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quarta-feira, 14 de março de 2012

O Retrato de Dorian Gray- Mrs Dalloway



Disse a vocês que algo que estava me incomodando muito é o fato de não ler mais com tanta freqüência. Acho que minha ansiedade influenciou muito nisso, já que começava um livro, achava algo meio chato e logo desistia e tentava partir para outro. Na verdade, se formos pensar assim, meu ritmo de leitura não diminuiu, eu estava sempre trocando de livros. O que aconteceu é que eu não conseguia terminar livro algum!

Bem, este ano eu conclui dois livros, o que é pouco, mas já é uma pequena vitória. Li O retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde e acabo de ler Mrs. Dalloway, de Virginia Woolf. 


Oscar Wilde, o escritor

Bem, dando uma breve impressão sobre o que achei sobre o primeiro livro: chato! Não gostei e não entendo o porquê desse livro ser tão aclamado!Muito talvez pela época em que foi escrito, cheia de pudores e tabus, mas ainda assim achei que O retrato de Dorian Gray não questiona o “certo e o errado”, pelo contrário, ele emprega o estigma da moralidade, onde quanto mais libertino fosse seu personagem, mais horrendo ficaria seu retrato. Além do que, achei os personagens superficiais e os diálogos cheios de frase de efeito, mas sem sentido algum! Era quase um “bate-bola”, do tipo “diga o que vier primeiro a sua mente!”. Não vi sentido, não vi conteúdo, não vi um porquê. Tirando isso, o livro em essência traz realmente uma grande reflexão: será que somos o que realmente pensamos ser? Será que nossos sentimentos são genuínos ou cheios de  segunda intenções? E se tivéssemos um retrato que refletisse quem realmente somos, como esse retrato seria? Quem você realmente é? Quem você pensa ser?



Virginia Woolf, a escritora


Quanto ao Mrs. Dalloway, de Woolf, apesar de ser um livro sem tantas reviravoltas, sem tantas “frases de impacto”, só posso dizer uma palavra: encantamento! Incrível! A escritora faz uma exploração minuciosa de cada personagem no decorrer de apenas um dia! Ela faz uma viagem reflexiva no pensamento de cada um deles, no passado, nos medos, nos desejos, nos anseios. E é tudo imensamente sutil: Uma hora ela fala sobre Peter passeando pela praça, onde nessa mesma praça se encontra Rezia, então Rezia passa a ser a protagonista, que se entrelaça a história de Septimus que de certa forma, muito se assemelha a Clariça. Não há nada de chamativo, nada de extravagante, nada que te faça ficar “embasbacado”, pois ele trata das sutilezas e das reflexões que se dão a todos nós todos os dias, mas que por nos mantermos anestesiados, quase nunca damos a devida atenção.É um livro cheio de figuras de imagens, de metáforas, de angústia e ao mesmo tempo leveza. Um livro que me pegou, sem dúvida.
Vou aproveitar esse “relaxamento” que o remédio está me dando para tentar ler melhor. Além da sertralina estou tomando um outro para me ajudar a dormir, já que a sertralina me tirou totalmente o sono! Vou procurar desenhar mais também, deixei de pintar... Quem acompanha o blog sabe que a priori, ele deveria ser um portfólio, mas não consegui. Estou pensando mesmo em fazer um outro blog como portfólio para mim, o que acham? Nele colocaria todas as minhas fotografias e  desenhos, sem misturar com o “pessoal’. Beijo a todos!

3 comentários:

  1. Eu também parei O Retrato de Dorian Gray, mas por que estava louca pra ler o livro 2 de As Crônicas de Gelo e Fogo, antes do lançamento da 2ª temporada na HBO.
    Acho que só vou voltar a ler outros livros que não sejam da serie depois que ler os outros 3 que lançaram rs.


    ;)

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  2. Olha, sou um pouco suspeita pra comentar esse post, pois simplesmente adorei O Retrato de Dorian Gray! É, com certeza, um de meus livros favoritos. *-* Isso comprova a teoria de que leitura é algo também muito particular! (Como tudo na vida, né?). Sobre Mrs. Dalloway, fiquei realmente interessada, visto que já tinha ouvido críticas positivas sobre o livro e a autora, Virgínia Wolf. Beijos, ótimo fim de semana! ;*

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  3. Concordo e discordo ao mesmo tempo.
    Adoro Dorian Gray pelo simbolismo, não pelo enredo. Gosto dessa idéia de nossa imagem interna nos parecer feia, deformada, horrenda, esse tipo de coisa. Não me recordo dessas frases de efeito e nem sei se posso comparar, pois li no original (inglês), então não sei...
    Quanto a Mrs. Dalloway acho profundo, poetico, simples - sei lá pura dicotomia. Ver o mundo pelos olhos do narrador é minuciosamente delicioso, como uma imensa rede, uma linha de conexão, no qual cada detalhe é imprescindivel. E a figura feminina? De arrepiar.
    Mas sou suspeita para dizer algo assim, pela minha eterna devoção à Woolf. Leia 'As Ondas' (acho que é isso em português) dela. Adoro, mas pode dar tédio, pra' quem não é muito paciente.
    ps: Putz mano, tu escreves pra' c*cete! Tem uma pá de post pra ler aqui.

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