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terça-feira, 7 de janeiro de 2014

A quebra

Susy, de Julieta dos espíritos. Fellini.
Tenho me perguntado de onde vem surgindo todas essas novas folhagens, esses novos galhos que por não doerem, não sinto nascer. Estão surgindo como pelos em pele crua: sem alardes, indolores, apenas seguindo sua natureza. É como se o que estava bloqueado começasse a renascer, o que antes emperrado, começasse a romper. Romper barreiras, romper mundos, romper muros, romper medos. O que antes se encolhia agora é endireitado, o que era difícil agora se tornou fácil, o que era errado, agora é certo. Ou pelo menos sem julgamento.
As crises impulsionam e o desejo faz germinar a vontade de me diluir, não mais esconder ou paralisar, mas seguir o curso, mesmo em águas tão tortuosas. 

Os que me veem se perguntam o que terá acontecido, alguns até me censuram, falam que algo se quebrou dentro de mim, algo que me definia, que estou “perdida”. E eu sei exatamente o que foi quebrado e porque estou agora tão solta e sem eixo: O que se quebrou dentro de mim foi minhas correntes.

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