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domingo, 26 de agosto de 2012

"Ser" é uma descoberta



É muito difícil separar quem somos do que nos tornamos, se é que exista mesmo essa separação. Vamos nos tornando aquilo que esperam de nós, aquilo que a sociedade dita ser aceitável. Quando nos damos conta (se damos), somos máquinas que seguem uma série de regras e calamos nossos próprios pensamentos.
Acredito que seja válida a experiência,  vários conceitos e pontos de vista, o estudo de várias formas de ver a religião, o questionamento sobre o que é ser de fato, homem ou mulher. Tudo isso é rico , mas antes, devemos ter um certo discernimento, manter um pouco os pés no chão, de certa forma, sermos um tanto quanto céticos. Difícil, pois ao mesmo tempo, devemos estar sempre abertos a novos pensamentos, a mudanças.
A  forma de me ver mudou, minha forma de ver Deus, de ver a feminilidade, o amor, o trabalho. Minhas prioridades mudaram e tudo isso sem que eu notasse. Já me declarei feminista, isso e aquilo, agora me sinto livre desses rótulos. Sou quem sou, quem estou  descobrindo ser e não preciso de apoios ou muletas para isso. Quero caminhar com minhas próprias pernas.

4 comentários:

  1. Dayane, essa é uma fase muito rica, né. Vamos aprendendo tanta coisa no caminho que às vezes fica até sem sentido estacionarmos em alguns rótulos, mesmo aqueles que parecem resumir tão bem determinados valores e ideias que temos. Até que ponto seria possível abstraí-los completamente, eu não sei.

    O dizer-se feminista é algo depende da situação. Se me perguntarem o que penso de mim, vou responder muitas coisas, mas não vou falar em feminismo. Sequer penso nisso num plano pessoal. Hoje em dia já não é mais necessário, foi há alguns anos quando eu precisava lidar com determinados assuntos que me afligiam. O feminismo foi/é mais ferramenta do que uma definição de vida. Já se me perguntarem do meu posicionamento perante a sociedade, aí sim, vou falar em feminismo, porque aí este rótulo me serve, condensa valores com os quais comungo e quero ver prosperar. Vira bandeira e instrumento de transformação social pelo seu poder agregador e educativo. É algo parecido com o que me faz buscar leituras como Mulheres que Correm com Lobos. São peças que se encaixam na realidade em que vivemos, mas não as encaro como algo absoluto, supremo. Antes, são janelas para outras visões de mundo. Eu absorvo e uso aquilo na medida da qual acho válido.

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  2. Cada dia mudo mais e mais. È dificil de acreditar até pra mim mesma.

    http://maresdetristeza.blogspot.com.br/

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  3. Ser algo, estar algo, dificilmente as duas coisas se descolam. No frigir dos ovos tudo está dentro de nós. Certamente há coisas que compõe nossa personalidade e outras são as experiências de vida, mas quando estas se tornam em resultado das tais experiências então passam à orbitar de tal forma nossa essência que distiguí-las uma da outra é tarefa sangrenta.
    Ser feminista, ser isso ou aquilo, é algo fundamental, mas infelizmente com o tempo isso se empalidece, e pq? pq isso são posturas que tomamos diante da vida em seus vários aspecto, coerentes ou equivocadas essas posturas denotam que estamos vivos, pensantes, alma pujante. Ao passo que envelhecemos nossa alma cansamos de tomar posturas (interna ou extenamente), simplesmente secamos, deistimos mesmo. Nos acomodamos no que já temos ou conquistamos e nos acasulamos. Muitos de nós nos enganamos dizendo que estamos mais serenos, mais sábios e tolerantes. alguns até estão, mas são poucos, a maioria apenas se cansou e empalideceu, está deixando a vida passar, escorrer entre os dedos. Posturas são sempre mutáveis, tem de ser assim mesmo, afinal estamos em insessante movimento, isto posto, o fato é que sempre estamos exergando a paisagem sob óticas diferentes, querendo ou não.
    Deixe a janela aberta, sempre, e observe e cante o que vê.

    ps.: o novo layout do blog ficou lindo. Ainda bem que consigo agora comentar nos blogs, meus comentários não eram aceitos em nenhum blog por um bom tempo, simplesmente nao computavam (?) mistérios....

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  4. Se eu pudesse viver, queria viver uns 700 anos. Textos grandes geralmente costumam ser pacificadores. “Há um chapéu grande/ alguém é o proprietário deste chapéu/ proprietários de grandes chapéus tem grandes cabeças/ pessoas de grandes cabeças tem cérebros grandes/ pessoas de cérebros grandes são intelectuais/ o proprietário deste chapéu é um intelectual.”
    Existe um conflito de pensamentos em mim... É como se jogasse cimento em pó na minha cabeça. Eu quero que você faça um texto sobre o que você acha sobre pessoas serem melhores que qualquer animal.

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