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terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Deve ser doce morrer no mar..

Eu


Visitei o mar depois de  15 anos. Foi como um primeiro encontro, e ao mesmo tempo, como um reencontro comigo mesma. O mar sou eu: aquela imensidão bravia e misteriosa, aquela água que convida e abraça, mas que te engole e  envolve, te encanta. Não eu como ser humano, não eu como mulher, como matéria, mas uma faceta que destrói e ao mesmo tempo me vicia. O mar são todos os meus pensamentos, tão profundos que os desconheço. Quanto mais eu penso, mas me afundo,  me afogo e mais vejo  que há muito a ser conhecido dentro de mim mesma.
O mar evoca uma vontade de me abandonar, de caminhar até sua mais profunda orla e me integrar a tudo o que o pertence. Deve ser realmente doce morrer no mar. A minha vontade é de perder-me nele, esquecer-me, apenas contemplar o que não conheço, apenas ver o quão vasto, sem saída, sem rumo, sem prumo eu sou , a vida é.
Ele  não me deixa alegre, pelo contrário, me evoca uma forte melancolia. Ele é feitos de todas as s minhas lágrimas, de toda a minha dor.
Um dia, quem sabe, eu more na beira da praia, eu ouça todas as noites esse canto da sereia e deixe de melindres, me entregue de vez e descubra quem eu sou.
Sem notar, projetei-me dias antes neste desenho. Esta deve ser minha verdadeira imagem.

4 comentários:

  1. Gostei do desenho e da ideia da possibilidade de ter se projetado antes! =)

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  2. E quanto do teu sal
    São lágrimas de Portugal! (Mar - Fernando Pessoa)

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  3. Eu tenho uma sensação bastante parecida em relação ao mar... De um forma estranha, sempre quis morrer no mar e sempre pensei no comercial da Fernanda Vogel e em como ela morreu logo após o comercial da exata mesma forma... Até um dia que minha prima e eu quase nos afogamos... é bem desesperador para falar a verdade... Vi ali que se deve ter MTO cuidado com o que se pensa, sente, fala e deseja...

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