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quinta-feira, 24 de maio de 2012

SLUT WALK_ Não sei se entendi


Editando:03/07/12 - Fiz uma nova reflexão sobre o assunto aqui.


Muitos assuntos tem me incomodado. Na verdade, são os mesmos de sempre, mas eles ressurgem de modos diferentes.
Estou cansada das bandeiras que tenho levantado aqui no blog, mas infelizmente, há sempre um porque a mais para as mesmas sejam levantadas.
Como disse aqui, não me considero feminista. Sim e não, na verdade. Defendo que mulheres merecem o mesmo respeito, o mesmo salário, a mesma dignidade, os mesmos interesses. Defendo que mulheres tenham suas próprias escolhas, que não se deixem levar por estereótipos que a mídia impõe e nem a sociedade. Contudo, é uma ingenuidade muito grande, ou melhor, uma pretensão muito grande achar que  não carregamos em nós mesmas valores e características que já estão enraizadas de mais. Toda sociedade dá papéis a serem cumpridos , todos nós, querendo ou não, exercemos esses papéis. Sou contra esse feminismo que diz que nossas atitudes são puramente culturais e que não há nada de genético em certos comportamentos e atitudes e PRINCIPALMENTE, esse feminismo que diz que a raiz do machismo é ligada unicamente ao sexo masculino, colocando SEMPRE homens como vilões e mulheres como vítimas. Somos todos vítimas de um sistema patriarcal que faz da mulher desprotegida e acuada e do homem bruto e sem sentimentos. Ambos os lados perdem, ambos são massacrado e claro, ambos tem seus privilégios por conta disso. A mulher não vai a guerra morrer por uma pátria da qual ela nem sente amor, o homem não é julgado pelo número de parceiras com quem se relaciona e estes são apenas dois exemplos. Dizer que o machismo favorece uma parte e desfavores outra, pra mim, não é cabível.
Mas bem, nem era bem sobre isso que queria falar. O que eu gostaria de falar mesmo é sobre a tão aclamada marcha feminista, MARCHA DAS VADIAS.
Resumindo o que é marcha: Um Policial disse (não sei em qual país) que se as mulheres não se vestissem como “Vadias” ,elas não seriam estupradas. OBVIAMENTE isso gerou uma grande revolta e com toda a razão! Não é a roupa, não é o corpo, não é o comportamento, não é nada que faz com que uma mulher sofra um estupro. O que causa o estupro é o ESTUPRADOR! Não sejamos também hipócritas de dizer que a forma como nos vestimos não comunique quem somos ou pelo menos queremos aparentar ser, e nem que um decote, uma minissaia, assim como um homem sem camisa, não desperte fantasias e desejos no sexo oposto. Sim, desperta fantasias, desejos, vontades, mas não tá dá álibi para atacar o corpo desejado e possui-lo como se este lhe pertencesse! Nada nunca justificará um estupro.

Pois bem, por conta dessa declaração infeliz, surgiu a SLUT WALK (Marcha das vadias/vagabundas), onde mulheres do mundo todo vão as ruas protestar contra esse tipo de argumento, com cartazes dizendo que seus corpos são seus, que uma relação sexual só deve ser feita se consentida por ambas as partes, que roupa não é desculpa para violência e muito menos para julgamentos. OK, isso eu admiro, isso eu gosto, isso eu apoio. CONTUDO, o que eu acho que a marcha faz, na realidade?
Primeiro o nome “MARCHA DAS VADIAS”, mulheres se auto intitulando “vadias” com a frase “Se ser livre é ser vadia, então somos todas vadias!”. Desculpem queridas, mas eu não me considero uma vadia por ser livre! Acho que ser livre NÃO É SER VADIA e é nisso que acho que a marcha peca: em vez de quebrar o estereotipo e o preconceito, o reforça.
Segundo, não todas, mas muitas mulheres vão vestidas até mesmo com roupas de sexy shop, já vi fotos até de mulheres com os seios expostos. Pergunto-me: Qual a finalidade disso? Pra mostrar que não sou um objeto sexual, me porto como um? Mesma  crítica faço a esse sexismo travestido de feminismo que vemos hoje na mídia, como exemplo, as Panicats: São colocadas com roupas minúsculas, muitas vezes até nuas, colocadas como mulheres burras, falam errado propositalmente, são humilhadas em público. E aí que já ouvi muitas feministas dizendo que elas são feministas. Será? Será que me colocando como um mero corpo, esfregando meus seios em uma tela de televisão, farei com que  meninos (e meninas) cresçam sabendo que mulheres devem ser respeitadas? Aí quando estes garotos forem homens que tratam mulheres como objeto para deleite, em quem iremos tacar as pedras? Neles?  
Terceiro, j á vi muitos cartazes extremamente legais na marcha das vadias, mas já vi muitos escritos “Sou vadia mesmo!” entre outros. Sério que isso fará com que a sociedade nos veja de maneira mais humana, mais respeitosa? Afinal, qual é o fim disso: Ter o direito de ser vadia mesmo e dane-se, ou o direito de não ser chamada de vadia por pensar livremente, expressar-se livremente, exercer sua sexualidade livremente?
Quarto: Quando se fala de marcha das vadias, a grande, mas a grande mesmo, maioria dos homens que vão lá é para ver peito, bunda e encontrar... Vadias!
Eu entendo o sentido da marcha e o apoio, mas infelizmente, acho que a forma como esta é feita, sobretudo no Brasil, um país extremamente machista e hipócrita, é muito ineficaz ao que se propõe.
Se o que vocês querem é quebrar preconceitos e estereótipos, estou com vocês.
Se o que vocês querem é o direito de serem chamadas de vadias, penso que não lutamos então pelas mesmas causas.




P.S: Peço que por favor, quem tiver outros pontos de vista sobre a marcha, me apresentem! Estou aberta a novos pensamentos e até a novas maneiras de ver a marcha. Só gostaria que me apresentassem argumentos contundentes. QUALQUER PESSOA QUE USAR TERMOS OFENSIVOS CONTRA MIM OU CONTRA QUALQUER MULHER nem se dê ao trabalho de comentar! Vou passar o olho e excluir, sérião!

19 comentários:

  1. Na questão do sexismo há uma coisa interessante sobre o assunto que muitas mulheres se submetem porque isto lhe confere poder. A mulher se sente poderosa quando é vista como sexy, linda e arrasa quarteirão por isso é uma visão da mulher e um tipo de comportamento difícil de ser superada.

    O que me aborrece em relação ao feminista é que essa coisa de " sacralizar" o corpo feminina de achar que ouvir um "gostosa" é feio, machista, nojento.Acho já isso um pouco exagerado,afinal tem mulher que gosta, provoca e aceita.. Tudo hoje em dia foi ressignificadoa ou vir este tipo de coisa nem é mais considerado ver a mulher apenas como um objeto decorativo,

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    1. Não vejo nada de mais em gostar de ser vista cm sexy, Lane. Tbm não vejo absolutamente nada de mais em ouvir um elogio pela beleza, pela roupa, mesmo que seja um elogio mais sexual. E acho que isso de querer se sentir poderoso por meio da sexualidade é natural tanto a mulher quanto ao homem. Mas (e não expressei isso bem no texto), é cm vc diz: A mulher que se vestir cm quiser, agir cm quiser, ser cm quiser, mas sacraliza o pórpio corpo.Usa um decotão mas o homem que o olhar, será crucificado!

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  2. Prrmeiro eu tenho que te dizer que adorei o convite de ter vindo aqui, o pessoal da blogosfera já me ver mesmo como uma pessoa que gosta de polêmicas... mas é verdade! E eu fico super feliz de ver que pessoas como você estão abrindo "lutas" como essa. Você sabe que eu gosto de debater, e acho o máximo!
    Confesso que eu já tinha escutado sobre a marcha das vadias, e apesar de terem me dito que era algo feminista, eu nunca entendi. Para mim era algo como uma passeata de prostitutas defendendo o direito sexual. Eu sou do tipo que não gosta nenhum pouco de levantar bandeiras, faz pouco tempo que escrevi sobre isso. E assim como disse com relação aos homossexuais, vou dizer sobre esse assunto. Se agirem como fracos e oprimidos, serão tratados como fracos e oprimidos. Atitudes no dia a dia valem mais do que passeata de circo no meio da rua, que ao invés de conscientizar as pessoas, deixam elas ainda mais confusas. Pra mim essas marchinhas são horríveis, ridículas, bizarras. Só vai dizer que elas são mesmo vadias. Acredito que existem outras formas, e inteligentes, de debater esse e qualquer outro assunto. Informativos, palestras, divulgação na internet e na mídia... tantas coisas! Se continuarem transformando problemas sérios em circo, o mundo nunca vai melhorar. Continuará a mesma merda.
    Gostei da sua forma de expressar ;)

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  3. Já faz um tempinho que tenho acompanhado essa Marcha das Vadias. Tudo tem seus pós e contras, como vc mesmo disse > Vadia(s) < é um termo forte. Vadia significa : "Mulher desocupada ou que não quer se ocupar. Relativo ao verbo vadiar"
    Será que essas mulheres protestando a tal liberdade são todas vadias?

    Sei lá viu.

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  4. Sou a favor da marcha, como você disse, se for para mostrar os reais valores das mulheres, mas não para nos tacharem ainda mais como vadias.
    Acho que toda mulher, assim como todo o homem, tem o direito de se vestir como quiser, mas quanto as atitudes já não posso dizer o mesmo. As atitudes das pessoas é que as definem como vadias, put*as ou sei mais lá o que.
    Essa "Marcha das vadias", por exemplo, não é digno, pelo menos pra mim, de ser vista como uma defesa das mulheres, não pelas roupas que elas usam, mas simplesmente pelo nome da própria assim como os tais cartazes que você citou em seu post. Como posso ir às ruas lutar contra algo e durante esta luta acabar concordando com o meu "inimigo"?
    E só mais um comentário a respeito das panicats: antes eu entendia aquelas mulheres ali com outro significado, mas agora eu vejo que realmente elas só estão ali pra fertilizar ainda mais a mente dos homens e aumentar a audiência do programa.

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  5. MTT BOM!
    Vou fazer um novo machismo para os homens que não querem ser vistos como pegadores, machos reprodutores, insensíveis, superiores, etc..
    Vamos ser contra o feminismo que generaliza, afirmando a potencia da sociedade que nos força a viver aquela mesmice histórica de "Macho"!!!!
    É brincadeira isso kkk

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  6. amei!
    o importante é isso, nem concordar nem rejeitar tudo o que nos é oferecido, sem nem ao menos pensar. a marcha das vadias está sendo oferecida como uma possibilidade de expressar o repúdio da violência contra a mulher. isso é lindo! mas eu vejo TANTAS contradições nisso. por exemplo, eu conheci algumas meninas da organização da minha cidade, feministas declaradas, muitas delas gays. elas, nas marchas, vão com roupas provocantes, mas no dia-a-dia se vestem como os homens; carregam frases de igualdade entre os sexos, mas vivem usando um discurso sexista sobre homem não prestar pra justificar sua 'opção'sexual; gritam dizendo que a mulher deve ter o direito de se vestir como quiser mas sempre estão julgando as piriguetes e similares.
    na cidade em que eu estudo, percebi que as meninas da organização estão mais preocupadas em mostrar que existe um movimento de mulheres na cidade, e não em realmente combater a violência contra as mulheres.
    sei lá... sempre tem um lado bom nas coisas, mas as contradições que eu vejo (talvez por ser crítica demais) me fazem não levar todo esse tipo de "barulho" a sério
    :)

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  7. Oi Dayane,

    acho que você ainda não me conhece... rs. Te conheço do blog da Lola, sempre lia seus comentários lá e fiquei triste quando você "sumiu". Nem sempre concordava com seus comentários, mas gostava de ver você por lá, justamente por sua postura aberta, por sua vontade em ouvir o outro ponto de vista e aprender com o outro. Te admiro muito por isso!

    Achei bastante oportuno ver que o post mais atual do seu blog é sobre a Marcha das Vadias, e como você pediu que, caso tenhamos um posicionamento diferente, que fosse postado, fiquei com vontade de responder. :)

    Eu fui na Marcha no sábado, aqui em BH. Antes de ir, eu já sabia sobre o que se tratava e apoiava, sabendo que é um movimento pelo fim da violência contra a mulher e contra o machismo. Ainda assim, confesso pra você, também era reticente com o nome e com o fato de algumas manifestantes irem sem camisa ou com pouca roupa. Mas estava com a cabeça aberta, para chegar lá e ver como essa situação era abordada. Pois eu fiquei muito feliz em ver como as próprias pessoas de dentro da marcha, e as de fora também, das ruas, compreenderam perfeitamente sobre o que se tratava! A nudez não era vista como exibicionismo, mas como forma de protesto, como um grito de "esse é o meu corpo e ele é meu". Sim, claro que houve homens que fotografaram as meninas sem blusa e que ficaram falando besteira, mas acredite, foi a minoria. A maioria dos comentários contrários, negativos, machistas que eu vejo a respeito é de quem não estava lá, de quem não viu a marcha passar. Quem estava, entendeu!
    Sobre o nome, agora me sinto mais a vontade com ele também. Primeiro porque vadia não é um termo que deve ser NUNCA usado para denegrir uma mulher (assim como puta, vagabunda, piranha - tinha uma moça com um cartaz assim "Piranha é peixe. Eu sou MULHER", lindo). Aliás, nada de cunho sexual deveria ser usado para rebaixar ser humano nenhum, porque é tudo fruto do machismo. Chamar uma mulher de vadia porque ela é livre, ou porque quer ser livre (não apenas sexualmente, mas já parou pra pensar que não somos livres nem pra ir e vir?? Que nós todas enfrentamos assédio praticamente todos os dias, e isso independente de que roupa usamos, e que por isso nós mesmas nos podamos MUITO, por causa do assédio alheio?), é a mesma coisa que dizer que nós não podemos ousar ser o que quisermos, andar como quisermos, nos vestir como quisermos, transar com quem quisermos... Porque mulher que faz isso (que é livre) não merece respeito (é vadia). Então se apropriar do termo foi uma forma de desconstruí-lo. Acho que uma vez que encrencamos com o termo vadia é porque temos estabelecido, nos nossos pré-conceitos, que existe um tipo de mulher que se "enquadra" nesse xingamento, né? Agora se lutarmos pra desconstruir a ideia de que uma mulher merece ser chamada de vadia, por algum motivo, é mais fácil entender o porque não é insultante dar esse nome à marcha. Não existe um tipo de mulher que "mereça" ser chamada de vadia, porque vadia pode ser qualquer uma! Eu posso ser chamada de vadia porque sou lésbica, ainda que não saia de shortinho e nem de decote (não saio mesmo, não me sinto bem), ainda que não transe com vários homens (ou mesmo mulheres), já que sou casada... Outra mulher pode ser chamada de vadia porque usou batom vermelho, unhas vermelhas, porque gosta de transar, porque gosta de, sei lá, funk, axé, tecnobrega... porque ficou com dois na mesma noite, porque não é mais virgem na noite de núpcias, ou porque é! (daí não seria vadia, né, seria mal-comida, o que não deixa de ser perjorativo... tinha cartazes lá a respeito tb) Porque resolveu trabalhar numa área majoritariamente masculina, porque resolveu posar nua, porque resolveu usar meia arrasão, porque resolveu não esperar o homem dar em cima dela e partiu ela para o "ataque"... Percebe que tudo e qualquer coisa pode ser motivo para a sociedade machista te chamar de vadia?? Por isso o slogan "se ser livre é ser vadia, todas somos!" Me diz se não é verdade?

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  8. (meu comentário ficou tão grande, que eu tive que dividi-lo! Me desculpa!)

    O que a marcha luta, com esse nome, é para que o termo vadia PARE de ser usado para denegrir a mulher, pelo motivo que for. E temos que começar com nós mesmos a parar de chamar outras mulheres por esses termos (assim como pararmos de insultar homens chamando de "gays, viados, bichas" - é ofensivo para os homossexuais e é machista!). Acho também importante falar do respeito... Que é outra coisa que a Marcha bradava a respeito. Tinha um refrão que falava "a nossa luta é todo dia, contra o machismo, racismo e homofobia". Porque os preconceitos são todos irmãos, né? Geralmente um não vem separado do outro... E lá se gritava, se lutava contra todos!

    E como depoimento de uma pessoa que foi a Marcha das Vadias, posso te dizer, vale a pena ir. Vale a pena acompanhar e entender o sentimento das pessoas que estão ali. Enquanto estamos de fora, acompanhando pela mídia ou pelos comentários alheios, não temos noção de como é. E é lindo, é empolgante. Eu vi a passeata ir enchendo enquanto caminhávamos, vi senhoras entrando na metade, com cartazes improvisados, exigindo respeito para elas como mulheres; vi as pessoas aplaudindo e gritando palavras de incentivo das sacadas dos prédios; vi uma senhora de uns 70 anos agitando uma bandeirinha para os marchantes ao mesmo tempo que uma moça se pendurava na janela do ônibus que passava, gritando palavras de incentivo; vi homens, mulheres, crianças, de todas as idades, cores, condições sexuais, marchando juntos, gritando juntos por respeito, e vi as pessoas nas calçadas compreendendo e aplaudindo; vi até um senhor, trabalhador, catador de papelão, batendo altos papos com o pessoal da marcha, trocando ideia, caminhando dentro da multidão e empurrando seu carrinho de papelão... isso ao lado de meninos de saia e moças de seios à mostra. E ele não se chocou. Porque o intuito não era chocar. E mesmo na sua simplicidade, percebi pelo seu comportamento que ele compreendia o que estávamos pedindo. E o que mais me marcou, um homem quieto, sério, que não tinha perfil de estudante muito menos de militante, mas de trabalhador comum, com um cataz onde se lia "STJ Crianças não Consentem", que empunhou seu cartaz até o final, mostrando a todos os passantes, com o semblante fechado, de quem está levando muito a sério a mensagem que portava. Me marcou e me emocionou demais.

    Sinceramente, se ano que vem você puder, vá à Marcha. Vá lá ver com seus próprios olhos o que ela representa. É contagiante, é lindo e é poderoso! E talvez mude alguns dos seus conceitos, como mudou os meus.

    Beijo.

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    1. Poxa Lorena, esse seu depoimento me emocionou de mais!Chega senti,acredito, algo próximo do que vc sentiu!Deve ter sido realmente lindo esse encontro que vc fala. Esatava mesmo epsnsando nisso;N apróxima, acho que iREI pra tirar minhas p´roprias conclusões pois, querendou ou não, só tenho as referências que a mídia me passa. Mas da forma cm vc descreve, deve ter sido mesmo muito bonito!
      Ainda assim me incomoda essa parte das roupas provocantes e seios a mostra. Eu,particularmente, acho que isso reforça MAIS a idéia de que as mulheres sempre apelam para a sexualidade,sabe? Quanto a passeata, ao cartazes e tudo o mais, acho extremamente correto!Vi um cartaz escrito "Eu não vim da sua costela, vc que veio do meu ÚTERO!" e achei isso muito genial!!!!!
      Acho que farei extamente isso, ir dar uma olhada ano que vem e ter uma visão mais concreta da coisa. Muito obrigada por comentar ^^!
      P.S: Eu mesma não concordo com muita coisa que comentava no blog da Lola, kkkk! E não tenho mais medo daquelas fEMISTAS (uma parte que tem lá) doidas e complexadas. Não vou deixar de aprender por causa de meia dúzia de desocupadas.Pra mim aquelas sangue-sugas são piores que os trolls!Aff!

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    2. Ah, sim, por favor, não deixe de participar dos debates lá na Lola por causa de meia-dúzia de sem noção! Falo assim, mas eu mesma não comento tanto, apesar de estar lá todos os dias, lendo. Mtas vezes não comento porque me sinto intimidada, outras porque acho que não tenho tanto a dizer, mas mais a absorver sobre o assunto.
      Ainda assim, gostava de te ver por lá. Se puder, volte. ;)

      Beijo

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    3. Não sei se vc viu, mas já veio uma idiota (q eu acho q sei quem é) fazer um comentario (claro!) anônimo com a intenção de me intimidar. Vc deve ter visto toda a polêmica na qual sem querer me envolvi no post sopbre magreza e racismo, nem preciso ressaltar aqui e nem é o propósito.Mas não serei mais comentariasta assídua não. Aliás ,fui lá mais pra dar um oi pra galera, já que estava com muita saudade de tds. Não deixe de vir aqui tbm, adorei seu blog!Bjos

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  9. Perfeito da Day. Parabéns!
    Voto pela "marcha das mulheres"
    Devemos lutar pelo direito de sermos mulheres, de sermos respeitadas independente de nossas escolhas sexuais, profissionais, ideológicas, religiosas, ou de como nos vestimos. Aplicando se as mulheres o mesmo respeito que devemos a qualquer ser humano.
    Somos naturalmente sensuais, adoráveis, sensíveis, mas também somos fortes,justas,competentes, inteligentes, capazes de liderar e de ser lideradas sem sermos covardes ou fracas.

    Não acredito que se auto denominando VADIA uma mulher possa ser reconhecida como o contrário.Não é mostrando os peitos pelas ruas da cidade que você mostra o quanto é capaz ou digna .
    Quando li o titulo da marcha tudo perdeu completamente o sentido pra mim.
    Fiquei decepcionada.:(

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  10. Olá, Dayane!
    Também senti sua falta no blog da Lola.
    Enfim, eu fico bem dividida em relação ao nome da Marcha e com as manifestantes que tiraram a roupa. Eu sei que tem um contexto, que o nome tem uma explicação e que mostrar o seios seria um ato simbólico para dizer que "não importa se sou vadia, não importa se mostro o meu corpo, isso não te dá o direito de me desrespeitar/agredir".
    Ok, acho isso válido, o problema é que, por mais que a Marcha chame a atenção, pessoas preconceituosas não vão mudar seus conceitos, ou refletir. Vão é usar esses exemplos como prova de que mulheres vadias não devem ser levadas a sério.
    Acho válido que haja críticas como a sua (críticas construtivas, bem diferentes da xingação de alguns), pois um movimento precisa pensar em maneiras de fazer o povo refletir, mudar seus conceitos.
    A minha maior dúvida em relação a eficácia da Marcha é a seguinte: se, por um lado, é preciso ousar para protestar e ser ouvido; do que adianta ser ouvido se as pessoas não vão levar a sério pelo nome da Marcha, ou pela exposição do corpo das manifestantes?
    Eu acho que deveria ser mais ameno, pelo menos no início. Mulheres vestindo roupas normais, com uma Marcha das Mulheres. E os cartazes fariam o trabalho de apresentar os protestos da Marcha. Seria bem mais leve, para acostumar as pessoas e fazê-las refletir.
    O problema é que para fazer isso, todas as manifestantes teriam que agir do modo que a sociedade espera que elas ajam: comportadas e decentes. E isso vai de encontro a um dos objetivos da Marcha, que é o de respeitar mulheres, não importa como elas se vistam/portem. Tenho muitas dúvidas de como proceder, e de qual seria o caminho certo.
    Enfim, assunto muito complicado. Acaba dando dor de cabeça até! Rs.

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    1. Oi Carolina! Eu tbm tenho muito dessas dúvidas. Aliás, o feminismo me causa muitas dúvidas. Mas uma garota disse algo que concordei: Não quero ser machista e nem feminista, mas humanis!Lutar pelo direito e dever de todo e qualquer ser humano, independente de sexo, opção sexual, religião,etc.

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    2. também não vejo como determinado tipo de exposição possa ajudar a causa. por exemplo, os gays, quando fazem uma parada cor-de-rosa, metem-se a fazer ridicularices em cima de plataformas, extrapolando ainda mais o estereótipo, em manifestações sexuais e idiotas, e esperam ser tomados a sério depois disso. É claro, está ali a ideia: não importa como eu seja, apenas aceita-me; no entanto...

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  11. Oie Day! Que bom te ver de novo na ativa!

    :) acho que posso ficar mais feliz ainda depois de ter te incentivado tanto, acho super válido haver a antítese das afirmações, vc é uma pessoa que como disse a Lorena que está apta a aprender com o outro e vc é muito franca! Eu (particularmente) prefiro alguem que discorde francamente de mim do que uma pessoa que concorde comigo para fazer média... enfim, vamos ao texto. Mamilos.

    Te considero aquele tipo de pessoa que é feminista, mas está incomodada com o nome feminista, e sabe de uma coisa? Acho o seu direito e essa sua vontade totalmente válida, tb não curto ai umas feministas xerifas, que vão logo dando carteirada mostrando a estrelinha feminista que elas conquistaram se formando em algum curso de estudo de genêro, (indireta? que nada, cof cof). Mas eu acho que mais pra frente vc irá entender que o termo feminista não tem nada haver com demonizar homens e vitmizar mulheres (embora há feministas que façam isso...), vai perceber que o feminismo tem problemas sim, (tudo que é humano é falho), mas se assumir feminista não vai fazer com que vc assuma ou reafirme estes problemas que vc, na sua visão enxerga. :) são os atos e não as idéias que propagam esse tipo de coisa.

    Não vejo problema algum tb a pessoa se considerar humanista, pq acham machismo e feminismo correlatos. (mesmo pq algumas feministas praticam msm um sexismo às avessas, são tão moralistas quanto homens machistas mas se escondem atrás de uma suposta "critica" - indireta de novo? cof cof....que nada cof).

    Mas é isso, não é pq uma meia dúzia faz isso que significa que o movimento seja assim.

    Sobre a Marcha:

    Não é "errado" ou "machista" usar do rótulo vadia, muitas ali estão justamente fazendo novo significado da palavra, talvez a banalização, de forma consciente ou não é uma arma para quebrar a pejoração da palavra, acho que o faltou no seu raciocínio foi apenas pensar que se as manifestantes ali estivem mesmo para assumir uma condição de "vadia" como o machismo determina elas estariam se comportando tal qual se espera de uma "vadia", (vamos pular essa parte, é muito subjetiva), mas elas estavam protestando, algumas falam "sou vadia msm", elas estão assumindo alguma culpa? Alguma conduta "imoral"? Não, elas estão assumindo uma postura que elas acham válida (comportamental que seja) para justamente propor um questionamento, um choque, imagino que é como alguêm que sofre bullyng, a pessoa diz "sou gorda mesmo e daí?" (só um exemplo), essa pessoa está assumindo que ser obesa é ruim? Não! Tá assumindo uma caracteristica sua e com isso não está exigindo reconhecimento e respeito do outro? É bom refletirmos sobre...

    As vezes o alvo da critica tem que assumir a postura de retrabalhar o sentido da acusação para se ver livre dela, para que o detrator tome ciencia de sua atitude errada (quem tá errado é quem oprime, caso do estuprador), não é a vítima que assume uma postura de defesa (ou ataque, depende do seu ponto de vista...).

    Bem, é isso, espero que vc continue se questionando, acho super válido, acho importante repetir: vc não precisa seguir nada cegamente, construa sua própria visão, é o que vc está fazendo e é super válido e saudável.

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  12. Adorei seus mamilos,Niemi! (ops!)
    Sim,muitas meninas estão resignifcando mesmo essa coisa do "vadia". teve um cara que fez um comentário SUPER LEGAL com a apropriação que os negros dos EUA fizeram do termo Preto e fizeram o Black. Ele fez outra analogia que não me lembro agora.
    Cm disse a Lorena, acho mesmo que irei a próxima marcha pra ver de perto,sabe. Fiz uma crítica com meus "achismos" miiáticos. Claro que continuo não achando legal a super exposição do corpo e penso q isso não faz reflerit não, apenas sexualiza mais. Mas....vi muitos cartazes ÓTIMOs e fotos ótimas das marchas!É isso aí,abno que vem,eu irei \o/!

    E estou na ativa mais ou menos,menina. Mal botei o pé no blog da Lola e já levei pedrada.Eu mudei muito Niemi,não to mais tolerando isso não,viu!Cm disse, não é nada com a Lola, mas com as "cherifas" complexadas que habitam lá.

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  13. estamos metidos numa sociedade hipócrita até mais não, cuja a última invenção foi a dúbia e incerta "politicamente correcto" que todos os grupos, sub-grupos e seja-lá-o-que-for-grupos usa como arma para oprimir os restantes. Uma mulher entra nua numa festa de violadores e não quer se responsabilizar porque "a violação acontece por causa do violador", e não porque teve comportamentos de riscos... enfim, não estou a dizer coisa com coisa. Bom artigo.

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