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domingo, 11 de janeiro de 2015

Minha leitura tardia de O Senhor dos anéis

Em muitas cenas, O Senhor dos anéis me fez lembrar bastante de As Brumas de Avalon, de Marion Zimmer Bradley, que com certeza se inspirou no universo de Tolkien.
Pasmem: Eu nunca havia assistido O Senhor dos anéis! Houve várias tentativas, mas em todas eu fiquei com sono. E não pelo fato de “ter assistido fora da época”, que seria na adolescência, pois foi nessa época que as tentativas ocorreram, mas porque nunca gostei mesmo de Fantasia (que muitos erroneamente confundem com “realismo fantástico”, que não tem absolutamente nada a ver e é um dos meus gêneros favoritos), coisas épicas e achava a história de Tolkien bem...boba. Contudo, conheço tantas pessoas no meu círculo de amizades que idolatram,  choram, brigam por causa dessa história, que mais uma vez, tentei revê-la sem meus inúmeros preconceitos. E me surpreendi.

Assisti os 3 filmes de uma vez ( A sociedade do anel, As duas torres e O retorno do Rei, de longe o meu favorito) e consegui ver alguns aspectos muito interessantes sendo levantados ao longo da triologia. Deixando claro que é uma visão pessoal minha, de acordo com meu repertório e com a forma pela qual fui tocada pelos filmes:
Uma coisa que é sempre retratada em várias outras histórias, mas que O senhor dos anéis retrata de uma forma alegórica e não explícita, nem didática , é como o bem e o mal estão sempre juntos e presentes dentro de  todos!  O anel não apenas continha o mal, como despertava o mal que havia nas pessoas. Ele deixava em evidência as ambições, o egoísmo, a sede de poder, a falta de escrúpulos que todos nós temos. Nenhum personagem que esteve em contato direto com ele sai ileso , todos acabam sucumbindo de alguma forma. Um personagem que gostei muito e que retrata isso muito bem é o Gollon, que é praticamente uma entidade a parte ,onde o bem e o mal coexistem dentro do mesmo ser de maneira explicita, já que ele sofre de uma espécie de esquizofrenia, dupla personalidade, sempre com seu lado bom e seu lado mau brigando entre si. Contudo, acredito que o anel não obriga ninguém a ser mal, ele desperta aquilo que já habita em você, portanto, a maldade será diferente em cada ser tocado por ele. No caso do Gollon, sua única ambição era ter o anel para si. Não era dominar povos, ser rei, rico, era apenas e então somente ser o único portador do anel e isso diz muito sobre sua estrutura de personagem. Diferente dele, outros que nem se quer tiveram um contato direto com o anel, mas conheciam seu poder, arquitetavam planos e exércitos para tê-lo para si, o que mostra qual lado já era aflorado. Muitos que estiveram em contato com o anel e sentiram seu poder lutaram contra sua força, e muitos nem precisaram estar presente dele para deixa-se dominar.

Achei interessante também (mais uma vez, um tema repetido em muitas histórias, mas bem abordado em O senhor dos anéis) a forma como cai por terra a ideia de que o herói é alguém  forte e poderoso, dotado de dons e poderes mágicos. De todos os povos , foram os Hobbits os escolhidos para a saga e o portador do anel foi justamente Frodo, o Hobbit mais frágil , tanto fisicamente quanto mentalmente. Além disso, Frodo não conseguiu nada sozinho, ele teve muita ajuda de seus amigos, em especial de Sam, que mesmo presenciando os momentos de fraqueza e confusão causados pelo anel em seu amigo, o compreende, protege e nunca o abandona.

Eu estava até o segundo filme bem decepcionada pela não representação forte feminina. Arwen e Galadriel tem um papel pouco representativo nos filmes (não sei se isso ocorre nos livros). Elas aparecem apenas como o papel de Anima. Bem compreensível levando em conta que Tolkien era um estudioso da mitologia e vê-se que O Senhor dos anéis é baseado na Jornada do herói, na qual a Anima é apenas coadjuvante em relação ao Animus (Anima é a polaridade feminina na psicologia Junguiana, ligada a contemplação, a intuição, aquela que mostra e guia o caminho. Animus é a polaridade masculina, a força, a batalha, a agilidade, aquele que toma as atitudes práticas. A jornada do herói é uma linha estrutural na qual escritores, cineastas e contadores de histórias costumam se guiar para elaborar seus enredos). Fiquei um pouco mais satisfeita ao ver Éowyn.saindo da condição que mulher apaixonada, que espera seu amado, para guerreira e como ela não toma Arwen como sua rival. Não sei se isso é representado no livro, mas gostei imensamente quando ela diz “Mas eu não sou um homem”, e salva o rei, lutando.

Enfim, todos os personagens demonstram fraquezas, medos, traumas, defeitos e não é de se admirar que tantos adultos se sintam identificados com a história e os personagens. O Senhor dos anéis toca em muitos arquétipos presentes no nosso dia-a-dia e a batalha interna do bem contra o mal é sempre presente em nossas vidas. É confortante pensar que qualquer pode cair, mas que todos temos força para lutar.

Continua não sendo meu gênero favorito e nem a história mais original que já vi, mas é fato que foi muito bem ambientada e que Tolkien era extremamente criterioso e comprometido. Acredito que a leitura dos livros não seja nada fácil. Por isso mesmo, O Hobbit está na minha lista de leitura para 2015.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Eu poderia ter sido Elena



ESSE TEXTO FOI PUBLICADO NO BLOG DA PETRA COSTA, SOBRE O FILME ELENA!

Meu namorado diz que gosto de filmes tristes. Prefiro chama-los de Dramas, mas de fato, são tristes, assim como muitas vezes vejo o mundo.
Um filme (documentário) que demorei muito a assistir por não saber sobre o que se tratava exatamente, foi Elena, de Petra Costa, onde ela narra a história de sua irmã, Elena,  atriz, que aos 20 anos decide morrer e como esse acontecimento até hoje impactou a forma de Petra enxergar a vida.
Há uma parte no filme que mexeu muito comigo, onde Petra relata que entra no quarto de Elena com uma amiguinha, ambas com 7 anos (Elena com 20) e a encontram totalmente coberta, apenas com os olhos de fora e estes, vermelhos de tanto choro. Saindo do quarto, a amiguinha de Petra pergunta o que tem Elena, e ela responde “Ela é assim”. Por mais da metade da minha vida, eu achei que eu fosse assim.Tinha aceitado a tristeza , a melancolia, a vida em preto e branco como uma parte da minha alma, do meu destino. Conforme fui tomando consciência de que isso precisava mudar, essa certeza de ser uma pessoa triste tornava-se aterradora, insuportável e eu não via saída, a não ser a morte.
O filme me angustiou muito. Me fez rememorar sensações que já passei ao longo da minha vida e muitas vezes, em menor frequência, ainda passo.  Creio que as doenças da mente são mil vezes piores que a do corpo. Se você está com uma dor no corpo, mas com a mente sadia, você suporta, dá a volta por cima, se refaz. Quando é a sua mente quem está doente, tudo pode parecer perfeito, mas nada importa, tudo parece perdido. Lembrei das várias vezes em que minha vida não tinha sentido algum, das vezes que senti uma dor excruciante que nunca soube de onde vinha e como meu único socorro e consolo era a religião, ao qual eu me agarrava com todas as minhas forças e que , agradeço muito a Deus por tê-la colocado em meu caminhos nesses momentos difíceis, pois foi o medo de perder a vida eterna, os céus, a salvação  e o que diziam naquele lugar , que me mantiveram viva durante muito tempo, durante anos em que nada pra mim fazia sentido, em que , como eu sempre dizia : Viver,era um fardo, uma obrigação.
Mas eu saí disso, nem eu mesma consigo acreditar, mas saí. Saí com terapia, com medicação, com amparo da família, que passou a me entender e me apoiar, reconhecendo meus medos, traumas, experimentando viver, me arriscar e aprendendo que nada é para sempre, nada é eterno. A vida é feita de fases e isso tudo que passei foi só uma fase.
Queria que Elena tivesse tempo de ter notado que tudo isso era uma fase, que todas essas coisas iriam passar. Aos 20 anos eu também queria morrer. Aos 25 , quero amar, casar, trabalhar, ter filhos, dar continuidade aos meus projetos . Viver muito, e muito bem!
Agradeço a Petra por ter feito esse filme, por sua sensibilidade e sua coragem em se expor, coisa que faço nesse blog diariamente, mas não com tanta delicadeza e beleza que ela fez. Relatar nossa história nos alivia da dor e ajuda a quem está passando por ela a sentir-se confortado, acolhido, a notar que não está sozinho, que é o que muitas vezes tento fazer aqui.

Um filme feminino, intenso, forte. Um filme, que gostaria eu, ter sido feito por mim. Uma história, que agradeço, não vivi.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Minha visão pessoal sobre meu filme favorito- Brilho Eterno de uma mente sem lembranças

Acho que nunca comentei sobre isso aqui, mas quem me conhece sabe muito bem que Brilho Eterno de uma mente sem lembranças (Michel Gondry) é meu filme favorito, por inúmeras questões. Tanto por valor estético, como por conteúdo, quanto por memórias afetivas de uma época da minha vida. Foi o filme que me pegou e que  faz parte da minha história pessoal. O vi a primeira vez em 2007 e desde essa época, necessito assisti-lo de tempos em tempos. E choro, me emociono, me questiono todas as vezes que o vejo. A última vez foi no cinema, em uma amostra de filmes no MIS, e novamente, uma sensação inexplicável.
Sempre quis escrever algo sobre a importância desse filme pra mim, mas nunca consegui colocar em palavras. Mas hoje, estava comentando sobre “relacionamentos cagados “ e como acho que não vale a pena tentar ficar remendando um relacionamento que já desgastou, que já chegou ao fim. Ouvi como resposta “Mas você não gosta do Brilho eterno? Ele é o tempo todo sobre isso!”. Na hora eu não pude responder, mas não, eu não vejo que seja sobre isso.


Brilho eterno de uma mente sem lembranças não se trata de insistir em um relacionamento que já afundou, em “fingir” que as mágoas não existem, em que as dores foram perdoadas e seguir com a mesma pessoa, como se tudo estivesse bem. Brilho Eterno, para mim, fala de recomeço, de tentar fazer com que dê certo, em olharmos para nós mesmos e pensarmos “Porque faço essa pessoa que amo tanto sofrer de uma forma tão dolorosa? Porque a maltrato, porque não me importo com o que ela pensa ou sente, porque prefiro estar com a razão do  que estar em paz com aquele que escolhi dividir a vida?”. Quando Clementine (Kate Winslet) e Joel  (Jim Carrey) se reencontram, eles estão com as memórias apagadas um do outro. Eles tem o sentimento puro que os une, eles sabem que se amam, mas estão limpos das mágoas e dos erros do passado. E mesmo após terem contato com a fita em que escutam um insultando o outro, ambos decidem que não farão mais dessa forma,  que  irão superar isso e fazer diferente. Joel precisa reviver suas lembranças, retrogradamente, e chega ao tempo que ele e Clementine se amam sem ego, sem jogos, sem mágoas, para notar o quanto a amava e o quanto apesar de todos os defeitos, ele não queria que ela saísse de sua memória, de sua vida.


Brilho eterno me mostra como afundamos um amor verdadeiro, seja ele uma amizade, um romance, algo de puro e essencial em nossas vidas, por querermos ter sempre razão, por preferirmos ferir alguém, preferirmos trair, magoar, ignorar uma pessoa que está do nosso lado por puro ego e amargura. E se tivéssemos uma segunda chance? E se voltássemos a nos conhecer, mas com a mente livre de julgamentos, com o coração aberto para uma nova tentativa? Porque estragar uma história que hoje você está vivendo  com alguém? Por que não ceder, não relevar, não querer se ajeitar? Porque construir um muro de tristezas, mágoas e rancores, em vez de criar novas e melhores lembranças? Será que você terá uma nova chance, quando essa relação chegar ao fim? Será que será fácil para o outro esquecer e passar por cima de todas as marcas que ficaram? Não existe uma Lacuna.Inc na vida real, onde más lembranças simplesmente serão apagadas e você recomeçará sua história do 0. No mundo real, existe você, no aqui e agora, fazendo valer a pena. Talvez ainda dê tempo de cultivar aquela sementinha quase morta de amor no coração de ambos, talvez ainda tenha como criar lembranças mais amorosas e fortes que as ervas daninhas que se infiltraram. Tudo depende de você e de como você quer que seja a sua vida. E diferente do filme, as coisas que você diz e faz não podem ser apagadas por algum tipo de preço, elas ficam, elas se tornam feridas. Pense bem antes de falar ou fazer algo pra alguém que você diz amar, pois poderá não haver uma segunda chance.



sábado, 19 de abril de 2014

Blogagem coletiva- 5 discos e 5 personagens




Faço parte do grupo Rotaroots  no Facebook e todo mês eles criam uma blogagem coletiva =). Eu já respondi um meme parecido esses dias  (10 discos que marcaram sua vida), mas esse pedia para que marcássemos os primeiros discos que viessem a sua mente. Dessa vez, farei os daqui com mais reflexão.

5 álbuns que marcaram minha vida


1-No need to argue- The Cramberries


The Cramberries é uma banda que marcou fortemente minha nfância e pré adolescência. Lembro-me que quando criança, ouvia Linger repetidas vezes na casa da minha avó parterna. Essa lembrança me traz uma nostalgia imensa daquela época, em especial do meu primo Thiago, que foi uma grande influência na minha adolescência. Ele era o único que acreditava em mim, me incentivava a desenhar, a ler e até tentou me ensinar a andar de skate. A melancolia dele era muito parecida com a que eu já sentia, mais ainda com a aque viria a sentir nos próximos anos. A música que marcou muito meus 12/13 anos e  minha sétima série foi Ode to my Family. Esse álbum me faz pensar muito sobre mim mesma, minhas origens, minha identidade.

 2-   Magic Mystery Tour/ Revolver / Let it be – The Beatles






Não adianta! Beatles é a banda da minha vida e sempre será! Em especial da minha adolescência, mais em especial ainda da época que sai da escola e comecei a de certa forma, conhecer o mundo.  Beatles me acompanhou nas minhas primeiras descobertas sobre como eu poderia ser mais do que imaginava e nos meus primeiros pânicos pelo mesmo motivo, nas minhas viagens meditativas no quarto tentando me entender, nos meus ouvidos enquanto eu caminhava pelo centro indo a alguma entrevista de emprego ou  na feirinha hippie da Praça da República. Na minha única experiência propositalmente fora de consciência ,em vez de ouvir a música que tocava no ambiente, eu ouvia Lovely Rita! A única música que me fez chorar na Virada Cultural foi Something e a única musiquinha em inglês que eu tentava cantar quando era criança é Love me do.  Claro que ter Beatles como banda favorita e “da vida” não é a coisa mais original do mundo, mas faz parte de mim, então...
P.S: Impossível escolher um álbum só deles, tive que compilar =P.


 3-OK. Computer- Radiohead


Álbum imprescindível!  De novo, mais uma banda que fala muito sobre mim  e de certa forma, como minha mente funciona. Radiohead é como se fosse um pedaço do meu coração entregue ao mundo.


4-Unleash Memories- Lacuna Coil


Tanto este álbum como o Comalies marcaram muito minha vida de 2008 a 2012, aproximadamente. Foi a época que fiquei mais Metal, por assim dizer, e como não poderia deixar de ser, influenciada também pelo meu antigo namoro, embora eu já ouvisse Lacuna Coil desde meus 14 anos. Lacuna tem uma coisa que gosto muito: Uma vocalista forte! Cristina Scabbia sempre foi uma inspiração pra mim, tanto musicalmente como em personalidade, além de acha-la uma das mulheres mais sexys do universo!

Cristina Scabbia, quero estar assim aos 41 aninhos


5-A tempestade-Legião Urbana


Eu gostaria de colocar Los Hermanos, Mutantes , Novos Baianos, Ludov, uma série enorme de bandas e discos que me marcaram, mas infelizmente, tenho que escolher apenas 5 (ao menos 5 bandas). Bem, A tempestade foi o álbum que acompanhou minha fase mais pesada da depressão, então tirá-lo dessa lista, apesar de de ser um pouco ser doloroso, seria muito hipócrita. Nada mais a acrescentar, a não ser que fala da dor que eu senti de forma magistral.


5 personagens que eu gostaria de ser

1-      Sabina- A  insustentável leveza do ser- Milan Kundera



Sabina é bem isso: a parte que eu gostaria de ser. Em muitas coisas nos identificamos, como sermos artistas plásticas, politizadas e lidarmos bem com nossa sexualidade, cada uma da maneira que escolheu, claro. Mas Sabina tem um desprendimento, um certo egoísmo que eu gostaria de ter. Ela não se prende a ninguém, nem a lugar nem a sentimentos, segue apenas ela mesma e seus anseios. Se for para me identificar sentimentalmente, certamente me pareço mais com  Tereza, apegada, romântica e dependente.

2-      Sakura Card Captors



O mundo de fantasia e particular em que Sakura vive lembra muito minha própria personalidade em alguns momentos da vida, a forma como sou apegada a valores intensos mesmo a frente a ceticismo e prefiro mantê-los apenas para mim, fazendo quase um mundo só meu.  Também me identifico com a coragem e nobreza de Sakura, junto a teimosia e imaturidade, claro.

 3-      Lorelei- Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres- Clarice Lispector


Quando li esse livro, senti-me deflorada por Clarice! Lorelei sou eu!Apenas sou eu!Explico mais aqui.


4-Amélie- O Fabuloso Destino de Amélie Poulain



Eu não tenho a timidez exacerbada de Amélie, nem tanto seu medo de enfrentar grandes desafios da vida, mas a forma como nos dedicamos a fazer “pequenas bondades” e valorizamos nossos “pequenos prazeres” no dia –a – dia faz com que eu me sinta especialmente ligada a ela. Muitas vezes, tenho raiva dela como tenho de mim mesma.

5-Sara – Labirinto, a magia do tempo



Só queria muito viver uma aventura como ela viveu! O coração nobre de Sara, mais sua imprudência e perseverança, junto com sua ingenuidade e falta de noção faz com que nos identifiquemos muito,rs.

Gostaria de colocar 100 álbuns e 100 personagens, mas é isso por enquanto.


sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

O lado bom da vida- Uma "resenha" nada pessoal



Eu não sou de fazer resenhas, nem sei se já fiz uma aqui pro blog. Mas esse filme mexeu comigo de um jeito muito estranho.
O lado bom da vida conta a história de Patt (Bradley Cooper), um homem que passa 8 meses em uma clínica psiquiátrica após agredir o  amante (?) da esposa.  Ele é diagnosticado com bipolaridade e passa a ter ataques sempre que ouve a canção que tocou em seu casamento e que, infelizmente, estava tocando no momento em que encontra sua mulher com outro homem. Patt sai da clínica convencido a ter uma perspectiva mais positiva da vida e convencido também a retomar seu casamento. O que ele não consegue perceber por seu transtorno, é que não há mais casamento . Sua eposa não o quer mais, mudou de cidade e entrou na justiça por uma ordem em que Patt não pudesse se aproximar dela. Ainda assim, ele está convencido que é apenas  questão de tempo para as coisas entrarem nos eixos.

Patt conhece Tiffany(Jennifer Lawrence), uma jovem viúva em estado depressivo, que para compensar sua dor começa a se relacionar sexualmente com toda pessoa que lhe dá atenção. Logo que o encontra, Tiffany oferece sexo a Patt em troca de sua amizade, mas Patt mostra sua aliança e diz “desculpe, sou casado”. Bem, por aí o filme se desenrola e vocês terão que assistir.
Mas bem, o que fez eu querer escrever sobre este filme?
Em primeiro lugar, o filme é muito fiel às emoções, pensamentos e comportamentos de pessoas que sofrem transtornos de humor como bipolaridade e depressão. Isso com certeza passará batido a pessoas que nunca tiveram um amigo, parente, ou elas mesmas tenham passado por um transtorno psiquiátrico desse tipo. São coisas muito sutis que passam em nossa mente e que, apenas quem já passou por isso sentirá tocando fundo da alma. Há uma parte em que Patt diz  que aprendeu na clínica que se você se esforçar muito, trabalhar muito em seus sentimentos, não desanimar, o mínimo,mas o mínimo de mudança que conseguir, já irá ser um raio de esperança. Isso foi algo que eu aprendi sozinha em meus piores momentos de crise, onde você nota que por mais que remédios te ajudem, apenas você pode mudar o quadro em que se encontra então você se esforça, se esforça muito, dá tudo de si para ter esse raio de esperança de que as coisas possam mudar. Há também dois momentos em que Patt , movido por uma ansiedade fora do limite, acorda seus pais de madrugada apenas para discutir sobre um livro que sua esposa escreveu e para perguntar onde foi parar seu vídeo de casamento. Muitas vezes é a noite que a solidão maior bate, que a ansiedade ataca de maneira mais cruel e você sente que se não falar com alguém naquele momento, você irá explodir, por mais que racionalmente saiba que seus pensamentos são absurdos.

Mas tirando isso sobre Patt, a personagem com quem mais me identifiquei foi Tiffany. Tiffany está naquela depressão onde você consegue se manter acordada, consegue se vestir, consegue sair de casa, mas simplesmente vegeta por dentro, simplesmente faz tudo no automático. Você está morto por dentro. Ela ainda consegue ter uma vida funcional pela ajuda dos medicamentos, mas sua vida não tem sentido algum e ela vive em função de sua dor, que no  caso é a perda do marido. O fato de Tiffany fazer sexo com várias pessoas é na verdade um momento de fuga, e até mesmo (isso seria um spoiler) de auto-punição. Ela tem seus momentos de total apatia, que do nada, partem para momentos de grandes explosões de raiva e choro.  Quando estive deprimida foi exatamente assim. Eu estava longe de tudo e de todos e era como se ninguém no mundo compreendesse a minha dor. Para não ser um estorvo, eu me calei, eu me mantive de pé, eu tive uma vida funcional.Mas  bastava uma palavra grosseira, uma insinuação de julgamento que a explosão era grande, que os gritos eram ouvidos ao final da rua, que o choro era copioso e durava uma noite inteira. É a depressão que não te derruba na cama, mas que te torna um semi humano, um robô e que por não ser a que deixa explícito que você está doente, você é julgado como mal humorado, infeliz, amargurado, escandaloso, barraqueiro,  inconveniente. Ninguém, absolutamente ninguém entende o que está se passando dentro de você.
Algo que consegue ajudar tanto Patt quanto Tiffany é que os dois entram em um campeonato de dança juntos e começam então, dia após dia a ensaiar, a se movimentar, criar passos, e isso é...ARTETERAPIA <3! O filme trata de arteterapia, talvez nem o roteirista, o diretor, os atores saibam, mas o filme é muito arteterapeutico! A dança os ajuda a reconhecerem-se como indivíduos,  ajuda a terem foco, a terem disciplina, a liberarem endorfina, serotonina, os hormônios do bem estar, que são justamento os hormônios em falta em pessoas com depressão.


Não irei falar mais sobre o filme, deixo que vocês o assistam. Mas simplesmente não consigo entender como muitas pessoas o chamam de “comédia romântica”, como muitos dizem que pelos personagens irem melhorando, o filme “perde o foco inicial”. Só quem já passou por um problema desses sabe como cada alegria, cada dia é um raio de esperança, como nos agarramos a qualquer raio de esperança que surja a nossa frente.
Eu sai da sala do cinema triste, pensativa, cheia de emoções adormecidas e lembranças. Mas cada um terá sua experiência com o filme, vai depender do repertório e das exepriência de cada pessoa.
Esse é meu repertório, essa foi a minha experiência.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Olhar Chanel



"Você tem o olhar da Coco Chanel!
Olhar de quem já viu muito, e pensou muito sobre o que viu. Olhar de quem "conheceu ", de quem apreendeu, mais do que aprendeu.
Olhar de quem tem muita coisa importante para dizer, olhar de sabedoria, saca?
Mas, é triste também. Como o de Chanel... rs Veio o rosto dela a minha mente quando vc fez a pergunta.
A sua verdade é tremendamente forte, faria muitos ouvir.
Mas, me parece, que ao mesmo tempo você tem uma história de não se permitir se jogar nas coisas,como se você de ante mão, declarasse a si mesma que as "coisas" não te querem.
È olhar de coruja, saca? Se adapta á intensidade de Luz rapidamente, para não perder nada. E, como a coruja, prefere ficar no "escurinho", sem ser vista.

Você é muito inteligente, tem poder de oratória até pelo olhar. È isso."

Isso foi escrito por uma amiga, sobre mim.
Gostei, é bem próximo de como me sinto, de verdade.

Engraçado é que assisto Coco antes de Chanel faz pouquíssimo tempo e me identifiquei bastante com a Coco, mesmo não tendo ligação alguma com moda.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Eu e o grande caldeirão cósmico



O desfiladeiro das mulheres selvagens- Pierre-Auguste Renoir


Essas duas ultimas semanas foram muito proveitosas “culturalmente” falando.
O porque das aspas no culturalmente? Bom, só explicando, isso de falar que “adquirimos cultura”  no fato de vermos exposições, lermos livros e etc, é errado. Nós adquirimos CONHECIMENTO com isso. Cultura é aquilo  que adquirimos quando inseridos em uma sociedade, são as regras simbólicas que seguimos sem perceber. Por exemplo: Usar roupa é cultura, pois no nosso país tropical, muito mais vantajoso seria se andássemos nus, pensando apenas biologicamente. Comer é orgânico, cozinhar a comida é cultural. Ou seja: não existem pessoas “incultas”, o ser humano é cultural desde que nasce e muito menos existe agregação de valor em culturas distintas. Cada povo tem uma cultura diferente.
Bem, eu escrevi isso não sei nem porque, rs. Mas voltando ao assunto do post, nosso senso comum classifica que cultura é ir a museus, é ver filmes bons, é ler bons livros e tudo isso aconteceu comigo nesses últimos dias.
Primeiro: vi dois filmes MUITO, MUITO bons! O primeiro foi A pele que habito, de Almodóvar. O segundo foi melancolia, de Lars Von Trier. Tive uma relação muito forte com ambos, tão forte que não conseguirei escrever nesse post e terei de escrever um post para cada.
Li dois livros: Água Viva, de Clarice Lispector e Trabalho para mulheres e outros artigos feminista, de Virginia Woolf. Nem tenho o que falar, né? As duas fazem parte do meu  Pentateuco feminino: Clarice Lispector, Ligya Fagundes Telles, Virginia Woolf, Clarissa Pinkola Estés e Isabel Allende. Contudo, destes dois que li , gostei muito mais do da Vírginia. Na verdade, se tivesse lido esse da Clarice logo de cara, sem conhecer nada dela, continuaria a achando uma mulher bem arrogante, coisa que ela não é.
Fui à belíssima exposição Impressionista no CCBB. Fiquei muito, mas muito encantada!Meus olhos marejaram inúmeras vezes. Engraçado é que eu fiquei muito tempo olhando pra uma pintura, extasiada, e meu namorado que me apontou seu nome:  O desfiladeiro das mulheres selvagens, de Renoir! Existe ou não existe sincronicidade nessa vida??
Essa minha última aula na pós foi tão maravilhosa que nem tenho palavras! Eu já fiz oficinas de Clown, mas esta foi diferente. Gostei muito de encenar e fazer meu próprio Clown, mas amei de mais a primeira parte da aula, a teórica, que falou sobre o Mito de Dionísio (agora  entendo o porque dele ser o arquétipo dos INFJS !) e seus múltiplos. Algo que descobri é que as Amazonas (mulheres guerreiras, de uma sociedade matriarcal, que saiam em luta nas guerras em lugar dos homens) eram , em grande parte, da Ucrânia!!!!!E eu sou descendente de Ucranianos!Outra coisa legal foi que meu professor olhou a pedra que eu carregava no pescoço e disse “Nossa, uma Avalone! No México usam muito essa pedra!” e eu estou numa fase super apaixonada pelo México, quero até estudar a festa  de Lo dia de los muertos, já que pretendo cursar Tanatologia no futuro. Outra coincidência foi que este meu professor é dono de uma página no facebook que eu sigo há pouco tempo, mas que ficava curiosa em saber quem a administrava. E é ele!kkkk!
Gente, essa semana foi super cósmica, rsrsrs! Prometo dar um parecer a vocês dos livros que li e dos filmes que assisti em breve.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Sabe aqueles questionários gigantes?

Olá Pessoal!

Eu não ando postando muito,né? É que estou com umprojeto de fazer caderninhos e agendinhas artesanais para vender ^^! Tambémestou elaborando como seria meu post de balanço desse ano (que eu até gosto defazer).
Enquanto isso, vou fazer algo que há muito temponão faço (está até bem fora de moda!) que é um desses questionários onde damosdados pessoais, preferências, etc. Acho legal para as pessoas nos conhecerem enós mesmos nos conhecermos. É meio longo.Quem tiver paciência pra ler, esta aí^^! E ah, ignorei totalmente o fato de pedirem UMA cantora, UM filme, colocareiquantos quiser,hehe.

Dados

1. Nome: Dayane
2. Idade: 22 anos
3. Aniversário: 07 de agosto (LEÃO!)
4. Olhos: Mél
5. Cabelos: Loiro escuro (que ás vezes fica meio ruivo).
6. Altura: 1, 70
7. Mano: Fábio
8. Apelido: Ane, Day, Daya,Dayzinha
9. Signo: LEONINA SUPER! Mas com ascendente em peixes
10. E-mail: ane_doceflor@yahoo.com.br
11. Animal: Três cãezinhos


Favoritos
12. Uma frase: “Quandochegar a hora de fechar o livro, não terei arrependimentos. Vi tantas pessoasviverem tão mal e tantas morrerem tão bem.”- Jean-Luc Godard
13. Pessoas: Meus pais.
14. Uma cantora: Cristina Scabbia (Lacuna Coil) , Anneke van Giersbergen (TheGathering) e Marisa Monte


Cristina Scabbia, da banda Lacuna Coil! Sexy e altiva!
Morro de inveja
Admiro muito!


Anneke Van Giersbergen, do The Gathering e Aqua de Annique. Voz linda de mais, personalidade linda de mais!Toda linda de mais!





16. Um sentimento: Queria escrever amor, mas os que mais me descrevem sãoindignação e compaixão.
15. Uma roupa: VESTIDOS!!! e saias indianas
17. Um animal: Gatos e borboletas
18. Um gesto: Respeito
19. Um lugar: Cemitério da Consolação- SP, Parque do Ibirapuera- SP, CentroCultural São Paulo- SP (lugares marcantes pra mim)
20. Um objeto: Lápis de cor, tintas, livros
21. Um veneno: Mau caratismo
22. Uma arma: Sabedoria
23. Um programa: De TV? A sete palmos, A Liga, Café Filosófico
24. Um horário: Manhã e madrugada
25. Um verbo: Fazer
26. Ídolo: Não tenho ídolos
27. Um dia: Sexta feira!!!! E segunda, tbm gosto muito!
28. Um barulho: Música tocando na hora de dormir
29. Um ator: Jim Carrey (maravilhoso em papéis dramáticos!)
30. Um calçado: Sandálias de salto alto (pretas de preferência, meio estilogladiador), botas e rasteirinhas que amarram nas canelas.
31. Um número: 7
32. Uma bebida: Vinho tinto, café (meu vício!) e Coca-Cola
33. Uma comida:COMIDA ITALIANA, COMIDA JAPONESA
34. Um doce: Chocolate.
35. Uma mobília: mesa (dá pra comer e desenhar nela. Tem coisa melhor?)
36. Uma letra: K.
37. Um meio de comunicação: Cartas
38. Um nome: Lucas
39. Uma pergunta: Porque não eu?
40. Um pedido: Servir a Deus até o fim dos meus dias!
41. Uma mania: Reclamar e roer as unhas
42. Um desenho animado: Sakura Card Kaptors, Tensh Muyo, Dragon Ball Z, Cavalode Fogo
43. Um personagem: Eric (O Corvo), Travis (Táxi Driver), V (V de vingança),Amélie (O fabuloso destino de Amélie Poulain, Joel Barish e Clementine (Brilhoeterno de uma mente sem lembranças) 


Clementine e Joel


44. Um perfume: Super Estilo (Natura)
45. Uma jóia: Colar, gargantilha
46. Uma estação: Outono
47. Uma fruta: Cerejas e morangos
48. Uma cidade: São Paulo, amo Minas Gerais
49. Uma matéria: Artes, Literatura, Filofosofia
50. Um seriado: A sete Palmos, Anos incríveis
51. Uma novela: A USURPADORA EVER!
52. Uma música: Mano, vê aí 
http://www.lastfm.com.br/user/anedoceflor
53. Um sonho: To pensando em casar, viu
54. Um filme: VIXI! Brilho eterno de uma mente sem lembranças, Asas do desejo,A partida, Donnie Darko, Minha vida sem mim, As virgens suicidas ,LavouraArcaica, Fale com ela, A liberdade é azul, Uma lição de amor, Táxi Driver,Beleza Americana, O quarto do filho, Cisne Negro, Anticristo, Durval Discos,Entrevista com o vampiro, V de vingança, BeatleJuice, O Corvo, O escafândro e aborboleta, Chocolate, etc, etc, etc.

55. Um poema:   

 Com licença poética

Quando nasci umanjo esbelto,

        desses que tocam trombeta, anunciou:

        vai carregar bandeira.

        Cargo muito pesado pra mulher,

        esta espécie ainda envergonhada.

        Aceito os subterfúgios que me cabem,

        sem precisar mentir.

        Não sou feia que não possa casar,

        acho o Rio de Janeiro uma beleza e

        ora sim, ora não, creio em parto semdor.

        Mas o que sinto escrevo.  Cumpro a sina.

        Inauguro linhagens, fundo reinos

        — dor não é amargura.

        Minha tristeza não tem pedigree,

        já a minha vontade de alegria,

        sua raiz vai ao meu mil avô.

        Vai ser coxo na vida é maldição prahomem.

        Mulher é desdobrável. Eu sou.



                    -Adélia Prado


Escolha
56. Dia/Noite? Osdois.
57. Cego/Surdo? Nenhum.
58. Amor/Paixão? Amor, mas uma boa pitada de paixão ajuda!
59. Pôr/Nascer do sol? nascer
60. Verão/Inverno? Inverno.
61. Verdade/Desafio? Depende.
62. Piscina/Oceano? Oceano
63. Bolo/Torta? Hmmmm!Os dois!Sou uma comilona!
64. Manteiga/Requeijão? Requeijão.
65. Ouro/Prata? Depende
66. Diamantes/Pérolas? Pérolas
67. Chuveiro/Banheira? Banheira
68. Fogo/Água? Depende. Se estiver com frio, fogo.Se estiver com sede, água
69. TV/Cinema? Cinema, claro
70. Filme/Novela? FIIIRME
71. Sair/Ficar em casa? Olha, eu sou bem caseira, muito mesmo, mas  amo sair pra jantar, pra comer, praespairecer
72. Preto/Branco? Preto
73. Velho/Novo? Os dois tem seu lado bom
74. Cafe/Chá? Café, óbvio!


Você já...
75. Saiu empúblico de pijamas? Nunca tive um pijama mesmo
76. Já chorou por algo bobo? Por quê? Sim, não vou explicar
77. Chorou em algum filme? Qual? Sempre choro em Brilho eterno!Quando querochorar o assisto!
78. Se apaixonou por um professor? Mais ou menos, tive uma quedinha
79. Se apaixonou por um parente? Não.
80. Fez algo idiota para chamar a atenção de alguém? O quê? Tipo dançar deRebelde “sensualmente” na escola?kkkk!
81. Se declarou? Meto as caras mesmo!
82. Guardou um segredo? Acho que já. Sobre mim,vc diz?
83. Atuou em um palco? SIM!Três anos de teatro!
84. Achou um personagem atraente? Pegava o Eric fácil!


ERIC!

85. Viajou para o exterior? Pra onde? Não ¬¬
86. Teve um amigo imaginário? Não
87. Colocou fogo em alguma parte do corpo? Oi?
88. Escreveu para alguém famoso? Sim
89. Jogou pedras em um cabo telefônico? ???
90. Andou de avião? Não, que pobreza!
91. E de navio? MENOS!
92. Caiu de uma árvore? Acho que sim, mas não sei ao certo
93. Caiu na frente de todos? Cair em cima de um logo de farmácia sendo pintadoe ficar com a roupa cheia de tinta conta?
94. Fez algo que se arrependeu muito? VIXI!
95. Se sentiu estúpido? VIXI!
96. Pensou que ia morrer? Não, mas já quis
97. Foi operado? Não
97. Esquiou? Não.
99. Foi atropelado? Sim, e por bicleta ainda por cima
100. Quebrou algum osso? Qual? Não.


Nas últimas 48 horas...

 PULEI PQ É MUITO BESTA!


Você se acha...
136. Um bomouvinte? Sim.
137. Uma boa companhia? Depende muito, viu
138. Uma pessoa feliz? Sei lá
139. Uma pessoa com os pés no chão? Sim.
140. Um bom amigo? Sim.
141. Um bom conselheiro? Sim