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domingo, 23 de setembro de 2012

Eu e o grande caldeirão cósmico



O desfiladeiro das mulheres selvagens- Pierre-Auguste Renoir


Essas duas ultimas semanas foram muito proveitosas “culturalmente” falando.
O porque das aspas no culturalmente? Bom, só explicando, isso de falar que “adquirimos cultura”  no fato de vermos exposições, lermos livros e etc, é errado. Nós adquirimos CONHECIMENTO com isso. Cultura é aquilo  que adquirimos quando inseridos em uma sociedade, são as regras simbólicas que seguimos sem perceber. Por exemplo: Usar roupa é cultura, pois no nosso país tropical, muito mais vantajoso seria se andássemos nus, pensando apenas biologicamente. Comer é orgânico, cozinhar a comida é cultural. Ou seja: não existem pessoas “incultas”, o ser humano é cultural desde que nasce e muito menos existe agregação de valor em culturas distintas. Cada povo tem uma cultura diferente.
Bem, eu escrevi isso não sei nem porque, rs. Mas voltando ao assunto do post, nosso senso comum classifica que cultura é ir a museus, é ver filmes bons, é ler bons livros e tudo isso aconteceu comigo nesses últimos dias.
Primeiro: vi dois filmes MUITO, MUITO bons! O primeiro foi A pele que habito, de Almodóvar. O segundo foi melancolia, de Lars Von Trier. Tive uma relação muito forte com ambos, tão forte que não conseguirei escrever nesse post e terei de escrever um post para cada.
Li dois livros: Água Viva, de Clarice Lispector e Trabalho para mulheres e outros artigos feminista, de Virginia Woolf. Nem tenho o que falar, né? As duas fazem parte do meu  Pentateuco feminino: Clarice Lispector, Ligya Fagundes Telles, Virginia Woolf, Clarissa Pinkola Estés e Isabel Allende. Contudo, destes dois que li , gostei muito mais do da Vírginia. Na verdade, se tivesse lido esse da Clarice logo de cara, sem conhecer nada dela, continuaria a achando uma mulher bem arrogante, coisa que ela não é.
Fui à belíssima exposição Impressionista no CCBB. Fiquei muito, mas muito encantada!Meus olhos marejaram inúmeras vezes. Engraçado é que eu fiquei muito tempo olhando pra uma pintura, extasiada, e meu namorado que me apontou seu nome:  O desfiladeiro das mulheres selvagens, de Renoir! Existe ou não existe sincronicidade nessa vida??
Essa minha última aula na pós foi tão maravilhosa que nem tenho palavras! Eu já fiz oficinas de Clown, mas esta foi diferente. Gostei muito de encenar e fazer meu próprio Clown, mas amei de mais a primeira parte da aula, a teórica, que falou sobre o Mito de Dionísio (agora  entendo o porque dele ser o arquétipo dos INFJS !) e seus múltiplos. Algo que descobri é que as Amazonas (mulheres guerreiras, de uma sociedade matriarcal, que saiam em luta nas guerras em lugar dos homens) eram , em grande parte, da Ucrânia!!!!!E eu sou descendente de Ucranianos!Outra coisa legal foi que meu professor olhou a pedra que eu carregava no pescoço e disse “Nossa, uma Avalone! No México usam muito essa pedra!” e eu estou numa fase super apaixonada pelo México, quero até estudar a festa  de Lo dia de los muertos, já que pretendo cursar Tanatologia no futuro. Outra coincidência foi que este meu professor é dono de uma página no facebook que eu sigo há pouco tempo, mas que ficava curiosa em saber quem a administrava. E é ele!kkkk!
Gente, essa semana foi super cósmica, rsrsrs! Prometo dar um parecer a vocês dos livros que li e dos filmes que assisti em breve.

Um comentário:

  1. Nossa, Day como foi interessante tudo. Muito rico culturalmente mesmo

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