braço direito. Outro
dia faço um post apenas sobre o significado delas, hoje deixo com vocês as fotos delas ainda inchadas e estranhas, mas
que significam muito pra mim!
domingo, 11 de maio de 2014
Minha primeira coluna no Ilha Cult
Fui convidada pela Edilene Spitaletti a iniciar um projeto
de Arte e cultura em Ilha Solteira. Com isso, começamos o Ilha Cult, um site
que aborda diversos temas sobre arte, educação, cinema, literatura, e etc, mais
eventos que ocorrem na cidade.
Minha primeira coluna fala sobre a Arteterapia, mais
precisamente a de abordagem Junguiana.
Deixo aqui tanto o texto corrido quanto o link para o próprio
site!Estou muito feliz de fazer parte desse projeto com pessoas tão queridas! Espero
que gostem!
Quando as palavras não bastam - Os benefícios da
Arteterapia
A Mandala é um dos recursos artísticos mais conhecidos
quando falamos em Arteterapia, por propiciar uma espécie de fotografia da nossa
psique.
Muitas pessoas não conseguem expressar aquilo lhes passa , seja por um bloqueio emocional, seja por falta de “jeito”, seja por uma ocasião traumática. O fato é que todos nós, alguns mais, outros menos, temos aqueles sentimentos incompreensíveis, aquelas falas “entaladas”, aquela coisa que não conseguimos expressar. Quando não expressas, além de angústia e uma sensação de incapacidade, podemos desenvolver até mesmo doenças como a depressão, a síndrome do pânico e algumas chamadas psicossomáticas, que invadem nosso corpo por não caberem em nossa alma. Acontece que há sentimentos que não nos damos conta conscientemente. É nesse momento, e não apenas por este, que conhecemos um novo caminho: a Arteterapia.
A Arteterapia é um recurso terapêutico que usa a arte como
uma manifestação do inconsciente. Em especial com a abordagem Junguiana, a
pessoa tem a oportunidade de trazer para o concreto , de maneira simbólica,
aquilo que está mal resolvido dentro dela ou faz parte de que Jung chama de
Sombra, ou seja, todo um conteúdo interno próprio que não conhecemos, seja por
repressão ou por vários outros fatores. Na Arteterapia, são usadas
diversas maneiras de trazer esse conteúdo a tona de maneira saudável, sempre
levando o paciente a um grau maior de auto conhecimento e harmonia consigo
mesmo. Pode-se usar música, expressão corporal, contação de histórias, danças
de roda, materiais diversos para a confecções de trabalhos plásticos, tudo isso
em uma atmosfera acolhedora, onde o Arteterapeuta propicie segurança e
cuidado ao conteúdo manifesto pelo paciente.
Não é raro vermos pessoas que por elaborarem trabalhos
artesanais, se auto intitularem como Arteterapeutas, o que é um erro. O
Arteterapeuta necessita passar por um curso de especialização (pós- graduação)
para tornar-se um profissional que leva o trabalho artesanal há uma esfera
terapêutica e saber lidar com isso. É necessário ética e
comprometimento com o ser humano.
A arteterapia propicia também, de uma maneira lúdica o auto
conhecimento, novas reflexões, auto estima e muitos outros benefícios. Ainda é
um trabalho pioneiro em nosso país, mas já há um grande número de profissionais
dessa área!
Tanto aqueles que acham expressar-se verbalmente algo difícil,
quanto aos que se sentem livres para expressarem-se artisticamente, vale a pena
conhecer essa nova alternativa! Esteja preparado para uma nova jornada, uma
jornada cheia de surpresas e preciosidades!
sexta-feira, 2 de maio de 2014
sábado, 19 de abril de 2014
Blogagem coletiva- 5 discos e 5 personagens
Faço parte do grupo Rotaroots no Facebook e todo mês eles criam uma
blogagem coletiva =). Eu já respondi um meme parecido esses dias (10 discos que marcaram sua vida), mas esse
pedia para que marcássemos os primeiros discos que viessem a sua mente. Dessa
vez, farei os daqui com mais reflexão.
5 álbuns que marcaram minha vida
1-No need to argue- The Cramberries
The Cramberries é uma banda que marcou
fortemente minha nfância e pré adolescência. Lembro-me que quando criança,
ouvia Linger repetidas vezes na casa da minha avó parterna. Essa lembrança me
traz uma nostalgia imensa daquela época, em especial do meu primo Thiago, que
foi uma grande influência na minha adolescência. Ele era o único que acreditava
em mim, me incentivava a desenhar, a ler e até tentou me ensinar a andar de
skate. A melancolia dele era muito parecida com a que eu já sentia, mais ainda
com a aque viria a sentir nos próximos anos. A música que marcou muito meus
12/13 anos e minha sétima série foi Ode to
my Family. Esse álbum me faz pensar muito sobre mim mesma, minhas origens,
minha identidade.
Não adianta! Beatles é a banda da minha
vida e sempre será! Em especial da minha adolescência, mais em especial ainda
da época que sai da escola e comecei a de certa forma, conhecer o mundo. Beatles me acompanhou nas minhas primeiras
descobertas sobre como eu poderia ser mais do que imaginava e nos meus primeiros
pânicos pelo mesmo motivo, nas minhas viagens meditativas no quarto tentando me
entender, nos meus ouvidos enquanto eu caminhava pelo centro indo a alguma
entrevista de emprego ou na feirinha
hippie da Praça da República. Na minha única experiência propositalmente fora
de consciência ,em vez de ouvir a música que tocava no ambiente, eu ouvia
Lovely Rita! A única música que me fez chorar na Virada Cultural foi Something
e a única musiquinha em inglês que eu tentava cantar quando era criança é Love
me do. Claro que ter Beatles como banda
favorita e “da vida” não é a coisa mais original do mundo, mas faz parte de
mim, então...
P.S: Impossível escolher um álbum só deles,
tive que compilar =P.
Álbum imprescindível! De novo, mais uma banda que fala muito sobre
mim e de certa forma, como minha mente
funciona. Radiohead é como se fosse um pedaço do meu coração entregue ao mundo.
4-Unleash Memories- Lacuna Coil
Tanto este álbum como o Comalies marcaram
muito minha vida de 2008 a 2012, aproximadamente. Foi a época que fiquei mais
Metal, por assim dizer, e como não poderia deixar de ser, influenciada também
pelo meu antigo namoro, embora eu já ouvisse Lacuna Coil desde meus 14 anos.
Lacuna tem uma coisa que gosto muito: Uma vocalista forte! Cristina Scabbia
sempre foi uma inspiração pra mim, tanto musicalmente como em personalidade,
além de acha-la uma das mulheres mais sexys do universo!
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| Cristina Scabbia, quero estar assim aos 41 aninhos |
5-A tempestade-Legião Urbana
Eu gostaria de colocar Los Hermanos,
Mutantes , Novos Baianos, Ludov, uma série enorme de bandas e discos que me
marcaram, mas infelizmente, tenho que escolher apenas 5 (ao menos 5 bandas).
Bem, A tempestade foi o álbum que acompanhou minha fase mais pesada da
depressão, então tirá-lo dessa lista, apesar de de ser um pouco ser doloroso,
seria muito hipócrita. Nada mais a acrescentar, a não ser que fala da dor que
eu senti de forma magistral.
5 personagens que eu gostaria de ser
1-
Sabina- A
insustentável leveza do ser- Milan Kundera
Sabina é bem isso: a parte que eu gostaria de ser. Em muitas
coisas nos identificamos, como sermos artistas plásticas, politizadas e
lidarmos bem com nossa sexualidade, cada uma da maneira que escolheu, claro.
Mas Sabina tem um desprendimento, um certo egoísmo que eu gostaria de ter. Ela
não se prende a ninguém, nem a lugar nem a sentimentos, segue apenas ela mesma
e seus anseios. Se for para me identificar sentimentalmente, certamente me
pareço mais com Tereza, apegada,
romântica e dependente.
2-
Sakura Card Captors
O mundo de fantasia e particular em que
Sakura vive lembra muito minha própria personalidade em alguns momentos da
vida, a forma como sou apegada a valores intensos mesmo a frente a ceticismo e
prefiro mantê-los apenas para mim, fazendo quase um mundo só
meu. Também me identifico com a coragem
e nobreza de Sakura, junto a teimosia e imaturidade, claro.

Quando li esse livro, senti-me
deflorada por Clarice! Lorelei sou eu!Apenas sou eu!Explico mais aqui.
4-Amélie- O Fabuloso Destino de Amélie Poulain
Eu não tenho a timidez exacerbada de Amélie, nem tanto seu
medo de enfrentar grandes desafios da vida, mas a forma como nos dedicamos a
fazer “pequenas bondades” e valorizamos nossos “pequenos prazeres” no dia –a –
dia faz com que eu me sinta especialmente ligada a ela. Muitas vezes, tenho
raiva dela como tenho de mim mesma.
5-Sara – Labirinto, a magia do tempo
Só queria muito viver uma aventura como ela viveu! O coração
nobre de Sara, mais sua imprudência e perseverança, junto com sua ingenuidade e
falta de noção faz com que nos identifiquemos muito,rs.
Gostaria de colocar 100 álbuns e 100 personagens, mas é isso
por enquanto.
domingo, 8 de dezembro de 2013
Arte de Dayane Okipney no Madame
Sexta feira, dia 06, fiz uma exposição de alguns trabalhos
meus no Madame/Madame Satã, clássica casa underground de SP.
Foi ótimo! Fiquei muito feliz em ver como gostaram do meu
trabalho e como minha arte é reconhecida! A moça que aparece nas fotos sou eu ^^!
sábado, 17 de agosto de 2013
Lux
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| Lux- Lápis de cor e spray sobre canson-2013 |
Após dias sem estar perto de ti, presa em tantos problemas e
tristezas cotidianas, hoje me apresentei mais uma vez á sua casa.
Cheguei, como sempre, engolindo toda a mágoa do mundo,
sentindo minha garganta doer de tanta pressão e cansaço. Parecia, como sempre
parece, que não importa o que eu faça, não interessa o quanto eu tente, o
quanto eu peça, o quanto eu caia e me levante, nada nunca fará sentido, nada
nunca será diferente pra mim. Me questionei mais uma vez se valia a pena eu me
resguardar tanto, eu meditar tanto, eu me abster de tantas coisas que para a
maioria das pessoas são comuns. Todas as vezes que eu me vigiei e ainda vigio
para ter uma boa conduta, para ser coerente com o que tento ser. Claro, isso
nunca dá certo, estou sempre errando, sempre caindo, sempre exausta, sempre
triste por ter falhado novamente contigo.
Mas hoje, estando lá dentro, ouvindo Você falar comigo, mais
uma vez eu tive a sensação de que tudo poderia acabar naquele momento, de que
nada do que eu fiz ou faço é em vão. Nada mais importa, a não ser o que eu
sinto por ter sua presença em minha vida, por Te sentir enxugando minhas
lágrimas, fazendo carinho onde tantas mãos antes me esbofetearam (mãos estas,
que eu me aproximei achando que me protegeriam), curando meu cansaço,
levantando minha cabeça. Meus olhos então, se encheram de lágrimas e eu
consegui chorar. Chorei minha dor, minha angústia, minha tristeza. Chorei a
sensação que sempre tenho que o que eu sinto, jamais será importante para
ninguém. E isso me bastou para que eu quisesse seguir em frente para que eu
acreditasse que o amanhã pode mudar, para que eu perdoasse aqueles que tanto me
feriram.
Obrigada meu Deus, por dar-me a oportunidade de poder estar
dentro do seu lar, comer do teu pão e descansar em teus braços. Ninguém nunca
entenderá o porquê eu troco todos os prazeres do mundo por algumas horas perto
de ti.
quarta-feira, 10 de abril de 2013
Olhar para onde olha o Olho de Deus
Aprendi que a melhor forma é não se desesperar e acreditar,
mesmo que muitas vezes seja difícil, que tudo vem ao seu tempo.
Depois de anos e anos, estou vendo que de fato, as coisas
acontecem de uma forma porque é assim que devem acontecer. Pode parecer um
tanto comodista essa afirmação, mas ela não é. Aceitando que as coisas foram
como tinham de ser, você aprende a não se conformar com a forma que elas SÃO.
Você nota que pode mudar aquilo que estiver ao seu alcance, mas graças a Deus, você
não tem controle sobre tudo. Esse Ser superior sabe muito mais do que você, te
conhece muito , muito melhor do que você mesmo e Ele sabe o que lá na frente te fará feliz, então toma
caminhos ,muitas vezes tão dolorosos, para que você aprenda, se molde, entenda
qual a sua verdadeira importância aqui.
Não vou me desesperar mais, nem me lamentar. O que passou
tem seu sentido, o que passo tem seu sentido, o que passarei terá seu
sentido. Não estamos jogados como
bonecos aqui nesse mundo, somos protagonistas, cada qual, de uma história.
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| Olho de Deus, feito por mim |
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| Olho de Deus, feito por mim |
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| Olhos de Deus feitos por mim, pendurados em meu quarto |
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| Olho de Deus que fiz e eu ^^ |
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| Mandala feita com a técnica do Olho de Deus, feita por mim |
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| O outro lado da Mandala, rs. |
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