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segunda-feira, 24 de março de 2014

Sem reservas

Eu não sei amar aos poucos e nem me dedicar pela metade. Eu não entendo pessoas que amam com medo.  Não me abro a qualquer um, sou muito difícil de me entregar, mas quando isso ocorre, é totalmente, sem reserva, sem pudores, sem melindres. É muito difícil pra mim gostar de quem anda pisando em ovos e com medo de se machucar. Eu me jogo, quebro a cara e recomeço,  pronta pra sofrer e ser feliz novamente. Eu dou jeitinhos de se ver na semana, eu deixo compromissos de lado, eu enfrento autoridades, eu me exponho ao ridículo, eu me dispo sem vergonha, eu escancaro e abraço defeitos, eu enalteço e celebro qualidades. Eu quero provar desse banquete, eu quero comer todos os frutos, eu quero beber todos os vinhos, não importa que eu passe mal ou coma algo amargo por engano. Só me sacio quando estou plenamente satisfeita de saber que fiz o meu melhor e aproveitei tudo o que estava  ao meu alcance.

Aí me deparo com pessoas feridas, magoadas, que comeram e passaram mal, que beberam e perderam o controle e que acham que isso é algo definitivo em suas vidas. Eu tento ser paciente , eu tento controlar meu desejo de me atirar mais uma vez do precipício e perguntar “Vem comigo, eu te seguro!” , mas devo entender que cada um tem seu momento, cada pessoa é uma pessoa. Mas como é difícil querer ser inteira com pessoas que só se doam pela metade!

2 comentários:

  1. Eu também penso como você e já sofri muito ao me relacionar com pessoas como você descreve. Depois de um tempo passei a aceitar cada um do jeito que é.
    Beijos

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  2. Parece que foi escrito pra mim! Nada pela metade.. Se for se entregar, se entregue por inteiro!
    Amei o blog.

    Beijos e sorrisos

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