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sábado, 12 de setembro de 2015

Adultescência

Eu, quando achava que ia vencer o mundo no berro (queria por um emotion aqui, poxa!)
NOTA ATUALIZADA EM 16/11/2015: Relendo esse post hj, não o acho tão sincero! Parece que tentei me convencer de que eu estava errada em falar o que pensava para justificar a exclusão que passei na faculdade, como querendo me culpar por isso. Falar o que se pensa não é errado! Foi um post feito mais para agradar aos outros que a mim mesma!
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Somos ensinados que a adolescência vai até mais ou menos 18 anos e que quando você começa a pagar suas contas e arcar com seus erros, você é um adulto. Pelo menos para mim, essa conta deu bem errado!

Acabo de fazer 26 anos e tenho certeza absoluta que só estou “saindo da adolescência” agora! Tenho sentido essa transição de adolescência/ idade adulta há mais ou meeeenos uns 2 anos. Engraçado, não? Eu achava que quando tivesse uns 24 anos, eu já seria uma mulher bem resolvida, quem sabe até casada, com filhos e iniciando uma carreira profissional brilhante! Mal sabia eu que com 26 eu ainda moraria com meus pais, teria um quarto cheio de bonecas e ursinhos e anda estaria fazendo testes “ Qual a cor da sua aura?” na internet! Mas apesar desse estilo de vida ainda juvenil, creio que não é exatamente isso que faz com que eu ainda m considere de certa forma, adolescente!

Olho-me há uns poucos anos atrás e penso “ Como eu não me tocava do quão pentelha estava sendo?” .  Vejo o quanto de arrogância e “sabe tudismo” havia em mim e o quanto isso era imaturo, embora eu achasse que era “personalidade forte”. Hoje eu até entendo o porque de tantas pessoas não irem com a minha cara na época da faculdade, por exemplo, quando eu achava que era “muito importante falar o que se pensa”. Mas eu sofria. Sofria porque sentia tudo muito a flor da pele e queria , como todo adolescente, ser aceita e amada. Além de, como é o comum nessa fase, não falar (nem escrever) nada por mal.

Hoje eu penso. Penso pra falar, penso pra escrever e na maioria das vezes prefiro me manter calada. Não por achar que o que se passa em mim não seja importante, mas justamente por saber a importância de meus sentimentos e pensamentos, tentar me preservar mais. Tem uma frase que diz “ Ando preferindo ter paz do que ter razão” e ela tem se tornado meu lema diário. Quanto mais me desapego da vontade de estar sempre certa, mais espaço tenho para aprender e reformular minha opiniões. Pessoas com quem não concordo ou que não me fazem bem? Simplesmente ignoro. Nada que um belo “block” na vida real ou virtual não resolva!


Fico feliz que essa fase de angústias , medos, auto-afirmação e tantas guerras internas esteja chegando ao fim. Se eu soubesse o quão bom é manter a mente serena , eu falaria pra aquela Dayane de 22, 23 anos “Ei!Deixa pra lá!Não abraça essa briga não!”  mas com certeza, ela não iria me ouvir.


3 comentários:

  1. Oi, Dayane! Tudo certo? Bem, eu meio entro em várias "brigas", até umas que não são minhas, desde que me entendo por gente. Esses dias eu estava pensando "Poxa, já tenho 25 anos. Uau! Mas não sinto o peso da idade, parece que ainda sou aquela menininha adolescente.". Óbvio que não nos pensamentos - não em todos -, pois amadureci em vários aspectos, repensei atos e ideias, troquei ideologias por outras. Cresci. Mas, assim como você, vejo amigas formando famílias, umas até muito bem sucedidas em suas carreiras, e eu solteirona, galgando degraus dentro do possível. São vidas distintas. Eu não acho que a minha seja pior ou menos valorosa do que a delas. Acho que cada um tem seu "timing". Nós vivemos no nosso, os outros no deles.
    O que te desejo é o mesmo que desejo pra mim: que cada fase de nossa vida seja vivida de forma plena, intensa e bonita. Que aprendamos com o hoje e melhoremos no amanhã. Que não nos calemos quando tivermos razão, apena que tenhamos cautela e calma em nossos discursos.

    Um ótimo fim de semana e um excelente semana pra ti.
    Um abraço!

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  2. Gostaria muito de acreditar que crescer - envelhecer, fazer aniversário - traz algo a mais além de rugas, mas a gente aprende algumas coisas, sim, de uma ano pra outro. O problema é que no momento, aos vinte e poucos, achamos que sabemos de tudo, que AGORA estamos crescendo, virando adultas... E daqui a dez anos acharemos que nosso eu de agora era babaca e infantil demais, hahahaha Devaneios.

    Mas tudo deve ser aproveitado de forma bonita, de forma construtiva. Isso é importante e teu texto mostra um lado bem bonito teu - o de ver o lado bom das coisas.

    Respondendo à tua pergunta lá no blog: não, eu não faço leitura dinâmica! Eu realmente leio rápido porque... não sei, é treino, costume, eu leio sempre desde bem pequenininha e conforme fui lendo acabei adquirindo um ritmo rápido de absorção de conteúdo. E, sim, mesmo com Clarice Lispector isso acontece. Há pouquíssimos livros que demoro para ler, e estes são, basicamente, os livros que me deixam entediada, hahahaha

    ;*

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  3. Digo o mesmo que me disse no comentário no meu blog: é lindo ver nossa evolução como mulheres. E esse seu texto mostra bastante isso. Aliás, um crescimento como pessoa. Me identifiquei bastante com o texto. To com 23 anos, ainda tenho um estilo de vida bem jovem, e sinto que só agora tô dando pequenos passos na minha vida de adulta. É engraçado que minha vida se desenvolveu de modo estranho, atravessei minha adolescência querendo ser/parecer mais velha do que eu era, e quando cheguei nos 20 e tantos quis fazer coisas que não fiz na adolescência (ler livros que não li, filmes que não vi na adolescência), foi quase uma segunda adolescência, pois cheguei a viver uma fase "revoltada" novamente. Desde os 13 anos de idade vivo uma adolescência esquisita misturada com uma vontade de ser mulher.

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