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domingo, 21 de dezembro de 2025

Sarau receberá exposição ‘Pensaela’

No dia 15 de outubro o sarau O que dizem os umbigos?!! receberá a exposição Pensaela de Dayane Okipney à partir das 18 horas na Casa de Cultura Itaim Paulista.

Pensaela 
 
Dayane...
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Dayane Okipney tem 22 anos. Uma típica leonina envolta por sua ascendência pisciana. É formada em Artes Visuais , desenha desde criança e a pouco tempo, começou a passar seus sonhos e anseios para as telas. Tem como influência artistas como: Dave Mckean, Gustav Klimt, René Magritte e Bill Sienkiewicz. Sua inspiração provém das Histórias em Quadrinhos, da psicologia analítica de Carl Gustav Jung , do estudo sobre signos e símbolos, das máscaras da Commedia dell’arte e do universo fantástico.
A exposição
“Pensaela” é uma exposição que trata sobre auto-descoberta, sentimentos, crenças e sonhos. Os personagens presentes são fragmentos de consciência, arquétipos mentais, como se cada emoção ou passagem de vida tomasse uma forma concreta. Desta forma, não há máscaras ou maquiagens, pois cada ser representa a si mesmo da forma que é. Há porém, leituras simbólicas e subjetivas sobre o que representaria cada personagem a aquele que a observa. A exposição começa com as primeiras experiências da artista com a tela, de forma a mostrar como cada pintura evolui junto com seu auto-conhecimento.
269750_180163205378203_100001535750001_453276_8164533_n (1)“Na mesma tela se pintou vários quadros,muitos além do que se imagina.A cada minuto, um novo borrão, as vezes até sem querer, era dispensado sobre a paisagem e essa se tornava um retrato.O mesmo ocorria com os retratos; quando começava-se a definir as feições, o mesmo se tornava uma figura abstrata. E a figura virava um animal e o animal uma composição de cores indefinidas. No mesmo suporte surgiram marginais, gueixas, fadas, monstros, adultos e crianças.Chegou a cair, tombar, rachar, mas nunca quebrou na verdade. As águas já quase estragaram suas aquarelas e o que era olho virou boca, o que era sonho virou realidade, o que era desejo se tornou pesadelo. Ninguém distinguia o que ali surgia a cada virada de pincel, só reconheciam que sempre seguia um estilo único, que era o de transformação incessante das formas indefinidas. Mas para onde isso iria e para que era feito não se sabia, muito menos quem era o pintor daquela tela. Ás vezes chegava-se a pensar que cada pessoa que colocasse os olhos sobre a pintura tinha o poder de modificá-la. Era uma tela feita pelo mundo, e o mundo rejeita o que é feito pelas próprias mãos, com medo de cair na desgraça de Narciso e deixar-se inebriar pela beleza de ser o que se é. Ou então,o medo de ficar preso a sua própria imagem e com isso perder o direito da tão almejada metamorfose ambulante.”

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Enamorados – Dayane Okipney – 2010 – acrílica, spray, esmalte e colagem sobre tela
Fonte: http://arteparamudar.blogspot.com/
http://oquedizemosumbigos.blogspot.com/2011/09/sarau-recebera-exposicao-pensaela.html


quarta-feira, 23 de março de 2016

É todo mundo reaça?



Meu pai é um homem simples, extremamente bondoso e evangélico fervoroso.

Quando criança, estudou até a quarta série e logo começou a trabalhar. Tanto ele quanto minha mãe foram jovens na  ditadura militar, mas viviam em um bairro pobre, sem televisão, passando fome e  sem conhecimento  das atrocidades que a ditadura cometia. Aliás, nem sabiam, como não sabem bem até hoje, que viviam um período ditatorial. Eles trabalhavam para poderem se casar e formar uma família, essa era a preocupação de ambos. Só depois de muito tempo de casados concluíram o segundo grau com o supletivo e se orgulham muito disso (eu também!).

Mais tarde, meu pai se tornou metalúrgico e no sindicato conheceu o PT. Filiou-se ao sindicado e lá conheceu um representante que era pobre e metalúrgico como ele, o Lula. Ele então, sentindo-se representado, filiou-se ao partido e acreditou em todas as mudanças prometidas.

Como a grande maioria, sofreu muitas decepções com o PT. Hoje em dia é um senhor aposentado que não recebe sua remuneração justa e é revoltado com o Lula por isso. Sendo ele um homem simples e decepcionado com o partido, é a favor de que o Lula e o PT paguem pelas promessas não cumpridas e pela corrupção envolvida. Eu também sou.

O problema é que meu pai, como tantos outros brasileiros com este mesmo perfil, ainda acredita no que noticiam na TV e se norteia pelos grandes escândalos de corrupção escolhidos seletivamente pelo Jornal Nacional e outros. Ele também acredita nas publicações do Facebook em que falam, por exemplo, que o filho do Lula é dono da Friboi.

Pessoas com esse perfil são muitas! São pessoas simples, honestas, gentis, trabalhadoras e que não fariam mal a ninguém, quanto mais a um cachorro de lencinho vermelho ou a um bebê de mijãozinho da mesma cor. Aliás, eles continuam usando vermelho sempre que essa cor está limpa.

Estamos errando e MUITO em dividir a política em duas polaridades e colocar todos os inconformados no mesmo balaio de gatos. A senhora que teve a aposentadoria roubada e se revolta com isso não é a patricinha que tira fotos com o mendigo.  O cara que está desempregado há mais de um ano e acha que é culpa do Dilma não é o cara que vota no Bolsonaro e diz que a culpa é dos nordestinos. Falta-nos compreender que essa polarização política foi incitada pela grande mídia e não somos Petistas contra Tucanos, comunistas contra reacionários.  Há um grande espectro de insatisfações, revoltas, defesas e argumentos que não são ouvidos e nem entendidos por estarmos apenas em dois lados extremos. Há realidades simplesmente ignoradas, pontos esquecidos, verdades absolutas.

O coro do golpe está ganhando força por vozes de pessoas que realmente só querem um país melhor e mais justo, mas estão sendo usadas por uma mídia inescrupulosa e manipuladora.  Cabe a nós não ataques, não xingamentos, não dar as costas, mas dialogar, ouvir e buscar informação junto com essas pessoas, e não julgá-las por terem caído em um jogo tão bem arquitetado, qualquer um de nós pode cair. O que temos que fazer é nos unirmos e lutarmos, saindo juntos dessa rede que tenta nos colocar uns contra os outros e a favor do golpe.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Nota de esclarecimento: Prazeres que se tornam obrigações

“… eu só escrevo quando eu quero, eu sou uma amadora e faço questão de continuar a ser amadora. Profissional é aquele que tem uma obrigação consigo mesmo de escrever, ou então em relação ao outro. Agora, eu faço questão de não ser profissional, para manter minha liberdade.”

Clarice Lispector



Direto eu prometo á vocês e á mim mesma que manterei esse blog atualizado. Esses dias, estipulei que o atualizaria todo domingo e quarta-feira. Mas como sabem, isso não acontece.
Me cobro também o fato de não pintar sempre, de não fazer disso uma rotina, de não ter trocentos quadros e desenhos para  mostrar. Só pinto quando sinto necessidade de pintar, parece que vem da alma.

Já pensei em fazer um vlog, um blog literário, em deletar esse e iniciar outro em que postarei sobre vários assuntos mais específicos, mas sei que não tenho a disciplina de ter um dia certo,um horário certo para upar vídeo, postar texto e etc. Até dois dias atrás eu me condenava por isso, me achava  preguiçosa e desrespeitosa com as pessoas que gostam do que faço. Mas refleti bastante e agora, NÃO!

Poxa! A vida já cobra tantas coisas certinhas e quadradas da gente! Tem que ter horários no trabalho, cronograma de aula, notas, faltas, lições de casa. Antes eu tinha relatórios, números sempre exatos, datas apertadas e surpresas, virava noites trabalhando. Tem vezes que tenho que estar sorrindo, em pé por 6 horas ou mais, recebendo as pessoas mesmo com dor de cabeça, cólica e etc, tendo que puxar assuntos.

Tanto o blog, como a pintura, como a leitura são atividades prazerosas pra mim, que faço por satisfação, pura e simples! Estava entrando também na auto-corança de ler mais e mais, uns 8 livros por mês! Comecei a fazer leitura dinâmica pra ler mais rápido, mas perdia toda a degustação da leitura em si. Aí parei e pensei: Porque estou fazendo do meu prazer uma obrigação? Porque acho que devo “resultados” do meu prazer á alguém, além de mim mesma? Sei que há muitas pessoas que conseguem fazer de seus prazeres diários uma forma de ganhar dinheiro, como os bloggers e vloggers famosos e eu os admiro muito e gostaria de ser como eles, mas talvez eu não tenha esse perfil. Meu trabalho como educadora em artes já me causa muito prazer diário (apesar das cobranças relatadas acima), então, porque tornar meus “hobbies” uma folha de ponto?

Desculpem se não posto sempre, se aqui não é tão organizado ou profissional como deveria, se os assuntos são misturas e se tem épocas que apareço mais e outras sumo. Sei que já perdi inúmeros leitores por conta desse meu descompromisso, mas isso tem um porque: Eu amo esse lugar! Eu amo ver através dele como evoluo a cada ano, mês, dia! Já apaguei muitos posts dele por acha-los bobos ou confessionais ao extremo, mas é um erro que sempre acabo fazendo de novo, pois aqui sou quem sou, escrevo o que sinto e penso naquele momento, escrevo o que PRECISO escrever! Mesmo que depois de duas horas ou dois anos eu mude de ideia e me arrependa (o que já aconteceu muito durante esses 7 anos) e arquive o que foi escrito. Mas a coisa mais chata para mim é ficar pensando “e agora? Sobre o que eu vou escrever? Tenho que postar amanhã, falo sobre o que?”.

Meus leitores podem ser poucos, mas sei que são fieis, assim como meus amigos e os que admiram minha arte, pois até aqui, tenho sido eu  mesma! Espero que me perdoem por isso.

terça-feira, 19 de maio de 2015

Voltar

É à noite. Pego a xícara que mais gosto e um cobertor, vou em frente ao computador e coloco meu seriado preferido, ou m filme que eu já assisti muitas vezes, mas sempre é bom rever. Espero todos dormirem para curtir esse momento de estar comigo mesma, desfrutando de minha própria companhia, fazendo exatamente o que queria fazer.

Entro no meu quarto. Vejo todos os livros que amo bagunçados. Vejo minhas caixas de música, ambas tão especiais pra mim, meus bonequinhos do Mário, os novos da Hora da aventura, minhas bonecas, minhas bijuterias e penso “tenho que por ordem em tudo isso, é tudo meu,  e está uma bagunça!”

Estou em uma roda de amigos e começamos a falar sobre infância e adolescência. Começo a relembrar de uma maneira muito gostosa coisas que me marcaram. Passo a cantar a abertura da Sakura Card Captors, do Dragon Ball Z e do Tench Muyo. Relembro todos os personagens do Harry Potter, o  HQ O corvo e como esse também era meu filme favorito na infância. Relembro a casa da minha avó , as sementes de girassóis, meu primo apaixonado ouvindo Linger repetidas vezes (essa música que embala tantas coisas boas em minha vida). Lembrei até de algo lindo que havia esquecido, que era meu irmão e eu deitados na rede, eu apontando as estrelas e ele “ Não aponte as estrelas, que nasce um berruga no seu dedinho!” , “Fabinho, em qual estrela será que a Zula mora? Já pensou começar a cair um monte de bolas azuis aqui no quintal?” e procurávamos juntos em qual estrela a Zula morava.

Nada disso eu sentia há pelo menos 5 anos!

É um prazer que só quem passa ou já passou pela depressão vai entender. É voltar a sentir-se viva, sentir-se presente, sentir-se novamente dona do seu corpo e da sua história. Não que eu não visse mais filmes, não lesse mais livros, não arrumasse minhas coisas ou não lembrasse  do que já vivi. Mas é um recordar com sabor, com som, com  vida. É voltar a sentir-se pulsando, fazendo parte do mundo. É ver o mundo em cores. É reconhecer-se, gostar-se, amar-se. Perdoar-se. É  voltar a ser você mesma. E que saudade, que saudades eu tinha de mim!

Cada dia mais, sinto que estou me libertando de pesos, julgamentos, lembranças e crenças que me faziam estar nesse estado de tristeza permanente e começo a valorizar todas as coisas boas que aprendi durante esse período tão difícil. Nos momentos de recaída, aproveito para me aprofundar no que me faz mal e resolver essas questões em mim mesma, diferente de antes, onde parecia não haver saídas.


Hoje comentei com meu namorado como tenho evoluído em tão pouco tempo e ele me disse “Será que é só a terapia, ou você não está mais madura?”. Acho que sim. E diferente do que escrevi anteriormente, não sou frágil pelo contrário, estou cada dia mais forte.


quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Internet e as pessoas



Tenho blog desde os meus 14 anos e os iniciei com desejo de partilhar o que eu pensava e sentia com relação ao mundo. Além do fato de escrever e expressar minhas emoções, outra coisa muito benéfica  foi começar a ter contato com pessoas que passaram pelo mesmo que eu, pensavam da mesma forma ou até mesmo diferente, mas entravam em contato e comentavam sobre o que eu havia escrito. Então, eu ia até o blog deles , lia o que escreviam e fazia a mesma coisa. Com isso, fomos formando uma grande rede de apoio e amigos virtuais que me ajudaram muito em momentos que precisei.

Porém, nunca fui de fazer amizade com facilidade. Sou receptiva e amigável, mas dificilmente consigo me abrir com pessoas que mal conheço e até mesmo com as que conheço. Esse foi um dos fatores que me levou a depressão, já que eu não tinha com quem dividir o que me afligia. Era muito fechada e pensava que não iriam me entender. Quando entrei no Facebook, comecei a interagir mais por meio de grupos fechados sobre assuntos específicos,  no caso o MBTI, um assunto pelo qual me interessava muito na época. Nesses grupos conheci pessoas fantásticas, com as quais passei a me relacionar e conviver fora da internet e que até hoje, considero como melhores amigas. Eram grupos com pessoas com tantos problemas parecidos, tantas angústias, medos, expectativas, que acabei passando, sem saber, por uma terapia coletiva. Muitos dos meus traumas, medos, dúvidas foram tratadas ali e vi o amadurecimento de vários que também participavam.

Conheci pessoas sem caráter, aproveitadoras, caluniadoras e etc? Conheci sim! Cheguei, inclusive, a criar “inimigos”. O problema da internet é o mesmo que o da vida real, de existirem pessoas que não gostam do seu jeito, da forma como você é e se expressa, da sua personalidade ou até mesmo de atitudes que você tem. Em qualquer lugar, sempre haverá quem não gosta de você. Mas na internet as pessoas podem falar  o que quiserem, então fica muito mais fácil ser mal educado, grosso, rude e até mesmo cruel por aqui. Acompanho alguns vlogs e vejo a quantidade de comentários depreciativos que os vlogueiros recebem por estarem ali, ora falando de assuntos genéricos, e ora falando de suas vidas, opiniões. É muito mais fácil apontar o dedo e ser “hater” quando não se está frente a frente com alguém. Hoje sou muito mais cuidadosa com o que e quem eu exponho, mesmo involuntariamente, pois já passei dessabores por isso e também porque não é nada legal você se expor de mais para quem não está ali para te ajudar, mas para julgar você, muito menos expor pessoas que estão a sua volta. Mas ainda gosto de usar essas redes todas para conhecer pessoas e  falar sobre ideias, e porque não?, sentimentos! Claro que pela internet devemos tomar um maior cuidado com o que escrevemos e com quem partilhamos isso, pois essas mensagens ficam gravadas, não são apenas palavras que depois passam.

Eu considero esses amigos que fiz tão amigos quanto todos os outros, mesmo alguns deles ainda não conhecendo pessoalmente. Acredito que não se conhece alguém só porque o viu cara a cara, isso não é garantia de nada! Posso crer piamente que aquele colega de faculdade que senta do meu lado todos os dias é meu amigo e ele se mostrar um grande de um pilantra, assim como posso conhecer essa pessoa pela internet e idem. Quem garante que aquele cara que conheci num barzinho, aparentemente bonito e bem cuidado, está me dando seu nome real, sua visa real e revelando suas reais intenções?

Hoje sou uma pessoa que em vez de ficar calada, preciso conversar com alguém para me sentir melhor e menos aflita, mas já tenho pessoas com as quais sei que é mais seguro confiar. Contudo, não me arrependo das épocas em que precisei dos grupos para me sentir mais acolhida nessa vida. Agora uso os grupos mais para discussões politicas e artísticas, e continuo achando que essas trocas de ideia valem a pena!

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Meme sobre a história do blog =)



 Recebi esse Meme da Nathália, do blog Grão de estrela ^^:

1. Como surgiu o nome do blog?
Etérea Essência na verdade, não é o nome original.Este blog chamava-se Pensaela e foi com este nome até 2010. Bem, Pensaela veio porque eu pensei em por “Ela pensa”, achei que ficaria muito comum, então mudaria para “Pensa ela”, mas quando vi pensaela, tudo junto, na barra de endereço, achei mais legal XD. Eu tentei desistir do Pensaela por achá-lo excessivamente pessoal. O exclui e fiz o Simbologia Pessoal, que tinha a ideia de colocar apenas meus desenhos e pinturas. Detestei, não consegui seguir esse ritmo. EU PRECISO ESCREVER SOBRE MIM! Foi então que resgatei todos os textos do Pensaela, mais os textos do Simbologia Pessoal, e dei início ao Etérea Essência. Ele tem esse nome por serem duas palavras muito significativas para mim. Um amigo meu dizia que eu adorava essa palavra “etérea” , que tudo para mim era “etérea”,rs, e essência porque essa palavra sempre foi grudada na minha alma, não sei explicar.

2. Há quanto tempo o blog existe?
Contando desde a época do Pensaela, ele existe desde meados de 2008, ou seja, 5 anos.

3. Como você divulga o blog?
Eu não divulgo. Ás vezes eu coloco links de textos no Facebook e no Twitter, ás vezes quando leio um post em outro blog que tem a ver com um que escrevi,deixo o link lá,mas apenas isso.

4. Quais assuntos tem mais visualizações?
Os assuntos mais visualizados são os mais polêmicos,rs. Os temas políticos e religiosos são os mais acessados, pelo que parece.

5. O que te motivou a criar um blog?
Pensando desde meu primeiro blog, o Nelara Evolution, que era hospedado no horrível Weblogger e que foi criado quando eu tinha 14 anos, eu sempre me senti muito incompreendida e sempre senti que os assuntos pelos quais eu me interessava não eram do interesse de ninguém.  Foi uma forma de me auto-decobrir e ,de certa forma, ouvir minha própria voz.

6. Onde você mora?
São Paulo.

7. Quais os objetivos do blog?
Eu gosto da ideia de ter um blog e saber que você está se comunicando com pessoas que mesmo não te conhecendo, te entendem muito melhor que pessoas próximas. Eu também tenho uma  certa ilusão de que pessoas que eu conheço na vida real não leem o meu blog!Eu nem quero que elas leiam, é como se aqui fosse meu mundo,meu universo paralelo!

8. Quais blog você visita frequentemente?

9. O que te inspira a criar os posts?
Meus posts, assim como meus desenhos e pinturas, são partos!São coisas que eu tenho necessidade de dizer, mesmo que elas não façam sentido. Quando preciso cuspir algo muito pessoal, dou um jeito de fazer analogias,mas preciso dizer!Eu não seria ninguém se não pudesse escrever!

10. Qual sua idade?
23

11. Além do blog, tem alguma outra ocupação? Se sim, qual?
O blog está longe de ser minha maior ocupação!rs.Acho que essa pergunta faz sentido mais a meninas que tiveram a sorte de fazer blogs que obtiveram sucesso,e hoje vivem deles, com temas como moda, literatura.

12. O que mais gosta de fazer nos finais de semana?
Ficar sozinha para mim é sagrado!Descansar, botar a cabeça no lugar. Aos fins de semana eu gosto de curtir essa paz, de ficar em casa mesmo, desenhando, escrevendo, pintando, namorando,v endo filmes, ou apenas pensando.

13. Gosta de café?
Amo café,sou viciada!

14. Pretende fazer algo para o blog em 2013?
Eu quero dar uma pausa nos temas polêmicos =P, voltar mais a minha essência (rs), ando muito mais introspectiva,acho.

Encontrei este desenho perdido nas minhas coisas. O fiz no início de 2008!

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Retrospectiva Literária 2012




Pesquisando sobre o livro O Sepulcro, da escritora Kate Mosse, que me foi indicado pela linda Lane, eis que encontro um blog que adorei da Kézia Lobo (que eu amei, ainda mais porque ela é minha irmãzinha <3). Achei essa retrospectiva literária no blog dela muito interessante e a copiei (hehe).


·         A aventura que me tirou o fôlego: Bom, eu não sou chegada em livros de aventura, na verdade. Creio que um próximo a este estilo que li em 2012 foi Travessuras da Menina má, de Mário Vargas Llosa. O livro conta a história de um homem que se apaixona desde a adolescência por uma garota misteriosa e atrevida. Conforme os anos vão passando, os dois vão se reencontrando em diferentes fases da vida, e ela sempre metida em apuros.
·         O terror que me deixou sem dormir: Não é terror e nem me deixou sem dormir por medo, mas A Casa dos espíritos, de Isabel Allende foi com certeza um dos livros mais marcantes que li este ano!Incrível como não li nada dessa escritora fabulosa antes e hoje ela é com certeza minha escritora favorita!A história é densa, muito profunda, conta a história da família Trueba por 3 gerações no Chile, até chegar ao golpe Militar, com certeza, a parte mais tensa e tenebrosa do livro.Me identifiquei muito com a personagem Clara,Claríssima, Clarivedente! Como é um livro histórico, narra também o início da doutrina espírit,mas sem entrar em contos fantasmagóricos e Clara era médium, clarividente, extremamente sensível e misteriosa!
·         O suspense mais eletrizante: Não é um suspense no sentido de...suspense,rs, como algo policial, etc, mas o livro que me deixou com muita expectativa para saber seu fim foi Paula, também de Isabel Allende. Paula conta a história real de Paula, filha de Isabel Allende que entra em coma profundo após contrair púrpura, uma doença degenerativa. Para conseguir esfriar a cabeça com a tristeza e também por medo de Paula recordar sem memória, Isabel começa a escrever para a filha toda a história da família, de sua infância, de sua vida. É um livro MUITO emocionante, uma auto-biografia de Isabel Allende em um momento tão difícil, onde ela não sabe se sua filha acordará do coma, se acordar, como estará, ou se morrerá.
·         O romance que me fez suspirar: Carta a D. ,de André Gorz. O livro é uma carta que André Gorz escreve para sua mulher, uma declaração de amor arrebatadora e comovente, lindo de mais...e triste. A carta é escrita dois anos antes do casal se suicidarem juntos.
·         A saga que me conquistou: Vou contar um segredo a vocês: Detesto sagas =).Mas comprei os 4 volumes de As Brumas de Avalon, que ainda não tive tempo de ler.
·         O clássico que me marcou: Mrs. Dalloway, de Virgínia Wollf! Primeiro livro que li dessa escritora esplendida!
·         O livro que me fez refletir: Não apenas me fez refletir, como mudou minha maneira de pensar e até mesmo rumos da minha vida: Mulheres que correm com os lobos, de Clarissa Pinkola Estés. Eu recomendo fortemente esse livro não apenas para mulheres, para qualquer ser humano!É um livro baseado em psicologia junguiana que aborda o arquétipo da mulher selvagem, a mulher ancestral, em essência!Coisa que perdemos muito!Esse olhar sobre o feminino é o mais próximo que tenho da minha concepção de feminismo: a mulher lutar, se orgulhar de ser mulher!Sem querer se enquadrar em normas patriarcais. A mulher está cada vez mais se afastando de sua essência, pensando com isto, estar se livrando do machismo, quando na verdade ela só está dando mais força a ele, aceitando que para ser mulher devemos ser frias, racionais, lógicas, competitivas quando elas não veem que estes valores são justamente valores patriarcais, que colocaram tudo o que antes era tido como feminino, que seria a intuição, o afeto, o acolhimento, a sensibilidade, a força matriarcal em si, como sinônimos de fraqueza, como se fossem características inferiores, sendo que não são de maneira alguma. O livro explica muito bem essa mudança da sociedade matriarcal para a patriarcal e essa inversão de valores.
·         O livro que me fez rir:Paula, mais uma vez!Apesar de ser um relato doloroso, é muito cômico também!
·         O livro que me fez chorar: Paula, rs.
·         O livro de fantasia que me encantou: Não curto livros de Fantasia =). Na verdade, eu não curto livros épicos, fantasia, sagas no estilo Guerra dos Tronos, nem romances no estilo Um amor pra recordar, etc. Gosto de leituras mais densas e filosóficas.
·         O livro que me decepcionou: O retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde. Tudo bem, eu entendo que para a época foi super arrebatador e chocante, mas lendo hoje eu achei cansativo, moralista, e tem o que mais detesto em um livro: contar todos os detalhes de um cenário. Ahhh, como eu acho isso detestável!
·         O livro que me surpreendeu: Olha, me orgulho de só ter lido livros bons este ano, então nenhum me surpreendeu no sentido de “achei que era ruim, mas é bom”. Todos foram bons, todos me surpreenderam.
·         A frase que não saiu da minha cabeça:  "Havia dias que eram tão áridos e desérticos que ela daria anos de sua vida em troca de uns minutos de graça.” – Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres-Clarice Lispector
·         O(a) personagem do ano: Duas: Lorelei, de Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres, de Clarice Lispector e Clara, de A casa dos espíritos, de Isabel Allende. Lorelei é sem palavras!Mais parecida comigo impossível, nem tem como descrever, sério! E Clara pelas características que já citei acima.
·         O casal perfeito: André e Dorine, de Carta a D.
·         O(a) autor(a) revelação: Isabel Allende, claro!Mas também gostei muito do Mário Vargas Llosa. Aliás, estou me apaixonando por literatura Latino-americana!
·         O melhor livro nacional: Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres, de Clarice Lispector.
·         O melhor livro que li em 2012: Cara, todos estes citados aqui!
·         Li em 2012 21 livros.
·         A minha meta literária para 2013 é: Continuar lendo só coisa boa!Não importa quantos livros, não importa em qual ritmo, só importa que seja coisa tão boa quanto li esse ano!