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domingo, 12 de agosto de 2012

O meu privilégio não representa a realidade (Sobre privilégios simbólicos e Cotas)



Lembro-me como me senti ofendida quando disseram que eu era uma privilegiada. Óbvio que eu, você, tantas pessoas sofremos  uma ou mais vezes na vida discriminação por algo, por um grupo.
Acontece que notando ou não, infelizmente, nessa sociedade em que vivemos, eu sou privilegiada em alguns aspectos. Por ser branca. Pode parecer pouco,fantasia, mas não é. Basta olhar 3 minutos de comerciais na televisão e você verá a grande vantagem (ou melhor, agrande discriminação que o negro passa) que um branco tem, e isso se vê até na forma como os mesmos são representados.Por ser magra: Já sofri muito por conta de ser magra de mais, já ouvi muito tábua, seca, anoréxica. Hoje sou uma magra não tão magra assim, mas ainda assim, magra. Acontece que a vida de uma pessoa gorda é obviamente mais difícil, começando pelo básico: a falta de roupas que lhes sirvam e que sejam da mesma forma, do seu gosto. Ouvir o tempo todos que você está doente, que ser gordo é feio, que “é gordo por que quer”. Por ser hétero:  Jamais serei espancada na rua por beijar meu namorado. Jamais precisarei de uma passeata para exigir meu direito a um casamento, meu direito a simplesmente ser vista como uma humana, entre tantas outras coisas.Infelizmente, em nossa sociedade esses fatores tão pequenos podem ser considerados um privilégio pela fato de você não ter que passar por uma série de discriminações, muitas vezes, nem tão evidentes.
Contudo, tenho dois fatores que me “desmerecem”: sou pobre e sou mulher. Ser pobre em si já te veta de um milhão de diretos e oportunidades. Você tem que se matar pela sua saúde, pela sua educação, pelo direito de entrar em uma universidade pela porta da frente. .Sendo mulher, eu luto DIARIAMENTE para provar que eu MEREÇO respeito! Tenho que estar alerta o tempo todo para não ser alvo de assédios, tenho que ouvir discursos de ódio, piadas machistas, nojentas,  tenho que andar com medo nas ruas, pois posso ser julgada por estar tanto vestida de mais quanto não vestida.
Passando por essa questão dos privilégios, mas sem sair dela, passemos a questão central desse post:
Algo que andei discutindo com uns amigos foi essa nova implantação de cotas para quem é de rede pública em Universidades públicas, que é de 50%. Ao mesmo tempo em que eu acho essa medida VERGONHOSA e que eu saiba que ela tem grande chance de gerar ainda mais segregação, eu acho essa proposta válida, muito mais que válida. Porque? Porque temos uma dívida HISTÓRICA com esse país, sobretudo com os pobres,  a quem são negadas tantas oportunidades. Creio que sim, Universidade Pública deve priorizar alunos que vieram do Ensino público. E mais, essa forma como o vestibular é apresentado, com educação bancária, onde apenas se acumula conhecimentos gerais , mas não se aprende, não se desenvolve habilidades, deveria ser urgentemente banida! Há pessoas competentes tanto em escolas públicas quanto particulares, mas o aluno que teve o privilégio (que não é motivo de vergonha, muito pelo contrário, pois você teve esse privilégio) de estudar em uma instituição particular (e comprometida, claro, nem todas são) está irrefutavelmente a frente daquele que estudou em classes pingando, sem cadeiras, sem professores e etc.
Estudar não é mérito, estudar é um direito! Não é normal, embora muitos vejam assim, você ter que passar 2, 3, 4, 5 anos estudando para passar em um vestibular. Normal seria se todo o seu aproveitamento e desenvoltura escolar fosse levado em conta, assim como suas habilidades e seu interesse pelo curso ou área que pretende cursar. Há ótimos alunos na rede pública que sabem muito bem o que querem e se desenvolveriam muito bem no curso (isso de que o ensino da universidade pública cairia por conta dos cotistas é uma piada!!), mas que são barrados por que não aprenderam álgebra, química, biologia. Eu mesma não tive filosofia, NUNCA VI NADA DE GENÉTICA na escola! Mas sei que meu desempenho no curso não dependeria disso, assim como o de tantos outros.
As cotas não são a solução, mas é um paliativo emergencial. Obviamente que o que mudaria nosso cenário seria o investimento na educação desde sempre, mas quanto isso irá demorar para dar resultado?  50, 100 anos? Como as pessoas acham que, por um passe de mágica, 500 anos de desfalque social e econômico seriam salvos em décadas?
Há a questão do esforço, do interesse do próprio aluno? Certamente há, isso tanto na rede pública quanto particular. Mas há também a questão de interesse político, onde dificultam como podem a entrada do pobre, do negro, do marginal em uma universidade, deixando-o cada vez mais a margem da sociedade. Isso é uma maneira de manter quem esteve no poder SEMPRE no poder, já que elitiza as vagas, quando estas deveriam ser popularizadas.Se continuam alegando que entrar no vestibular é apenas questão de esforço, que a prova é difícil mesmo, então eu exijo que todos tenhamos, desde a pré escola, um ensino que nos possibilite lutar de igual para igual! Assim, nem as escolas particulares serão necessárias, pois teremos uma educação descente para todos os brasileiros e todos poderão competir, com as mesmas armas, por uma vaga. Aí sim veríamos quem se esforça de verdade.

Uma outra pessoa que tem um texto legal sobre Cotas é a Fernanda Sobrinho.

Esse ótimo texto do Blogueiras Feministas trata  das questão dos privilégios.

P.S: O texto estava muito confuso antes, pois cm disse anteriormente, o escrevi de madrugada e com muito sono, mas senti necessidade de falar sobre isso. Já dei uma ajeitadinha nele ^^!

EDITANDO!

E agora, o maravilhoso texto Isso não é sobre você! leiam, please!

EDITANDO:

Mais um texto ótimo!Esse do Ativismo de Sofá.


29 comentários:

  1. Argumentos perfeitos, Day, e o seu texto está muito bem escrito, o sono e o horário avançado não te atrapalharam. :)

    Concordo com tudo que você disse. Sou também à favor das cotas, não sei se também à favor da obrigatoriedade dos 50%, porque daí já acredito que fere a autonomia das universidades públicas e acho que esse número poderia ser variável de acordo com a realidade na qual a universidade está inserida. Convenhamos que, dependendo da região do país, o aluno de escola pública tem mais ou menos chances de acesso à Universidade. Conheço a realidade do Sudeste (onde nasci e moro hoje) e conheço a realidade do Nordeste (onde morei por 8 anos), e as realidades são díspares! Arrisco a dizer que um aluno de escola pública do NE não sabe metade do que o aluno do SE... A desigualdade social entre regiões, obviamente, reflete na educação. Por isso acho que a taxa de cotas poderia ser variável, poderia ser decidida pela Universidade em questão.

    Mas fora isso, sim, sou a favor, claro! E também sou a favor que, junto com as cotas, venha a melhoria do ensino público de um modo geral. É triste acompanhar a luta dos professores (sendo eu [e você também, acho] também professora, ainda que não atuante no momento) e ver o descaso total do nosso governo para com a educação. Espero viver para ver o governo que vai ter peito para priorizar a educação dos nossos cidadãos!

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    1. Lorena, não tinha pensado nisso que vc disse, sobre a cota ser variável de acordo com o Estado na qual é implantada.É verdade, obrigada por acrescentar ;)!

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    2. Ah e sim!Sou professora de Artes!Mas atuei mais em Museus, cm educadora.

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  2. Muita palavras sem fundamento e com críticas mais óbvias existentes na face da Terra!
    Um texto onde uma garota reclama por ser magra, e que de uma forma preconceituosa diz "sou hétero"... "Jamais precisarei de uma passeata para exigir meu direito a um casamento", o que você quer dizer com isso?????
    Um texto cheio de clichês, chavões, mimimi, mais do mesmo, e sem uma crítica construtiva em relação a cotas.

    Ai internet, você me mata!


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    1. Fazendo Aloka no blog dos outros ¬¬. Vergonha alheia mandou um beijo!Se vc faltou na aula de interpretação de texto, eu é que não estou aqui pra isso =).

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    2. Ah, só te respondendo óbvio, mas tenho dó de deixar pessoas no vácua: Eu não reclamei por ser magra, senhor analfabeto funcional!Eu ,pelo contrário, disse que estou em uma situação de vantagem por conta disso em nosso ncontexto social.
      ""Jamais precisarei de uma passeata par
      a exigir meu direito a um casamento", o que você quer dizer com isso?????"
      Precisa desenhar?

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    3. ""Jamais precisarei de uma passeata par
      a exigir meu direito a um casamento", o que você quer dizer com isso?????"

      Isso foi uma frase de "crítica" alguns "grupos" da sociedade que, infelizmente, necessitam de fazer passeatas para conseguir "DIREITOS HUMANOS" (por incrível que pareça, nos dias de hoje).


      Sim, o texto está confuso! Ideias misturadas (sim, repassei sua "opinião" para umas cinco pessoas e todas reclamaram da falta de objetividade).
      Confirmando a minha tese de que seu texto está confuso e sem objetividade nenhuma: "P.S.2: O texto pode parecer meio confuso (e está mesmo) pq o escrevi de madrugada (...)"


      Uma dica para suas próximas construções de "texto": http://suicidiovirtual.net/dados/lerolero.html


      Professor Pasquale, daqui da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, te mando lembranças.

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    4. kkkk!Ok então!Obriagada poor ficar tão preocupado com a objetividade do meu texto. Vlw pela dica, seguirei.
      Agora faça o favor de ir viver sua vida, vai!

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    5. Dei uma ajeitadinha nelem vossa excelência!Embora creia que ainda não esteja do seu agrado. mas vc teve razão em me apontar o erro "passeata por casamento", embora eu tenha usado isso cm um simples exemplo e saiba que a parada gay trata muito mais que isso, mas vc esteve certo nessa colocação.
      Professor Pasquale mandou um beijo?Mande outro pra ele quando o ver ;*!

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    6. Sim irei viver minha vida, mas isso não me impede de acessar o seu blog ;) ah, essa internet no Brasil, livre!

      claro que fico preocupada com os textos, é de tamanha importância existir objetividade em qualquer texto que irá produzir, até mesmo em receitas de bolo!

      Pasquale disse que vai visitar se blog com mais frequencia.



      Abraços

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    7. A vontade!Só peço que da próxima vez não venha com 4 pedras na mão, pois vcc é bem vindo!Pode criticar e discordar a vontade, não me importo, agradeço e uso as críticas (a sua mesmo eu usei), só peço que venha no intuito de partilhar e acrescentar, não no de querer diminuir, ok ;)!
      Mande um abraço pro Pasquale e diga que ele tbm é bem vindo aqui!

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  3. Acho que os assuntos estão meio misturados...
    Discriminação, cotas, bolsas.Enfim.

    Sou negra, sou mulher, cresci na periferia e estudei em escola pública.
    Nunca sofri discriminação que eu tenha notado. Mas não me sinto melhor por isso, pq sei que o preconceito existe.

    Sobre preconceito:

    Por um bom tempo o negro se sentiu inferior e se auto discriminou, hoje ele reconhece o seu valor como ser humano, o mundo reconhece a sua beleza pq ele aprendeu a enxerga-lá tb. O mesmo acontece com as mulheres, os homossexuais e etc.


    Sobre as cotas:
    Minha opinião aqui http://moscapalpiteira.blogspot.com.br/2012/05/todos-iguais-uns-mais-iguais-que-os.html

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    1. Oi Fe, está td meio misturado mesmo, eu comecei escrevendo sobre algo e fui parar em outrro.Estava a noite e eu fiquei com sono,rs.
      Ah,já havia lido seu texto e ele está ótimo!Vou linká-lo ao meu como um complemento,ok?

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  4. Dayane.. sabe eu entendo que ser branca e ser hetero pode ser considerada privilegio em nossa civilização, mas atualmente na pós-modernidade, classe social é um problema. A mulher pobre sofre bem mais com as desigualdades de genero do que uma Val Marchiori ou Lili Marinho da vida. No meu ponto de vista a questão de classe é fator determinante para as desigualdades sociais. Mas com isto não nego a existência de preconceito racial no Brasil, ele existe e é evidente. Hoje mesmo li um texto em que uma bem sucedida executiva nova iorquina criticando a dupla jornada porque não pode jantar com seus filhos, enquanto tem outras que nem vê os filhos de tanto que trabalha para dá o melhor para eles e ela preocupada com as lambidas de gata burguesa que vai na prole antes de dormir.

    é por tudo isso , por ver que a pobreza é o grande problema de atingir uma maior igualdade de gênero e de raça que sou a favor das cotas. É como vc disse será que termos que esperar até os problemas da escola pública se resolver para que as crianças mais pobres possam ter acesso a universidade? Claro que não, e as cotas enquanto medida emergencial surgiu para atender esta demanda e ajudar estas pessoas a chegar no mercado de trabalho.

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    1. Sim Lane, concordo, com tudo isso, a desigualdade social ainda é o pior vilão!

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  5. Dayane,

    As cotas sao um tema confuso para mim.

    Estudei em escola particular, meus pais eram de classe media, e minha mae já fez varias horas extras pensando nos meus estudose no meu futuro,
    No entanto, nunca fomos uma família rica,
    Além do que , nao sou gordinha, sou branca e sou hetero, ...portanto, teoricamente privilegiada... Mas sabe que sofri muito na escola, porque eu usava um óculos bem fundo de garrafa( dez graus,esta em uns dois e meio depois da cirurgia que fiz em 2002, com 28 anos), era xingada de feia e nunca tive uma paquerinha sequer na época, quanto mais namoro.
    Eu era uma das primeiras alunas da classe e passei direto, sem cursinho,em uma faculdade publica de medicina,
    Se tivesse cotas naquela época, fico imaginando, ter sofrido tudo o que sofri na escola, tudo o que meus pais trabalharam , e teria sido em vão, pois eu poderia nao entrar,
    E meus pais nao poderiam pagar particular, pois medicina e um curso muito caro,
    Enfim, sei que o meu motivo para nao ser a favor das cotas e um motivo egoísta, sim,porque pensei em mim e no meu sofrimento,que inclusive foi maior do que o de pessoas de classe baixa, ou negras, que conheci, e nao passaram pelo que passei( ou se foram discriminadas nao vi e nao percebia,pois era muito reclusa naquela época)
    Hoje nao tenho filhos, portanto qualquer argumento sobre cotas seria indiferente se fosse levar em conta só o meu lado, pois já sou formada, já tenho trabalho e nao tenho que me preocupar com isso.
    Mas acho interessante ler seu ponto de vista,porque vc argumenta com respeito, e nos faz pensar no outro lado, no seu,naquele que eu nao vivi,
    Num debate, procuro nao entrar me achando a dona da verdade,mas também para ampliar meus horizontes que podem estar estreitos n momento.
    Enfim, levando em conta o que eu falei, o que vc acha de melhorarmos o ensino publico e nao ficarmos só no conformismo" Ah, o Brasil e assim mesmo e Enqto isso vai dando um jeitinho aqui"... Porque sofrimento, preconceito, muita gente já sofreu,muita gente já foi excluída do grupo onde conviveu,inclusive eu, há muitos anos,
    Sei que meu motivo e bem egoísta, pois só estou pensando naquela menina de 18 anos que fez o que podia pra passar no vestibular do curso que escolheu, estudar onde queria, e calar a boca de um monte de gente que me dizia que eu nao ia conseguir...
    E entendo seus motivos, ;))
    Vamos trocando idéias, gostei de alguns posts seus e desse também,
    Ps: uma sugestão, se receber comentários mal educados, nem aprova,,,." acho" que sou mais velha que vc( 38 anos), entao dica de quem e mais velha e já passou por isso: nem aprova nem responda aos comentários mal educados,..vc parece ser uma garota muito legal, nao vale a pena,,,;)) beijos!!!!
    Se quiser, visite meu blog. Nao lembro se abri meu perfil do bloguer ao publico, se estiver fechado me avisa que eu reabro pra vc me visitar e nos conhecermos melhor;)) beijos



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  6. Oi Maria!
    Fiquei muito feliz com seus comentários aqui!pessoas cm vc me fazem ver que frequentar o blog da Lola, mesmo ás vezes atraindo trolls e "recalcadas",rs,vale muito a pena!
    Eu entendo perfeitamente vc! Não se sinta "culpada" ou egoísta por pensar assim, de maneira alguma!Esse texto tv muito mais recheado, inclusive falo desses fatores tbm, de discriminações que sofremos ao longo da vida mesmo não sendo dessa parcela mais marginalizada. Eu tbm já passei e cm disse no texto, já sofri MUITO MESMO por ser magrela!Não foi um jeitinho de "ai, sou magra", eu sofri mesmo!Com meu cabelo tbm, já cheguei a arrancar meus cabelos pq falavam que ele era "ruim".Tbm entendo o fato de td o esforço seu e da sua mãe e parabéns por ter ingressado no curso =D!
    Quando digo privilegiada, digo no sentido de não passarmos por discriminações que podem levar a morte, cm os gays, a perca de um emprego, cm o negro, a ser vista cm ridícula e mal cuidada, cm com pessoas que são acima do peso,etc.
    Cm eu disse, tb não acho as cotas legais, mas acho necessárias, pq o ensino público fiCA MUIIIIIIIIIITO atrás do particular, sabe =/.Cm disse, é uma dívida histórica.Eu mesma fui aluna do PROUNI, não fosse isso, eu ainmda nao teria feito faculdade, pois nao tinha condições de pagar e nem tinha conhecimento suficiente pra passar em uma publica, pelo pessimo ensino que tive na escola.
    Mas com totaç certeza, certeza absoluta, o investimento em educação de nível básico deve ser feito junto com essas cotas, q devem ser mesmo EMERGENCIAIS, só para desafogar um pouco a situação injusta em que vivemos.

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  7. Ah sim, eu vou começar a nao aceitar pessoas mal educadas mesmo,mas ás vezes aceito pq o comentário é tão absurdo 9cm a senhorita aí de cima) que exponho só pra pessoa passar vergonha =P!rsrsrsrs.
    Visitarei seu blog sim, com certeza ^^!

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  8. sou contra cotas raciais e ainda estou pensando sobre essas cotas para aluinos de universidades publicas
    esse tipo de paletivo é remendo, a situação tem que ser alterada a partir de agora na forma como educação é passada para as crianças, enquanto a clsse media de escola particular sai pronta para o vestibular temos anos de ingles em escola publica apenas com verb to be

    de que adianta beneficiar os negros e deixar a porcentagemn pobre branca da população sem o beneficio, isso é desde o inicio quando supostamente libertaram os negros e eles foram inflar as favelas, que governo tera capacidade de mudar algo? o povo é omisso , o governo uma piada


    melhor texto do dia em blogs hoje foi o seu

    prazer aquiles

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  9. Que tiempos los que vivimos. La palabra clave para que el mundo empiece a cambiar es RESPETO por el prójimo. Ya es hora de construir un mundo mejor.
    Saludos
    David

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  10. Gosto de comentar. Em seu blog e gosto de seus comentarios.tudo em Paz...

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  11. Nao pude deixar de voltar aqui para dizer uma coisa: esse texto que vc recomenda, " esse post nao e sobre você" , ao contrario do SEU texto, eu nao gostei,por que? Porque esse outro texto me soa muito agressivo,muito intolerante, muito preconceituoso e cheio de ódio nas suas entrelinhas,
    vc, Daiane, argumentou super bem, delicadamente expôs s questão do preconceito que EU nao sofro mas que outros sofrem,
    E eu pude me colocar no seu lugar, no lugar de tantas outras pessoas que sentem o mesmo,que nao puderam ter a oportunidade que eu tive,
    Mas, nao posso aceitar um texto como esse outro, em que coloca a " classe media branca" como " vila", causadora de todos os males e diferenças sócio econômicas,Nao acho legal estimular uma luta entre classe media e classe baixa, pobre, sendo que as duas classes poderiam se unir, pois ambas sao vitimas e reféns de um sistema político e econômico, quem detém o poder esta muito acima de nos, muito acima da classe media,
    Alias , me parece que o objetivo final de algumas pessoas que detém o poder e exatamente esse : estimular a luta entre classes que nao deveriam brigar,
    Nao conheço os pais de ninguem pra dizer se o favelado , a empregada domestica, o lixeiro , trabalhou mais ou menos que meu pai, mas meu pai trabalhou como delegado de policia, por mais de trinta anos,nao tirou muitas licenças a que tinha direito, deu muitos plantões de madrugada, e ate ameaça de morte já recebeu, e dai??? Essa autora vem dizer que os pais de fulano e sicrano trabalharam mais que meu pai?? Nao tem nada aver!!!
    Eu nao sofri o que muitas pessoas pobres sofreram, sim, mas em compensação sofri a adolescência inteira procurando me encaixar num padrão, sofria bullying, era xingada de feia, etc, e tinha INVEJA de quem me dizia que vendia trufas pra poder sair com o namorado, porque pelo menos essa pessoa tinha um namorado com quem sair, e eu, ficava mofando em casa, porque tinha vergonha de mim, de sair lá fora e de ser motivo de gozação nas festas,
    Bem, essa história de cotas acabou tendo um lado ruim pra mim, ficou parecendo uma competição, " vamos ver quem sofreu mais, quem sofreu menos, pesar numa balança e dar a vaga pra quem estiver com o ponteiro mais baixo"- bem,fiquei pensando por muito tempo se depois de tudo que sofri na escola, se ainda ia sofrer tendo que " dar a minha vaga" para alguém que tirou uma nota menor,
    Eu passei em medicina, numa estadual, sem cursinho, a única aluna da turma daquele ano que conseguiu isso, e calei a boca de todo mundo que nao acreditava que eu conseguiria,
    Hoje, depois de ter visto muita coisa, e superado muita coisa,estou abrindo minha cabeça para as cotas sim, estou saindo da " zona de conforto" , de pensar só no meu umbigo e estou começando a entender que nao se pode achar que seu problema e seu sofrimento e maior de todos, como eu achava que era o meu,
    Acho as cotas, no entanto, um tapa buraco,quando na minha ( humilde) opinião as escolas publicas só nao sao melhoradas porque nao há vontade política nem interesse que a população aprenda...e isso nao acho que exclusividade de um governo, mas de todos,
    Enfim, tenho pensando muito sobre isso, e adorei o SEU texto,.mas nao acho que e um texto agressivo,preconceituoso, que rotula a classe media( da qual faço parte) como um vilão,dizendo que nao se comove com nossas lagrimas, e que fará mudar o panorama para melhor,( nao sei se me fiz entender aqui)

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  12. Segue, porque meu comentário ficou extenso: enfim, acredito que para todos se entenderem e viverem bem em sociedade, e preciso que um se comova com as lagrimas do outro, sim,que o texto seja sobre todos nos, que somos pobres( no sentido de nao poder pagar uma faculdade cara), que nao somos ricos,e que devemos nos aliar, compreender, ter empatia pelo outro ao invés de sair escrevendo coisas agressivas sobre o sofrimento de quem você nao conhece, como a autora desse outro texto fez,
    Um amigo também me indicou esse texto, e disse a ele que nao goste, pelos mesmos motivos que estou dizendo aqui a vc,

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  13. Finalizando meu comentário aqui, em tres partes, porque meu computador ficou maluco e nao consigo por tudo na mesma caixa de texto,enfim, parabéns por escrever tao bem e tao delicadamente sobre um tema polemico, sem ser agressiva como a autora do outro texto que vc indicou,Essa a minha opinião;)estou abrindo minha cabeça com relacao ao tema, como já disse,!!!

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    1. Muito obrigada pelos coments, Maria Valéria!Eu entendo bem seu ponto de vista e tbm não gosto disso de colocar a classe média cm sendo vilã. De certa forma, eu tbm sou classe média, já que cursei uma faculdade, meu pai tem um automovel, velhinho e usado,mas tem, tenho computador,etc. Tbm não vejo mal algum em alguém ser esforçar e trabaçlhar muito para ter o que tem ,eu mes maagi dessa forma. O que me revolta é saber que essa não é a realidade de todos, que muitos tem oportunidades, enquanto outros tem que se desdobrar para criá-las. Todos deveriam ter as meams oportunidades e concordo com vc que não é assim pq o governo NÃO QUER, não pq nao tem condições ou recursos, mas não quer!, já que isso daria oportunidade e consciência para mais pessoas crescerem!
      Cm eu disse, as cotas são emergenciais, contudo, eu sou extremamente conytra o sitema atual do vestibular e o acho elitista, já que as pessoas que conseguiram as vagas são aquelas que tiveram uma oportunidade maior de estudos em conhecimentos gerais que na maioria das vezes, não faz jus se vc é capacitado para exercer ou não a profissão escolhida.
      Eu gostei desse texto que postei exatamente por ele ser agressivo com pessoas que precisam disso, pessoas que infelizmente, tive a oportunidade de conhecer. Pessoas que falaram que com a entrada de alunos de escolas públicas em universidades, o ensino das mesmas iria cair, os diplomas seriam desvalorizados, que disseram "uqer moleza, senta no pudim", que disseram que eu queria "o caminho do mínimo esforço". pessoas que são alienadas ao seu mundinho e que acham que as oportunidades são iguais a todos, exatamente cm o texto descreve. Não é seu caso, não se preocupe!Mas pessoas assim merecem mesmo desse tom agressivo, desse tapa na cara para perceberem que o mundo não é só seu bairrinho, sua famíliazinha, seu umbiguinho, ms que tem gente na favela passando fome, tem negro sendo recusado em entrevista de emprego por ser negro, tem gente que tem o sonho de cursar medicina mas é barrado pq não sabe fazer um cálculo inútil de física, não teve dinheiro pra pagar cursinho, nem escola particular, mas tem potencial e vocação para o curso.
      Estudar não deve ser encarado cm um mérito,estudar é um direito!As pessoas tem que deixar de achar normal ter que virar noites e mais noites para conseguir uma vaga em universidade pública, deve-se abrir a consciência que isso é limitante, é elitizador.

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    2. Assim cm vc, eu tbm sofri muito na adolescência e infãncia por outros motivos, cm Bullying, rejeição, humilhação, depressão que carrego ateh hj. Esses problemas não são menores nem maiores que os que o texto cita, de maneira nenhuma!Eu nao gst muito daquele blog Classe Média Sofre por isso, pq o acho bem preconceituoso e com uma visão limitada sobre o sofrimento humano, as dificulades que cada um enfrenta em seu dia-a-dia ALÉM de seus problemas sociais. Uma vez vi um vídeo lá sendo ridicularizado, sobre uma garota que tinha MUIIIIIITAS espinhas, mas muitas mesmo, ensinando cm disfarçá-las e recebendo elogios de cm ela era generosa por isso, o blog desfez deste seu sofrimento e esforço, a co,locou cm fútil e dondoquinha. Achei isso ridículo, já que cada um sabe pelo que sofre e cm sofre, nossos problemas não são só água, comida e casa, cm diz a música dos Titãs. Mas devemos entender tbm que essa questão de cotas leva em consideração um problema SOCIAL e não individual. Ele se faz necessário pela situação do país. Uma garota pode não passar necessidades econômicas , mas passar emocionais, asssim cm pode tbm passar os dois. Ambos os problemas merecem atenção e necessitam de tratamento.As cotas tratam da questão SOCIAL, o problema emocional tbm deve ser tratado e não é nem um pouco irrelevante.

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    3. Dayane,concordo com o que vc escreveu.esse papo de dizer que " o nível das universidades vai cair" e absurdo.
      Existem conhecimentos, que como vc mesma disse, sao irrelevantes para o curso que escolhemos,tanto que a maioria das matérias do vestibular o que acontece depois? Todo mundo esquece,hoje em dia a moda dos vestibulares e fazer questões combinando duas matérias, as famosas questões interdisciplinares,que acho a maior furada, sabe porque? Porque como li um especialista em educação, esse tipo de exigência no vestibular só faria sentido se fossemos ensinados a pensar e raciocinar assim desde a pre escola e nao e assim que acontece,sabe quem vai acertar essas questões? Aposto que só aqueles alunos vindo de escolas bilingües, etc, de elite, vamos combinar que isso e minoria,

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  14. Oi Dayane, obrigada por linkar o nosso texto! Gostei muito do seu texto, se as pessoas fizessem esse exercício diariamente, digo, o exercício de olhar para si e reconhecer os próprios privilégios, com certeza o mundo se tornaria um lugar mellhor pra se viver.

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    1. Obrigada Flávia! Fico feliz que vc tenha lido o meu texto, já que os textos do Ativismo de Sofá sçao sem dúvida melhores!
      Isso de olhar os p´roprioa privilégios é meio doído tbm. Até uns tempos atrás eu nem era consciente destes e me senti muito ofendida quando o apontaram para mim. Hoje os reconheço e vejo o quao difícil minha vida seria se eu não os tivesse. Gostaria que isso não fosse um privilégio, gostaria que privilégios não existissem.

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