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terça-feira, 3 de julho de 2018

O armário das vassouras não me cabe mais



Passei um tempo de recolhimento involuntário. Sim, involuntário!
“Meu Deus do céu! Porque não consigo mais me colocar no mundo???”
Minha arte sempre foi A forma como melhor existo e por algum tempo, acreditei que estava deixando de existir. Muita angústia me tomou nesses meses, mas não tristeza. Apenas um torpor que não me deixava criar mais nada!
Acontece que nesse tempo longe da minha criação, eu estava voltando aos meus criadores. Eu precisava mais deles do que achava que o mundo precisava de minhas ínfimas contribuições.
Deus? Cristo? Universo?
Há pelo menos três anos eu não me aproximava de minhas fortalezas espirituais, desde que decidi sair de dogmas e instituiçõe que muito ensinaram, mas também me podaram. Bem aos poucos, comecei reconectar-me e uma nova forma de olhar para esse Cristo pelo qual me batizei se iniciou dentro do meu conceito de espiritualidade. Passei ver-me também de uma forma diferente , como um ser infinito, cheio de caminhos anteriores e com muitas coisas à aprender. Uma boa dose de humildade não faz mal à ninguém!
Só que...
Muitos, antes de mim mesma, viam-me como bruxa e na leveza da vida, passei a me  identificar metaforicamente como tal; Ser bruxa é transformar dor em arte? Então eu sou! É ler a vida nas cartas do tarô, trabalhar com a força e a ajuda dos elementos ? Sempre fui então, poxa!  Mesmo quando recebia a linguagem dos anjos na igreja evangélica e tremia  ao sentir a presença de um Ser superior que me tomava os sentidos! Acontece que na hora certa, sinais de que algo a mais em minha jornada pessoal ainda estava para acontecer, começaram a surgir. E de uns tempos para cá, comecei a estudar sobre essa outra arte que me foi destinada em outras vidas: a magia! O poder pessoal que nos torna atuantes com o cosmos e nos deixa mais próxima de Deus, seja ele ou ela como você o reconhece!
De início tudo me pareceu uma brincadeira, mas com o tempo fui me reconhecendo e sentindo : Eu faço isso há anos, décadas, séculos! Estou apenas retomando os conhecimentos que me foram ensinados por mulheres antes de mim!
Não me sinto mal e nem destoante do que aprendi durante tantos anos dentro de um lar cristão. Se transformar água em vinho e curar pessoas com o poder da palavra, sempre cheia de amor e boas intenções não é um tipo máximo de magia, o que seria?  Com o espiritismo, aprendi que não existem milagres, tudo é natural !Nós é que não temos muitas vezes a evolução necessária para lidar com as energias universais. E é por isso mesmo que me identifiquei com esse tipo de magia, que não é religião e que não traz dogmas ou deidades para ser praticada: A Magia Natural!A Bruxaria Natural!
No fundo, mesmo cheios de entidades, nomes, invocações, cores, velas, véus, ritos, formas de ver a evolução espiritual...todos estamos no mesmo barco, indo para o mesmo destino e buscando a mesma sabedoria. Abençoado seja quem com ela transcender!
Que assim seja se for para o bem de todos!
Assim é!

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

O que me bloqueia?

Língua Apunhalada- Lygia Pape


Os anos. A vida que requer horas e planejamentos, nada fora da linha.
A certeza (minha certeza) de que não haverá quem leia ou aprecie. A impressão de que tudo que escrevo soa como algo banal, sem alcance ou relevância.
Os kilos ganhos, os assuntos escassos.  Parece que deixei de sentir, então nada brota,  nem flor  e nem capim seco. Nada cresce ou se desenvolve. Está tudo de baixo da terra.
Bloqueia-me  os assuntos tabus. “Não fale de mim, não fale de nós. Não fale de nada que possa dar a entender que sou eu”. “Não fale desse assunto, esconda ,pois irão te julgar e você irá perder o que lutou para conseguir”.
Não vão entender.
Nem você sabe se fazer entender!
Não fale sobre amor ou dor.
Não fale sobre transtorno mental.
Preserve-se.

 Se engula.