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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Meu olhar sobre Cinquenta Tons de cinza




O livro tem como objetivo sair das mesmices de contos de fadas e comédias românticas e mostrar que as mulheres que num primeiro momento são submissas podem mudar um homem. é tanto que no final ele não quer mais ser dominador, casa com ela e tem filhos. Eles se tornam iguais.

Esse foi um dos primeiros comentários que li quando fui pesquisar mais sobre a triologia Cinquenta Tons de cinza. Talvez você não veja nada de mais e até concorde com ele, afinal, ele retrata exatamente a fantasia que é pintada para as mulheres ao longo da vida.

A história tem uma série de problemáticas a serem apontadas. Vamos começar falando sobre o fato do livro ser, teoricamente, baseado em BDSM.

BDSM significa  Bondage e Disciplina (BD), Dominação e Submissão (DS),Sadismo e Masoquismo, ou Sadomasoquismo (SM).

BD- Amarração ou imobilização. A pessoa gosta de estar totalmente imobilizada ( ou não totalmente) , ficando assim a mercê dos comandos do outro, cedendo total controle do seu corpo. No caso da disciplina, a outra pessoa “adestra” ou “treina” quem está sendo mobilizado

DS- Nesse caso, há um Dominador e um Submisso. Não significa que haverá dor, mas que haverá alguém que comande a relação, com ações, ordens, força física, etc, e alguém que se submeterá a essas ordens, sem questioná-las. O submisso pode ser também um escravo, já que satisfaz as vontades do dominador até mesmo fora do contexto puramente sexual. Há papéis fixos, onde um dominador será dominador em todas as relações (submisso idem), mas há pessoas que gostam de ser dominadoras e submissas (Switchers).

SM- Esse é o que a maioria das pessoas conhece ou ouve falar. Há uma pessoa que gosta de causar dor física e uma que gosta de sentir dor. É muito diferente de lavar uns tapinhas e uns puxões de cabelo. As dores podem envolver chicotes (de verdade, não de sex shop), velas, cortes, sangue, etc.

A prática do BDSM tem muitas condições, não é feita a revelia. Em primeira lugar, é pautada no SSC ( São, seguro e consensual) , onde para praticar, você deve ter PLENA CONSCIÊNCIA de que realmente quer e gosta do que está acontecendo. Por isso mesmo, a prática é feita por pessoas adultas e experientes. Não se deve estar influenciado por NADA na hora da prática, nem bebida, nem drogas, nada! Você deve estar sóbrio e consciente de que realmente quer aquilo.   Deve ser totalmente consensual, ninguém faz nada que não quer. Muitas vezes, fazem-se contratos onde ambas as partes deixam muito claras seus desejos e seus limites. As práticas devem também ser seguras, a integridade física e psicológica dos participantes não deve ser comprometida. Há também a Safeword, uma palavra de acordo entre participantes, que seria a forma do submisso/escravo/masoquista dizer que não quer mais continuar, e quem domina a situação deve suspender o que está fazendo.

Anastasia é apresentada como uma mulher de 21 anos ainda virgem, que nunca se relacionou com ninguém. Ela se mostra insegura, tímida e com uma auto-estima na estaca 0. Ah sim! E como uma estudante universitária pobre. Christian Grey é apresentado como um homem experiente, extremamente rico e poderoso que sempre teve tudo o que quis. Fora isso, ele teria “gostos peculiares” que seria, no caso, o fato de ser um Dominador.

Só pela descrição acima do que é BDSM , nota-se que seria impossível uma relação desse tipo existir entre os dois. Anastasia não tem nenhuma experiência sexual e começa a aceitar as condições de Christian não porque sabe e tem consciência de que gosta desse tipo de coisa. Ela aceita de forma insegura e por medo de ser rejeitada. Chris, por sua vez, pouco se importa com o fato de Anastasia ser uma menina virgem, tímida, insegura, inocente e passa a dominá-la. Em uma relação BDSM, isso NÃO EXISTE! Ambas as partes se respeitam e querem a certeza absoluta de que o outro quer participar do que está ocorrendo, ninguém usa seus desejos como forma de manipulação emocional com o parceiro, é uma troca de prazeres consensuais, tanto fisicamente, quanto psicologicamente, quanto emocionalmente. Nenhum dominador que tivesse um pingo de responsabilidade e caráter se aproveitaria de uma garota em tamanha inexperiência e fragilidade. O que Christian faz então é se aproveitar de toda a inexperiência e insegurança de Anastasia. Isso se chama abuso! Se permitir é muito diferente de se submeter. Você se permite algumas vezes fazer algo que não goste para dar prazer ao seu parceiro, mas você não se submete a fazer o que não quer por medo da reação dele!

Fora o âmbito puramente sexual, Christian também domina Anastasia em sua vida particular e financeira. Ele passa a presenteá-la com coisas caríssimas, o que gera uma necessidade de troca:  “Como não irei  agradar a um homem que me supre tanto financeiramente?”. O fato de Christian ser extremamente possessivo, controlador e ciumento também faz com que Anastasia acredite que ele “a ama”. Na verdade, o que ele tem é um sentimento de posse.

Nossa sociedade sempre reforçou a ideia de que mulheres devem ser frágeis, desprotegidas, inocentes. Manipuláveis. Enquanto homens devem ser dominadores, provedores, agressivos. Fomos ensinadas a vida inteira pelos contos da Disney que você não precisa aprender a se defender, a se amar, a ser feliz por si mesma. Você precisa de um homem para mostrar “seu real valor”. Não importa que você se anule, se omita, porque um homem forte, poderoso e rico te salvará da pobreza e te fará uma princesa ao seu lado. Até aí, nada de novo. Nada que já não tenha sido feito em outros filmes e livros. Mas quando se começa a romantizar de maneira enfática e sem pudores a violência emocional e psicológica para meninas de 12, 13 anos, que  em sua grande maioria, se sentem como Anastasia e lhe ensinam que tudo bem um homem te impor condições que você não quer ou não está preparada para enfrentar, desde que ele “te ame”, é algo que merece maior atenção!

Outro discurso usado no livro é o de que “Uma mulher doce, meiga, inocente e boa pode mudar um homem manipulador, agressivo, infiel, etc”. Isso é uma fantasia vendida a meninas desde o início do mundo!  Não vai ser seu  “rosto lindo e seu sorriso encantador”, e muito menos sua passividade e submissão (vendidas como docilidade e amorosidade)  que irão mudar o caráter de ninguém! E mais: Você não tem obrigação de “salvar” ninguém, mudar ninguém. O relacionamento deve te satisfazer te fazer feliz! Se ele é agressivo, possessivo ou infiel (no caso de relações monogâmicas) , você tem que sair fora!

Não acho necessário jogar os livros e filmes na fogueira, nem impedir ninguém de ter acesso a eles. Acho até importante conhecê-los, mas devem-se ampliar discussões sobre todos esses temas para fazer com que a leitura seja crítica e não passiva. Minha crítica ao livro nunca foi pelo sexo explícito. Já li muitos contos eróticos que dão de 10 a 0 em 50 tons, e isso bem antes de ser adulta e nem por isso sou irresponsável e nem manipulada em minha sexualidade. Nem quer dizer que 50 tons irá promover isso. As críticas são pelo fato da glamurização de relações abusivas. Claro que livros como Sabrina, que não diferem desse , sempre existiram, mas nunca estiveram tanto em mãos de crianças, adolescentes, mulheres vítimas de relacionamentos abusivos como agora e de forma tão naturalizada.

Em minha leitura, é uma história doentia e que naturaliza a violência de gênero , além de divulgar o BDSM de forma totalmente distorcida e irresponsável. É importante sabermos de tudo, lermos de tudo, estarmos por dentro de tudo, mas sempre com um olhar crítico e consciente. Minha visão pode não ter sentido para a sua, mas quanto mais debatermos e trocarmos opiniões sobre temas tão "Banais" como este, mais ampliamos nossa perspectiva sobre o mesmo, e isso é muito importante para que não sejamos mais manipulados.

P.S: Sempre digo aqui no blog que minha opiniões e impressões são pessoais e que não correspondem a verdades absolutas. 

P.S. 2: Acabo de assistir o filme e o que vi só reforçou ainda mais o péssimo conceito que eu tinha sobre a história. As cenas finais com Anastasia chorando e se perguntando o porque de para estar com Christian  ter que envolver violência, humilhação e o porque dele sentir prazer com vê-la sofrer são de partir o coração! Agora sim tenho certeza sobre as questões levantadas no texto e discurso algum me convencerá do contrário!

10 comentários:

  1. Embora eu concorde com a maior parte, gostaria de deixar uma informação: o livro nunca se pretendeu ser uma viagem ao BDSM - ele pega temas próprios do BDSM, mas nunca se compromete com eles. Dentro do próprio BDSM existe uma outra abordagem que vai contra os mandamentos do São, Seguro e Consensual: chama-se RACK - Risk-Aware Consensual Kink.

    Nesse caso, o consenso não é dado ao indivíduo, é dado ao risco: as pessoas se conscientizam do risco e topam ou não. O consentimento é preliminar e bem informado, mas não é retirável. Alguém pode argumentar que isso é estupro - e pela lei é - mas pese que existem casas dedicadas a essas práticas espalhadas pelo mundo inteiro e que na maior parte das vezes, esse acordo de risco prévio é o bastante para evitar problemas NA VISÃO DESSAS PESSOAS. Conceder o direito de tomar a decisão a outra pessoa, num contexto sexual para viver uma fantasia não é algo que EU faria, mas é eu não acho que é MEU lugar julgar, a despeito de quem ocupe os papéis dominantes e dominados no psicodrama erótico que é o BDSM, de maneira mais abrangente.

    Dizer que a coisa dá uma noção errada do que é o BDSM é um erro. O BDSM é uma cultura muito ampla e que inclui uma gama bastante vasta de comportamentos: Goreanos, por exemplo, tratam a mulher - especificamente a MULHER - como escrava e é baseado numa série muito extensa de romances. As culturas exclusivas de dominatrixes possuem exclusividade feminina nos papéis dominantes, por exemplo.

    Pra mim o livro peca primeiro em lugar ao ser raso e chato tal qual Crepúsculo é e de onde tirou inspiração, mas acima de tudo a série peca ao tentar contrastar duas naturezas sexuais "estanques" que se misturam até darem em alguma coisa: a moça da buceta salvadora que doma o homem mauzinho e cheio dos trauma. O que me irrita nisso é imaginar o quanto as pessoas acreditam nessa bobagem. É imaginar que num relacionamento a cumplicidade deve MUDAR o cidadão ou a cidadã enquanto ele deveria ser REQUISITO BÁSICO antes de começar qualquer bosta.

    Uma lição de vida é a de que se você precisa mudar alguma coisa em você ou numa outra pessoa pra ter uma vida saudável ao lado daquela pessoa e essa mudança não é espontânea, não vale a pena.

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    1. Hiiiii Donnie! Vc tem mesmo toda a razão!Sei bem que BDSM é muiiiiito mais extenso do que isso que escrevi aqui e tbm sei sobre o RACK, mas acho que esses pormenores não são ainda, tão necessários, para quem está inciando no tema, como é o público geral que lê 50tons.

      E discordo de vc quando fala que o livri nunca se propos a ter BDSM cm tema. Acho que se propos sim, mas se propos de uma maneira tao superficial e infundada ( ve-se pelo lance dele ser "dominador", do contrato, das praticas sexuais em si, que tem mesmo muito do BDSM tradicional) que deixou essa lacuna GRANDE e porca de que "É sobre BDSM ou nao?", entende? E vamos super que o livro realmente nao tivesse a ver com isso, é assim que sua imagem está sendo vendida, por isso achei importante dar uma explicação bem rápida e básica do que é, entende? Bjosss, comente mais vezes aquiiii

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    2. Nisso eu concordo sim. O livro pegou "emprestado" muita coisa do BDSM, tanto que a comunidade BDSM (uma parte significativa dela, pelo menos) ficou muito ofendida em ter seu estilo de vida vendido como uma excentricidade para milionários traumatizados. :D

      O que eu quis dizer é o que o livro nunca se propôs a ser uma viagem ao BDSM de maneira aberta, o BDSM é um "pano de fundo sedutor", da mesma forma como os vampiros e lobisomens de Crepúsculo nunca se prestaram a criaturas de mitos de horror, eles tavam lá, mas... mais ou menos, aquela coisa assim, meio sem compromisso. E isso porque ambos são analogias eróticas diferentes e possuem mitologias próprias quanto ao assunto, mas isso é papo pra outra hora.

      De mais a mais eu concordo com você que a maior parte dos leitores de 50TDC não vão dar lá muita profundidade a essa pesquisa e que a introdução ao tema vale a título de contextualização.

      Bicotas - ótimo texto. Eu sempre venho, mas eu nem sempre comento porque meu jeitinho cuidadoso de rinoceronte em loja de porcelana nem sempre é o mais adequado pra alguns assuntos. :D

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    3. Que é isso!Pode comentar quando quiser e sobre o que quiser!

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  2. Concordo plenamente contigo, Day. Devo assumir que nunca li o livro, pois sempre o vi como "soft-porn" assim como os Sabrinas - o que sempre achei que eram fracos no erotismo e machistas em sua maioria. Quando me contaram, tentando convencer que o livro é bom, de que ela era nova, pobre, e que ele era podre de rico e dava presentes, sabia que não era o livro pra mim [e não me sinto mais na idade de ler "apenas pra conhecer e dizer mal"].
    O que nunca engoli é esse monte de mulherada tentando vender o livro como romance onde, no final, os dois se amam (no final apenas?!) e se casam e tem filhos e vivem felizes para sempre..... Por que não assumir que é um livro erótico e pronto? Por que livros eróticos para mulheres deve acabar em um casamento, com o homem da vida delas, e deve estar disfarçado de romance? Incomoda-me este certo "puritanismo" que ainda permanece na maioria das mulheres....
    E o MELHOR RESUMO de todos do livro é o comentário acima: "a moça da buceta salvadora que doma o homem mauzinho e cheio dos trauma" HAHAHAHAHHAHAHAHAHA

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    1. Tbm nao me sinto mais na fase de "é ruim, mas vou ler pra bla bla bla". Tem literaturas que nao gosto mas leio pq sei que tem valor, cm o próprio Tolkien, que já comentei, mas essas coisa ai, nao perco meu tempo e nem tenho 1 pingo de saco mais.
      Sobre isso que vc falou da literatura e'rotica, nossa, realmente! Tem uma escritora chamada Anais Nin, conhece?Ele escrevia literatura erótica no início do século VINTEEEEEEE e era putaria, pura e simples!Não tinha romance, não tinha casamento, era apenas e então somente sexo!E era uma literatura escrita por uma mulher e voltada para mulheres!Muito bem escrita , aliás.
      E o Donnie arrasa sempre nos comentários, hahahaha!

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  3. Eu vou ser sincera. Acho tanto o livro e o filme um verdadeiro lixo. eles são ruins em absolutamente quase tudo Explora fantasias comuns das mulheres, além os personagens são unidimensionais, pobres e sem complexididade.É um tipico romance de banca. É machista, mas boa parte da literatura comercial é. Portanto, , acusá-lo de machismo é tão lugar comum e tão superficial que nem vou me dar ao trabalho de falar o quanto essa critica do feminismo é obvia.

    Mas, Day, acho a sua critica é de quem não viu nem livro nem filme por causa disso aqui:

    "controlador e ciumento também faz com que Anastasia acredite que ele “a ama”. Na verdade, o que ele tem é um sentimento de posse."

    Ela não faz isso , simplesmente porque deixa claro antes de ter qualquer relacionamento que ele não está para romances. Não gosta namoros e casalzinho.Para mim ele é um garanhão pegador que deixa claro que só quer cama com as mulheres Alguém que está provocando ilusão de amor em uma mulher fala para ela " Eu não faço amor. Eu fodo com força"? Por favor, No final ( filme) quando ela descobre o que dar prazer a ele, se assusta e vai embora , mas antes fala " eu me apaixonei por vc" e ele diz " Vc não podia fazer isso". Jura que alguém que está fingindo amor tem essa atitudes. Ou então essa Ana é que tem alguma deficiênca mental.

    "glamurização de relações abusivas"

    A primeira vez que vi essa critica ele veio de uma feminista que nem leu o livro.Logo, não me importei, até porque, não acho que o filme ou o livro glamouriza relações abusiva,s O tempo inteiro no livro e no filme isso é visto como um defeito de Christian, que Ana por ser boazinha e meiga irá corrigir.

    Acho que a critica deveria ser no fato de que as mulheres para "transformar" os homens devem ser "boas mulheres" ( puras, meigas). Essa sim é válida.

    Acho que ela embarca nessa porque se apaixona desde o inicio. E na boa, quem nunca fez cagada por amor? Será que as feministas não conseguem perdoar isso? Por isso que as acusam de serem mal-amadas e secas.

    "Enquanto homens devem ser dominadores, provedores, agressivos. Fomos ensinadas a vida inteira pelos contos da Disney que você não precisa aprender a se defender, a se amar, a ser feliz por si mesma. Você precisa de um homem para mostrar “seu real valor”. "

    Me lembra as criticas das feminista da década de 1960 quando achavam que se bastavam sozinhas não precisavam de homens para nada. Eu não acredito que ninguém ( homem ou mulher) possa ser feliz por si mesma. Nós precisamos do outro, tanto o quanto outro precisa de nós. Acho que deve ser combatido o pensamento que mulher precisa casar para ser feliz. Que tem que ter um homem se não fica para titia essas coisas. Que mulher sem homem fica amarga, blabla, E não que as pessoas devem ser felizes por si mesmas.

    O ser humano foi criado para viver com o outro e não PELO o outro.

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    1. Lane, realmente, toda mulher já fez muita cagada por amor. Eu já escrevi aqui no blog que estive 3 anos em um relacionamento cheio de violência psicológica e que me fez quase enlouquecer, e isso não é nada legal. Acontece, mas não é bom. E a meu ver o livro faz disso uma coisa "normal, legal, é assim mesmo que acontece quando um cara te ama, ele nao te deixa em paz". É vender essa ideia xatamente de uma forma glamurizada mesmo, como se fosse prova de paixão em um relacionamento. Isso acho perigoso. Mas é cm vc disse, nada de novo mesmo.

      E não, não estou dizendo que uma mulher não precise de um parceiro/a para ajudar na sua felicidade que boas boas pessoas não faça que sejamos pessoas ainda melhores! Mas é vendida a ideia de que mulheres, por si, nao pensam! Nao valem pelo fato de serem elas mesmas. Tem que vir um homem mostrar Ölha cm vc é linda, nun ca tinha notado?Olha cm vc é gostosa, eu gosto de vc. Olha cm vc é inteligente, olha cm isso e aquilo"e aí sim, depois de ser aprovada por um cara, ela passa a "Ó, é mesmo!Agora vejo cm sou maravilhosa". Não é ensinado as mulheres que elas por si, tem valor.

      Sobre o livro, não li na íntegra, mas exatamente para saber do que se tratava eu li vários trechos e achei todos extremamente mal escritos, EX TRE MA MEN TE, e mesmo que a história não tivesse td isso qu desaprovo, não leria pelo fato de ser uma grande e imensa porcaria que não prende minha atenção. O filme eu vou ver sim, mas já estou entediada desde já.

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    2. "Tem que vir um homem mostrar Ölha cm vc é linda, nun ca tinha notado?Olha cm vc é gostosa, eu gosto de vc. Olha cm vc é inteligente, olha cm isso e aquilo"e aí sim, depois de ser aprovada por um cara, ela passa a "Ó, é mesmo!Agora vejo cm sou maravilhosa". Não é ensinado as mulheres que elas por si, tem valor."

      Realmente. Eu concordo que mulheres não precisam de homens para se darem o valor, Sempre precisam da atenção de um homem, Esse pensamento deve ser combatido mesmo.

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  4. Eu confesso que até estva curiosa para assistir o filme pois vi muita, mas muita mulher na minha timeline do facebook elogiando, porém tinha um grupo beeeem menor criticando e eu queria tirar a prova dos nove.
    Ainda pretendo assistir para entender o que as mulheres veem nesse tipo de romance. Mas se for nesse estilo de mulher coitadinha submissa e sem sal estilo Bella Swan da saga crepusculo, já sei que vou detestar. haha.

    Beijo.

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