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domingo, 21 de dezembro de 2025

The Reflecting pool



A arte anda comendo o meu cérebro. Não a arte em si, mas todas essas discussões que fazem-se a cerca dela. Eu amo arte, muito, de mais, mas poxa vida... As pessoas esquecem que há outros setores da vida.
Me cansa muito esse endeusamento que ainda fazem quando fala-se sobre arte, como se ela fosse a única responsável por mudança nas pessoas e no mundo, como se “só a arte salva!”.
Claro que a arte é uma forma de voz e expressão, mas não só ela. Penso até mesmo se o que quero é trabalhar com arte a vida toda.
O mal das pessoas que lidam com a arte é que muitas acabam se alienando achando que estão saindo fora da alienação, quando na verdade não estão. Vejo discursos prontos, revoltas na ponta da língua e sonhos quase idênticos. Sem contar na vestimenta e nos cortes de cabelo dos “novos artistas” ou estudantes de arte. Todos iguais pensando que são diferentes. E obviamente, estou incluída nisso.
Detesto pseudo-revolucionários de faculdades de elite. Acho o cúmulo do absurdo essas meninas que pagam não sei quanto por uma bota velha e ficam caçando brechós para se denominarem “cults”. Se bem que estou sendo muito chata.pois isso acontece em várias áreas, toda área tem seu estereótipo e pessoas que se moldam a ele. Eu mesma estou junta e misturada nisso.
E claro que não estou falando de todos! Mas falta um pouco de senso crítico em pessoas que pensam estar cheias dele.
Agora, chega de reclamar e bora ler os textos dobre arte.

Nostalgia!

Um amigo e eu estávamos postando no facebook desenhos de quando eramos crianças. E ele postou esse desenho LINDO que eu não me lembrava mais!A histórinha é muito linda, gente!Tive que compartilhar com vcs!

Sarau receberá exposição ‘Pensaela’

No dia 15 de outubro o sarau O que dizem os umbigos?!! receberá a exposição Pensaela de Dayane Okipney à partir das 18 horas na Casa de Cultura Itaim Paulista.

Pensaela 
 
Dayane...
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Dayane Okipney tem 22 anos. Uma típica leonina envolta por sua ascendência pisciana. É formada em Artes Visuais , desenha desde criança e a pouco tempo, começou a passar seus sonhos e anseios para as telas. Tem como influência artistas como: Dave Mckean, Gustav Klimt, René Magritte e Bill Sienkiewicz. Sua inspiração provém das Histórias em Quadrinhos, da psicologia analítica de Carl Gustav Jung , do estudo sobre signos e símbolos, das máscaras da Commedia dell’arte e do universo fantástico.
A exposição
“Pensaela” é uma exposição que trata sobre auto-descoberta, sentimentos, crenças e sonhos. Os personagens presentes são fragmentos de consciência, arquétipos mentais, como se cada emoção ou passagem de vida tomasse uma forma concreta. Desta forma, não há máscaras ou maquiagens, pois cada ser representa a si mesmo da forma que é. Há porém, leituras simbólicas e subjetivas sobre o que representaria cada personagem a aquele que a observa. A exposição começa com as primeiras experiências da artista com a tela, de forma a mostrar como cada pintura evolui junto com seu auto-conhecimento.
269750_180163205378203_100001535750001_453276_8164533_n (1)“Na mesma tela se pintou vários quadros,muitos além do que se imagina.A cada minuto, um novo borrão, as vezes até sem querer, era dispensado sobre a paisagem e essa se tornava um retrato.O mesmo ocorria com os retratos; quando começava-se a definir as feições, o mesmo se tornava uma figura abstrata. E a figura virava um animal e o animal uma composição de cores indefinidas. No mesmo suporte surgiram marginais, gueixas, fadas, monstros, adultos e crianças.Chegou a cair, tombar, rachar, mas nunca quebrou na verdade. As águas já quase estragaram suas aquarelas e o que era olho virou boca, o que era sonho virou realidade, o que era desejo se tornou pesadelo. Ninguém distinguia o que ali surgia a cada virada de pincel, só reconheciam que sempre seguia um estilo único, que era o de transformação incessante das formas indefinidas. Mas para onde isso iria e para que era feito não se sabia, muito menos quem era o pintor daquela tela. Ás vezes chegava-se a pensar que cada pessoa que colocasse os olhos sobre a pintura tinha o poder de modificá-la. Era uma tela feita pelo mundo, e o mundo rejeita o que é feito pelas próprias mãos, com medo de cair na desgraça de Narciso e deixar-se inebriar pela beleza de ser o que se é. Ou então,o medo de ficar preso a sua própria imagem e com isso perder o direito da tão almejada metamorfose ambulante.”

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Enamorados – Dayane Okipney – 2010 – acrílica, spray, esmalte e colagem sobre tela
Fonte: http://arteparamudar.blogspot.com/
http://oquedizemosumbigos.blogspot.com/2011/09/sarau-recebera-exposicao-pensaela.html


Por que sou artista

Eu não tive escolha.
Quando me perguntarem o porquê de eu ter me tornado artista, vou responder simplesmente que nunca foi uma opção, mas uma necessidade, como respirar para poder sobreviver.Foi sempre um respiro.
Eu nunca produzi nada pensando em vendas, galerias, nome  ou reconhecimento. Nunca foi uma profissão almejada, nunca foi um sonho. Sempre foi um ato de desespero, de liberdade,  de manutenção de uma vida caótica.
Eu atuei para não me cortar, para não me jogar de um precipício.
Eu escrevi para não forçar meu vômito.
Eu pintei para elaborar os símbolos do meu inconsciente.
Eu cantei para não gritar.
Eu virei noites em telas, livros, escritas, para não morrer.
A dor vinha e eu aliviava como podia, fosse com remédios, fosse com criações. 
“Artista” foi o nome que me deram, mas não o escolhi, contudo, o reconheço.  
Agradeço a Arte por ter me tomado antes mesmo de eu tê-la escolhido de maneira consciente.











Fotos de Edson Spitaletti e Roberta Perônico.
Pinturas minhas.


terça-feira, 3 de julho de 2018

O armário das vassouras não me cabe mais



Passei um tempo de recolhimento involuntário. Sim, involuntário!
“Meu Deus do céu! Porque não consigo mais me colocar no mundo???”
Minha arte sempre foi A forma como melhor existo e por algum tempo, acreditei que estava deixando de existir. Muita angústia me tomou nesses meses, mas não tristeza. Apenas um torpor que não me deixava criar mais nada!
Acontece que nesse tempo longe da minha criação, eu estava voltando aos meus criadores. Eu precisava mais deles do que achava que o mundo precisava de minhas ínfimas contribuições.
Deus? Cristo? Universo?
Há pelo menos três anos eu não me aproximava de minhas fortalezas espirituais, desde que decidi sair de dogmas e instituiçõe que muito ensinaram, mas também me podaram. Bem aos poucos, comecei reconectar-me e uma nova forma de olhar para esse Cristo pelo qual me batizei se iniciou dentro do meu conceito de espiritualidade. Passei ver-me também de uma forma diferente , como um ser infinito, cheio de caminhos anteriores e com muitas coisas à aprender. Uma boa dose de humildade não faz mal à ninguém!
Só que...
Muitos, antes de mim mesma, viam-me como bruxa e na leveza da vida, passei a me  identificar metaforicamente como tal; Ser bruxa é transformar dor em arte? Então eu sou! É ler a vida nas cartas do tarô, trabalhar com a força e a ajuda dos elementos ? Sempre fui então, poxa!  Mesmo quando recebia a linguagem dos anjos na igreja evangélica e tremia  ao sentir a presença de um Ser superior que me tomava os sentidos! Acontece que na hora certa, sinais de que algo a mais em minha jornada pessoal ainda estava para acontecer, começaram a surgir. E de uns tempos para cá, comecei a estudar sobre essa outra arte que me foi destinada em outras vidas: a magia! O poder pessoal que nos torna atuantes com o cosmos e nos deixa mais próxima de Deus, seja ele ou ela como você o reconhece!
De início tudo me pareceu uma brincadeira, mas com o tempo fui me reconhecendo e sentindo : Eu faço isso há anos, décadas, séculos! Estou apenas retomando os conhecimentos que me foram ensinados por mulheres antes de mim!
Não me sinto mal e nem destoante do que aprendi durante tantos anos dentro de um lar cristão. Se transformar água em vinho e curar pessoas com o poder da palavra, sempre cheia de amor e boas intenções não é um tipo máximo de magia, o que seria?  Com o espiritismo, aprendi que não existem milagres, tudo é natural !Nós é que não temos muitas vezes a evolução necessária para lidar com as energias universais. E é por isso mesmo que me identifiquei com esse tipo de magia, que não é religião e que não traz dogmas ou deidades para ser praticada: A Magia Natural!A Bruxaria Natural!
No fundo, mesmo cheios de entidades, nomes, invocações, cores, velas, véus, ritos, formas de ver a evolução espiritual...todos estamos no mesmo barco, indo para o mesmo destino e buscando a mesma sabedoria. Abençoado seja quem com ela transcender!
Que assim seja se for para o bem de todos!
Assim é!

sábado, 16 de setembro de 2017

Morada boa

Pintura minha
Por todos os lados me fiz podada. Os galhos, antes repletos de folhas, estavam muito bem aparados.

Mas não sou árvore decorativa, ornamental, feita para enfeitar e não causar incômodo. Sou da copa volumosa, das folhas que caem e cobrem todo o chão, da que quebra as paredes, atravessa os tetos, invade as casas.

As circunstâncias me fizeram polida, mas minha natureza ruidosa já começa a fazer com que os galhos sejam maiores e despontem onde não deveriam.

Em compensação, agora aqueles que antes não tinham lugar, me fizeram casa. Casa sem porta, sem tranca, sem regras. Morada que não precisa de permissão pra acontecer. Ela é! Ela acontece!

E não adianta cortar, derrubar, enfraquecer. Vou brotar de novo. E mais uma vez!

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Meta de leitura - Sagas (Fantasia e ficção-científica)


Não sei exatamente o porquê, mas desde a adolescência, quando começou a febre de literatura fantástica, eu sempre tive bastante preconceito com  O Senhor dos anéis. Tentava ver os filmes, mas eles me davam sono e os livros nunca me interessaram. Em compensação, devorava em um dia os livros do Harry Potter. Os filmes, porém, nunca me apeteceram.

Esse ano tentei mudar isso. Assisti a triologia de O Senhor dos anéis em uma noite e uma madrugada, direto, quase 10 horas de filme. Fiz até uma resenha aqui no blog. Após a maratona, tive curiosidade de ler O Hobbit de Tolkien. Li e apesar de não amar, gostei, e isso me deu vontade de finalmente encarar a triologia do anel. Indo nesse embalo de literatura fantástica, decidi traçar uma meta de terminar algumas sagas inacabadas por mim e iniciar algumas que estava delegando. Vamos conhecer quais são?

(Peço desculpas pelas imagens em baixa qualidade, são de celular).

Harry Potter- J.K. Rowling



Quando eu era adolescente, era alucinada por Harry Potter!
O que mais me faz admirar a saga é que J.K. não inventou o que escreveu, ela pesquisou a exaustão e trouxe referências de inúmeras mitologias para seu público! Cada criatura citada no livro existe em alguma cultura! Claro que isso também aconteceu pela facilidade na criação de J.K! Não apenas ela, mas todos os escritores de sagas seguem religiosamente A jornada do herói e isso, mais o uso de criaturas já criadas por outros povos, facilitou muito a história de Harry. Contudo, não vejo isso como algo ruim pelo contrário! Isso que faz ,para mim, a história ser mais próxima e realista aos que a leem!

No meu caso, falta ler O enigma do Príncipe e As relíquias da morte. Ganhei de aniversário a saga completa <3!


As Brumas de Avalon- Marion Zimmer Bradley



Fui uma adolescente mística, que gostava de bruxaria, incensos, cristais e saias indianas. E adivinhem? Ainda sou! Hahahaha!

Vi As Brumas de Avalon bem novinha, mas eu nem sabia que existiam os livros de forma tão acessível, achava que era difícil encontra-los. Em 2012 comprei a saga completa em um sebo, mas não sei porque, eu fiquei travada com esses livros até agora! Tentava lê-los, mas algo me impedia, começava e parava. Esse ano eu finalmente li A senhora da magia e meu Deus! Fiquei totalmente absorvida pela história! Ela é extremamente rica em detalhes, é como se eu vivesse cada momento contado! Sem falar  na incrível construção das personagens femininas! Todas tão reais que você sente como se elas estivessem do seu lado, contando toda sua história, como se fossem suas velhas amigas! Como disse, já li o primeiro livro da saga e estou no segundo, A grande rainha!


As fronteiras do universo - Philip Pullman


Ainda bem que eu era muito mais mente aberta com literatura quando tinha 15 anos do que sou agora, se não, eu não teria pego A Bússola dourada (sim, era assim que se chamava meu antigo livro que emprestei e nunca mais  recebi) na prateleira de um sebo qualquer! Lembro bem desse dia! Li a descrição do livro, achei interessante e o comprei! A partir daí entrei em uma viagem alucinante sobre universos paralelos e realidades alternativas! Eu sabia que havia continuação da saga, mas como aconteceu com As Brumas de Avalon, achava que nunca acharia essa continuação sem ser o preço do meu rim! Mas não! Esse ano comprei a triologia baratinha!  Fiquei chateada em notar que , como li há muito tempo o primeiro livro da saga, fiquei bem perdida ao tentar ler A Faca sutil! Vou então reler A Bússola de Ouro antes de ler os outros dois e sim, estou bem ansiosa! Talvez eu não goste tanto quanto gostei quando era adolescente, mas  quero muito ler!


O Mochileiro das Galáxias- Douglas Adams



Eu fui conhecer na verdade essa saga em 2012, mas só fui ler o primeiro livro em 2014. Achei divertidíssimo, mas como estava com outras coisas para ler na fila, não dei continuidade. Fiz um troca com uma garota super  fofa,  onde troquei alguns livros pela saga completa e um livro de poesias de Pablo Neruda! Vou ler a saga completa, desde o primeiro livro!


O Senhor dos anéis-  J.R.R. Tolkein



E TCHARAN! Vendi meu ruim pela triologia de O senhor dos anéis esse ano, o que me dá MUITA RAIVA já que me lembro de ter encontrado essa triologia completa por QUINZE REAIS  há 4 anos atrás em um sebo e não me interessei! Mas enfim, queria ter comprado os 3 livros separadamente, mas não encontrei no dia.

Como disse, vi os filmes apenas esse ano e embora não tenha amado, me interessei bem mais por ler coisas do Tolkien, pois finalmente eu compreendi a importância que esse cara teve não apenas para a literatura fantástica, mas para toda a ambientação em fantasia que veio depois dele, tanto em filmes, como em livros, quanto em jogos. Ele criou as línguas, os mapas, os personagens, tudo! Maravilhoso! E sim, li O Hobbit e achei bem legal! Comecei a ler A sociedade do anel e também estou gostando! Pena que terei de ler esse livro só em casa, já que ele é um tanto pesado para levar por aí!

Aqui fiz marcações separando os 3 livros!

Enfim pessoal, essa é minha meta de leitura! Tentarei  ler um ou outro livro no meio que não seja saga ou fantasia, mas estou focada em terminar essas sagas! Será que consigo? Façam suas apostas!

Meu cantinho para sagas da estante! Meu Os Miseráveis lindo e o Morte súbita também podem ser vistos!




domingo, 16 de agosto de 2015

O perdão

Pintura inspirada nas ilustrações de Tolkien e em Firebird, de Fantasia, da Disney.


Algo que tem me feito muito bem  é aprender a perdoar. Creio que para me proteger em momentos de imensa fragilidade, fui criando uma casca dura que não deixava nada passar e qualquer crítica a mim, ou falha, era visto como um ataque pessoal. Nunca fui muito passiva, mas fiquei de certa forma até agressiva durante alguns anos e ao ferir alguém, também me feria e , surpresa!, não  sabia perdoar-me, igualmente. Tudo isso ia se tornando uma bola de rancores que me consumiam por dentro.

Do ano passado pra cá, conforme fui me libertando de várias coisas, tomei consciência que me livrar de tanta culpa e rancor era essencial para minha saúde e meu bom convívio com os outros  e fui notando que ao perdoar o outro , automaticamente perdoava a mim e vice e versa, pois reconhecendo que o outro erra,  tiro das minhas costas o peso de ter que ser perfeita sempre, e reconhecendo que eu sempre erro, tiro o mesmo das costas alheias.

A verdade é que erramos, mas nos arrependemos (ou deveríamos). Aceitar que alguém que você ama de vez em quando vai te machucar, porque ele não é perfeito, é aceitar que você também faz isso. Aquela palavra que te disseram que você nunca esqueceu, aquele dia que te esqueceram, aquela pessoa que foi injusta, aquele tapa  (seja no corpo como na alma) . Não estou dizendo de forma nenhuma que devemos nos submeter a alguém que nos pisa e  humilha e muito menos que devemos conviver e levar numa boa, mas podemos sim, nos afastar e entender que o outro, como você, é um ser cheio de traumas, medos, erros e limitações.

Não perdoei tudo, mas queria chegar à isso. Só faz bem, só descarrega energias péssima e dá espaço para coisas melhores na vida. Hoje se me irrito, me magoo, critico e sou criticada, se faço por um momento um inferno na vida do outro como ele pode fazer no minha , já penso mil vezes antes de colocar no meu coração esse fato como incorrigível e essa pessoa como imperdoável.  Pode não ser perfeita, mas só tenho uma família. Podem não ser perfeitos, mas prezo meus amigos. Podem não ser pessoas relevantes, e por isso mesmo ,não vou me encher de sentimentos corrosivos por quem não faz diferença. Posso ser um poço de defeitos, mas sou minha melhor amiga.


Não é ser Buda, não é ser Cristo. É ter a humildade de enfim compreender que somos apenas humanos demasiado humanos.

domingo, 11 de janeiro de 2015

Minha leitura tardia de O Senhor dos anéis

Em muitas cenas, O Senhor dos anéis me fez lembrar bastante de As Brumas de Avalon, de Marion Zimmer Bradley, que com certeza se inspirou no universo de Tolkien.
Pasmem: Eu nunca havia assistido O Senhor dos anéis! Houve várias tentativas, mas em todas eu fiquei com sono. E não pelo fato de “ter assistido fora da época”, que seria na adolescência, pois foi nessa época que as tentativas ocorreram, mas porque nunca gostei mesmo de Fantasia (que muitos erroneamente confundem com “realismo fantástico”, que não tem absolutamente nada a ver e é um dos meus gêneros favoritos), coisas épicas e achava a história de Tolkien bem...boba. Contudo, conheço tantas pessoas no meu círculo de amizades que idolatram,  choram, brigam por causa dessa história, que mais uma vez, tentei revê-la sem meus inúmeros preconceitos. E me surpreendi.

Assisti os 3 filmes de uma vez ( A sociedade do anel, As duas torres e O retorno do Rei, de longe o meu favorito) e consegui ver alguns aspectos muito interessantes sendo levantados ao longo da triologia. Deixando claro que é uma visão pessoal minha, de acordo com meu repertório e com a forma pela qual fui tocada pelos filmes:
Uma coisa que é sempre retratada em várias outras histórias, mas que O senhor dos anéis retrata de uma forma alegórica e não explícita, nem didática , é como o bem e o mal estão sempre juntos e presentes dentro de  todos!  O anel não apenas continha o mal, como despertava o mal que havia nas pessoas. Ele deixava em evidência as ambições, o egoísmo, a sede de poder, a falta de escrúpulos que todos nós temos. Nenhum personagem que esteve em contato direto com ele sai ileso , todos acabam sucumbindo de alguma forma. Um personagem que gostei muito e que retrata isso muito bem é o Gollon, que é praticamente uma entidade a parte ,onde o bem e o mal coexistem dentro do mesmo ser de maneira explicita, já que ele sofre de uma espécie de esquizofrenia, dupla personalidade, sempre com seu lado bom e seu lado mau brigando entre si. Contudo, acredito que o anel não obriga ninguém a ser mal, ele desperta aquilo que já habita em você, portanto, a maldade será diferente em cada ser tocado por ele. No caso do Gollon, sua única ambição era ter o anel para si. Não era dominar povos, ser rei, rico, era apenas e então somente ser o único portador do anel e isso diz muito sobre sua estrutura de personagem. Diferente dele, outros que nem se quer tiveram um contato direto com o anel, mas conheciam seu poder, arquitetavam planos e exércitos para tê-lo para si, o que mostra qual lado já era aflorado. Muitos que estiveram em contato com o anel e sentiram seu poder lutaram contra sua força, e muitos nem precisaram estar presente dele para deixa-se dominar.

Achei interessante também (mais uma vez, um tema repetido em muitas histórias, mas bem abordado em O senhor dos anéis) a forma como cai por terra a ideia de que o herói é alguém  forte e poderoso, dotado de dons e poderes mágicos. De todos os povos , foram os Hobbits os escolhidos para a saga e o portador do anel foi justamente Frodo, o Hobbit mais frágil , tanto fisicamente quanto mentalmente. Além disso, Frodo não conseguiu nada sozinho, ele teve muita ajuda de seus amigos, em especial de Sam, que mesmo presenciando os momentos de fraqueza e confusão causados pelo anel em seu amigo, o compreende, protege e nunca o abandona.

Eu estava até o segundo filme bem decepcionada pela não representação forte feminina. Arwen e Galadriel tem um papel pouco representativo nos filmes (não sei se isso ocorre nos livros). Elas aparecem apenas como o papel de Anima. Bem compreensível levando em conta que Tolkien era um estudioso da mitologia e vê-se que O Senhor dos anéis é baseado na Jornada do herói, na qual a Anima é apenas coadjuvante em relação ao Animus (Anima é a polaridade feminina na psicologia Junguiana, ligada a contemplação, a intuição, aquela que mostra e guia o caminho. Animus é a polaridade masculina, a força, a batalha, a agilidade, aquele que toma as atitudes práticas. A jornada do herói é uma linha estrutural na qual escritores, cineastas e contadores de histórias costumam se guiar para elaborar seus enredos). Fiquei um pouco mais satisfeita ao ver Éowyn.saindo da condição que mulher apaixonada, que espera seu amado, para guerreira e como ela não toma Arwen como sua rival. Não sei se isso é representado no livro, mas gostei imensamente quando ela diz “Mas eu não sou um homem”, e salva o rei, lutando.

Enfim, todos os personagens demonstram fraquezas, medos, traumas, defeitos e não é de se admirar que tantos adultos se sintam identificados com a história e os personagens. O Senhor dos anéis toca em muitos arquétipos presentes no nosso dia-a-dia e a batalha interna do bem contra o mal é sempre presente em nossas vidas. É confortante pensar que qualquer pode cair, mas que todos temos força para lutar.

Continua não sendo meu gênero favorito e nem a história mais original que já vi, mas é fato que foi muito bem ambientada e que Tolkien era extremamente criterioso e comprometido. Acredito que a leitura dos livros não seja nada fácil. Por isso mesmo, O Hobbit está na minha lista de leitura para 2015.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Eu poderia ter sido Elena



ESSE TEXTO FOI PUBLICADO NO BLOG DA PETRA COSTA, SOBRE O FILME ELENA!

Meu namorado diz que gosto de filmes tristes. Prefiro chama-los de Dramas, mas de fato, são tristes, assim como muitas vezes vejo o mundo.
Um filme (documentário) que demorei muito a assistir por não saber sobre o que se tratava exatamente, foi Elena, de Petra Costa, onde ela narra a história de sua irmã, Elena,  atriz, que aos 20 anos decide morrer e como esse acontecimento até hoje impactou a forma de Petra enxergar a vida.
Há uma parte no filme que mexeu muito comigo, onde Petra relata que entra no quarto de Elena com uma amiguinha, ambas com 7 anos (Elena com 20) e a encontram totalmente coberta, apenas com os olhos de fora e estes, vermelhos de tanto choro. Saindo do quarto, a amiguinha de Petra pergunta o que tem Elena, e ela responde “Ela é assim”. Por mais da metade da minha vida, eu achei que eu fosse assim.Tinha aceitado a tristeza , a melancolia, a vida em preto e branco como uma parte da minha alma, do meu destino. Conforme fui tomando consciência de que isso precisava mudar, essa certeza de ser uma pessoa triste tornava-se aterradora, insuportável e eu não via saída, a não ser a morte.
O filme me angustiou muito. Me fez rememorar sensações que já passei ao longo da minha vida e muitas vezes, em menor frequência, ainda passo.  Creio que as doenças da mente são mil vezes piores que a do corpo. Se você está com uma dor no corpo, mas com a mente sadia, você suporta, dá a volta por cima, se refaz. Quando é a sua mente quem está doente, tudo pode parecer perfeito, mas nada importa, tudo parece perdido. Lembrei das várias vezes em que minha vida não tinha sentido algum, das vezes que senti uma dor excruciante que nunca soube de onde vinha e como meu único socorro e consolo era a religião, ao qual eu me agarrava com todas as minhas forças e que , agradeço muito a Deus por tê-la colocado em meu caminhos nesses momentos difíceis, pois foi o medo de perder a vida eterna, os céus, a salvação  e o que diziam naquele lugar , que me mantiveram viva durante muito tempo, durante anos em que nada pra mim fazia sentido, em que , como eu sempre dizia : Viver,era um fardo, uma obrigação.
Mas eu saí disso, nem eu mesma consigo acreditar, mas saí. Saí com terapia, com medicação, com amparo da família, que passou a me entender e me apoiar, reconhecendo meus medos, traumas, experimentando viver, me arriscar e aprendendo que nada é para sempre, nada é eterno. A vida é feita de fases e isso tudo que passei foi só uma fase.
Queria que Elena tivesse tempo de ter notado que tudo isso era uma fase, que todas essas coisas iriam passar. Aos 20 anos eu também queria morrer. Aos 25 , quero amar, casar, trabalhar, ter filhos, dar continuidade aos meus projetos . Viver muito, e muito bem!
Agradeço a Petra por ter feito esse filme, por sua sensibilidade e sua coragem em se expor, coisa que faço nesse blog diariamente, mas não com tanta delicadeza e beleza que ela fez. Relatar nossa história nos alivia da dor e ajuda a quem está passando por ela a sentir-se confortado, acolhido, a notar que não está sozinho, que é o que muitas vezes tento fazer aqui.

Um filme feminino, intenso, forte. Um filme, que gostaria eu, ter sido feito por mim. Uma história, que agradeço, não vivi.

sábado, 6 de dezembro de 2014

Nothing's gonna change my world

Eu sempre achei que a sensação de “É definitivo, não dá para se arrepender” faria com que eu me desesperasse, enlouquecesse, mas não...Esse ano tive muitas atitudes das quais não dá mais para eu me arrepender. Tatuagens no corpo e na alma, que não podem ser mais apagadas. Cruzei fronteiras invisíveis, me arrisquei a pagar o preço do “tudo a perder”.
Não me arrependi e nem me arrependo. A sensação do “Não tem mais volta”, na verdade, é um grande, um imenso alívio! Como se eu deixasse para trás todas as correntes, os medos, as dúvidas. Paguei pra ver, e não sinto que perdi nada, pelo contrário, apenas ganhei.
Se eu soubesse, tudo teria sido diferente,
Se eu soubesse, não teria perdido tanto tempo.
Se eu soubesse, não me permitiria ter passado tantos anos infelizes.
Mas eu não sabia e nem tinha como saber, já que tudo na vida tem seu começo, seu meio e seu fim. Precisei fazer minha viagem Através do universo, precisei cruzar esta ponte do certo pelo duvidoso. Estou no duvidoso, mas garanto que aprendi a andar na corda bamba como ninguém. E sei que não vou cair, pois Ele está sempre por perto.
Jai Guru Deva Om

Notthing’s gonna change my world.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Transformação

No início desse ano, lembro que escrevi no meu Facebook “Sinto que esse ano vai ser roots!”. Mal sabia eu o quanto seria e o quanto eu iria me transformar!
Acho que a palavra certa para esse processo não é mudança, mas transformação. Eu desabrochei, me redescobri, mesmo sendo a custo de muitas dores, crises e angústias. Até o início desse ano, batia o pé e dizia estar certa sobre tudo, não haver dúvidas, sobretudo em questão religiosa. Mas tudo mudou, tudo! Com os dias fui me questionando cada vez mais e mais sobre minhas escolhas e sobre qual era o papel dessa religião na minha vida. Doeu , fez sofrer, fui pra frente e pra trás, quis largar tudo de uma vez e me feri, ao mesmo tempo, sabia que continuar lá não era mais uma opção devido a inúmeras questões pessoais, espirituais e ideológicas. Mas nunca duvidei do papel soberano que Cristo tem em minha vida, em meu ser, em meu caminho e hoje sinto isso cada vez mais forte! Fui , com um passo após o outro, me permitindo sair desse casulo no qual fiquei tanto tempo aprisionada. Não cuspo no prato que comi, e talvez ainda volte a comer dele. Nem acho que ninguém deva seguir o meu exemplo, eu fiz aquilo que meu coração pediu pra que eu fizesse e continuasse minha vida em paz. Fora isso, outras mudanças em outros setores  aconteceram! Profissionalmente, tenho meu trabalho cada vez mais reconhecido! Intelectualmente, optei por trancar minha segunda graduação, mas sinto que quando voltar, irei aproveitá-la muito mais! Psicologicamente, minha depressão praticamente desapareceu! Amorosamente, encontrei a pessoa certa pra mim, que me completa e está sempre acrescentando, deixando minha vida melhor! Espiritualmente, me sinto mais livre e muito, mas muito mais em paz com Deus do que antes! Em questão de amizade, só amizades de gente que faz bem, que acrescenta, que soma, tudo que era “lixo” foi embora! Enfim, tudo isso se reflete na minha pele, no meu jeito de sorrir, no meu jeito de ser! Parece que quando a gente se aceita, tudo melhora!

Em julho coloquei um piercing no nariz. Dia 11 de Outubro, fiz minhas duas primeiras tatuagens! Coisas que até alguns meses atrás, eram impensáveis pra mim! Fiz uma libélula no ombro esquerdo e a frase “...a  Arte é a exceção.” no braço direito. Outro dia faço um post apenas sobre o significado delas, hoje deixo com  vocês  as fotos delas ainda inchadas e estranhas, mas que significam muito pra mim!



domingo, 11 de maio de 2014

Minha primeira coluna no Ilha Cult



Fui convidada pela Edilene Spitaletti a iniciar um projeto de Arte e cultura em Ilha Solteira. Com isso, começamos o Ilha Cult, um site que aborda diversos temas sobre arte, educação, cinema, literatura, e etc, mais eventos que ocorrem na cidade.
Minha primeira coluna fala sobre a Arteterapia, mais precisamente a de abordagem Junguiana.
Deixo aqui tanto o texto corrido quanto o link para o próprio site!Estou muito feliz de fazer parte desse projeto com pessoas tão queridas! Espero que gostem!

Quando as palavras não bastam - Os benefícios da Arteterapia
por Dayane Okipney


A Mandala é um dos recursos artísticos mais conhecidos quando falamos em Arteterapia, por propiciar uma espécie de fotografia da nossa psique.

Muitas pessoas não conseguem expressar aquilo lhes passa , seja por um bloqueio emocional, seja por falta de “jeito”, seja por uma ocasião traumática. O fato é que todos nós, alguns mais, outros menos, temos aqueles sentimentos incompreensíveis, aquelas falas “entaladas”, aquela coisa que não conseguimos expressar. Quando não expressas, além de angústia e uma sensação de incapacidade, podemos desenvolver até mesmo doenças como a depressão, a síndrome do pânico e algumas chamadas psicossomáticas, que invadem nosso corpo por não caberem em nossa alma. Acontece que há sentimentos que não nos damos conta conscientemente. É nesse momento, e não apenas por este, que conhecemos um novo caminho: a Arteterapia. 
A Arteterapia é um recurso terapêutico que usa a arte como uma manifestação do inconsciente. Em especial com a abordagem Junguiana, a pessoa tem a oportunidade de trazer para o concreto , de maneira simbólica, aquilo que está mal resolvido dentro dela ou faz parte de que Jung chama de Sombra, ou seja, todo um conteúdo interno próprio que não conhecemos, seja por repressão ou por vários outros fatores.  Na Arteterapia, são usadas diversas maneiras de trazer esse conteúdo a tona de maneira saudável, sempre levando o paciente a um grau maior de auto conhecimento e harmonia consigo mesmo. Pode-se usar música, expressão corporal, contação de histórias, danças de roda, materiais diversos para a confecções de trabalhos plásticos, tudo isso em uma atmosfera acolhedora, onde o Arteterapeuta  propicie segurança e cuidado ao conteúdo manifesto pelo paciente. 
Não é raro vermos pessoas que por elaborarem trabalhos artesanais, se auto intitularem como Arteterapeutas, o que é um erro. O Arteterapeuta necessita passar por um curso de especialização (pós- graduação) para tornar-se um profissional que leva o trabalho artesanal há uma esfera terapêutica e saber lidar com isso.  É necessário  ética e comprometimento com o ser humano.
A arteterapia propicia também, de uma maneira lúdica o auto conhecimento, novas reflexões, auto estima e muitos outros benefícios. Ainda é um trabalho pioneiro em nosso país, mas já há um grande número de profissionais dessa área!

Tanto aqueles que acham expressar-se verbalmente algo difícil, quanto aos que se sentem livres para expressarem-se artisticamente, vale a pena conhecer essa nova alternativa! Esteja preparado para uma nova jornada, uma jornada cheia de surpresas e preciosidades!

sábado, 19 de abril de 2014

Blogagem coletiva- 5 discos e 5 personagens




Faço parte do grupo Rotaroots  no Facebook e todo mês eles criam uma blogagem coletiva =). Eu já respondi um meme parecido esses dias  (10 discos que marcaram sua vida), mas esse pedia para que marcássemos os primeiros discos que viessem a sua mente. Dessa vez, farei os daqui com mais reflexão.

5 álbuns que marcaram minha vida


1-No need to argue- The Cramberries


The Cramberries é uma banda que marcou fortemente minha nfância e pré adolescência. Lembro-me que quando criança, ouvia Linger repetidas vezes na casa da minha avó parterna. Essa lembrança me traz uma nostalgia imensa daquela época, em especial do meu primo Thiago, que foi uma grande influência na minha adolescência. Ele era o único que acreditava em mim, me incentivava a desenhar, a ler e até tentou me ensinar a andar de skate. A melancolia dele era muito parecida com a que eu já sentia, mais ainda com a aque viria a sentir nos próximos anos. A música que marcou muito meus 12/13 anos e  minha sétima série foi Ode to my Family. Esse álbum me faz pensar muito sobre mim mesma, minhas origens, minha identidade.

 2-   Magic Mystery Tour/ Revolver / Let it be – The Beatles






Não adianta! Beatles é a banda da minha vida e sempre será! Em especial da minha adolescência, mais em especial ainda da época que sai da escola e comecei a de certa forma, conhecer o mundo.  Beatles me acompanhou nas minhas primeiras descobertas sobre como eu poderia ser mais do que imaginava e nos meus primeiros pânicos pelo mesmo motivo, nas minhas viagens meditativas no quarto tentando me entender, nos meus ouvidos enquanto eu caminhava pelo centro indo a alguma entrevista de emprego ou  na feirinha hippie da Praça da República. Na minha única experiência propositalmente fora de consciência ,em vez de ouvir a música que tocava no ambiente, eu ouvia Lovely Rita! A única música que me fez chorar na Virada Cultural foi Something e a única musiquinha em inglês que eu tentava cantar quando era criança é Love me do.  Claro que ter Beatles como banda favorita e “da vida” não é a coisa mais original do mundo, mas faz parte de mim, então...
P.S: Impossível escolher um álbum só deles, tive que compilar =P.


 3-OK. Computer- Radiohead


Álbum imprescindível!  De novo, mais uma banda que fala muito sobre mim  e de certa forma, como minha mente funciona. Radiohead é como se fosse um pedaço do meu coração entregue ao mundo.


4-Unleash Memories- Lacuna Coil


Tanto este álbum como o Comalies marcaram muito minha vida de 2008 a 2012, aproximadamente. Foi a época que fiquei mais Metal, por assim dizer, e como não poderia deixar de ser, influenciada também pelo meu antigo namoro, embora eu já ouvisse Lacuna Coil desde meus 14 anos. Lacuna tem uma coisa que gosto muito: Uma vocalista forte! Cristina Scabbia sempre foi uma inspiração pra mim, tanto musicalmente como em personalidade, além de acha-la uma das mulheres mais sexys do universo!

Cristina Scabbia, quero estar assim aos 41 aninhos


5-A tempestade-Legião Urbana


Eu gostaria de colocar Los Hermanos, Mutantes , Novos Baianos, Ludov, uma série enorme de bandas e discos que me marcaram, mas infelizmente, tenho que escolher apenas 5 (ao menos 5 bandas). Bem, A tempestade foi o álbum que acompanhou minha fase mais pesada da depressão, então tirá-lo dessa lista, apesar de de ser um pouco ser doloroso, seria muito hipócrita. Nada mais a acrescentar, a não ser que fala da dor que eu senti de forma magistral.


5 personagens que eu gostaria de ser

1-      Sabina- A  insustentável leveza do ser- Milan Kundera



Sabina é bem isso: a parte que eu gostaria de ser. Em muitas coisas nos identificamos, como sermos artistas plásticas, politizadas e lidarmos bem com nossa sexualidade, cada uma da maneira que escolheu, claro. Mas Sabina tem um desprendimento, um certo egoísmo que eu gostaria de ter. Ela não se prende a ninguém, nem a lugar nem a sentimentos, segue apenas ela mesma e seus anseios. Se for para me identificar sentimentalmente, certamente me pareço mais com  Tereza, apegada, romântica e dependente.

2-      Sakura Card Captors



O mundo de fantasia e particular em que Sakura vive lembra muito minha própria personalidade em alguns momentos da vida, a forma como sou apegada a valores intensos mesmo a frente a ceticismo e prefiro mantê-los apenas para mim, fazendo quase um mundo só meu.  Também me identifico com a coragem e nobreza de Sakura, junto a teimosia e imaturidade, claro.

 3-      Lorelei- Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres- Clarice Lispector


Quando li esse livro, senti-me deflorada por Clarice! Lorelei sou eu!Apenas sou eu!Explico mais aqui.


4-Amélie- O Fabuloso Destino de Amélie Poulain



Eu não tenho a timidez exacerbada de Amélie, nem tanto seu medo de enfrentar grandes desafios da vida, mas a forma como nos dedicamos a fazer “pequenas bondades” e valorizamos nossos “pequenos prazeres” no dia –a – dia faz com que eu me sinta especialmente ligada a ela. Muitas vezes, tenho raiva dela como tenho de mim mesma.

5-Sara – Labirinto, a magia do tempo



Só queria muito viver uma aventura como ela viveu! O coração nobre de Sara, mais sua imprudência e perseverança, junto com sua ingenuidade e falta de noção faz com que nos identifiquemos muito,rs.

Gostaria de colocar 100 álbuns e 100 personagens, mas é isso por enquanto.


domingo, 8 de dezembro de 2013

Arte de Dayane Okipney no Madame

Sexta feira, dia 06, fiz uma exposição de alguns trabalhos meus no Madame/Madame Satã, clássica casa underground de SP.

Foi ótimo! Fiquei muito feliz em ver como gostaram do meu trabalho e como minha arte é reconhecida! A moça que aparece nas fotos sou eu ^^!









sábado, 17 de agosto de 2013

Lux

Lux- Lápis de cor e spray sobre canson-2013
Após dias sem estar perto de ti, presa em tantos problemas e tristezas cotidianas, hoje me apresentei mais uma vez á sua casa.
Cheguei, como sempre, engolindo toda a mágoa do mundo, sentindo minha garganta doer de tanta pressão e cansaço. Parecia, como sempre parece, que não importa o que eu faça, não interessa o quanto eu tente, o quanto eu peça, o quanto eu caia e me levante, nada nunca fará sentido, nada nunca será diferente pra mim. Me questionei mais uma vez se valia a pena eu me resguardar tanto, eu meditar tanto, eu me abster de tantas coisas que para a maioria das pessoas são comuns. Todas as vezes que eu me vigiei e ainda vigio para ter uma boa conduta, para ser coerente com o que tento ser. Claro, isso nunca dá certo, estou sempre errando, sempre caindo, sempre exausta, sempre triste por ter falhado novamente contigo.
Mas hoje, estando lá dentro, ouvindo Você falar comigo, mais uma vez eu tive a sensação de que tudo poderia acabar naquele momento, de que nada do que eu fiz ou faço é em vão. Nada mais importa, a não ser o que eu sinto por ter sua presença em minha vida, por Te sentir enxugando minhas lágrimas, fazendo carinho onde tantas mãos antes me esbofetearam (mãos estas, que eu me aproximei achando que me protegeriam), curando meu cansaço, levantando minha cabeça. Meus olhos então, se encheram de lágrimas e eu consegui chorar. Chorei minha dor, minha angústia, minha tristeza. Chorei a sensação que sempre tenho que o que eu sinto, jamais será importante para ninguém. E isso me bastou para que eu quisesse seguir em frente para que eu acreditasse que o amanhã pode mudar, para que eu perdoasse aqueles que tanto me feriram.

Obrigada meu Deus, por dar-me a oportunidade de poder estar dentro do seu lar, comer do teu pão e descansar em teus braços. Ninguém nunca entenderá o porquê eu troco todos os prazeres do mundo por algumas horas perto de ti.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Olhar para onde olha o Olho de Deus



 Aprendi que a melhor forma é não se desesperar e acreditar, mesmo que muitas vezes seja difícil, que tudo vem ao seu tempo.
Depois de anos e anos, estou vendo que de fato, as coisas acontecem de uma forma porque é assim que devem acontecer. Pode parecer um tanto comodista essa afirmação, mas ela não é. Aceitando que as coisas foram como tinham de ser, você aprende a não se conformar com a forma que elas SÃO. Você nota que pode mudar aquilo que estiver ao seu alcance, mas graças a Deus, você não tem controle sobre tudo. Esse Ser superior sabe muito mais do que você, te conhece muito , muito melhor do que você mesmo e Ele sabe o que  lá na frente te fará feliz, então toma caminhos ,muitas vezes tão dolorosos, para que você aprenda, se molde, entenda qual a sua verdadeira importância aqui.
Não vou me desesperar mais, nem me lamentar. O que passou tem seu sentido, o que passo tem seu sentido, o que passarei terá seu sentido.  Não estamos jogados como bonecos aqui nesse mundo, somos protagonistas, cada qual, de uma história.

Olho de Deus, feito por mim

Olho de Deus, feito por mim

Olhos de Deus feitos por mim, pendurados em meu quarto

Olho de Deus que fiz e eu ^^

Mandala feita com a técnica do Olho de Deus, feita por mim

O outro lado da Mandala, rs.