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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

29ª Bienal de Artes- reflexão final

Ás vezes me sinto uma pouco "fria" em relação aos demais, mas acredito que o que de maior eu levo de toda essa experiência é a de ter aprendido a ouvir e a saber me doar.
Não vi a Bienal como algo eterno, que eu gostaria que durasse para sempre. Claro que amei as pessoas que lá conheci e as experiências pelas quais eu passei, mas sempre vi esse período como um processo de crescimento, de maturação e que seu fim não seria uma tristeza, mas o início de uma nova fase, como se passássemos por um portal que nos levaria a um conhecimento mais íntimo das pessoas, do trabalho, e de nós mesmos. Ficar para sempre na 29ª seria o mesmo que não levar adiante esse processo. Isso digo como uma reflexão particular, claro, muitos não pensam da mesma forma.
Hoje, vejo em mim diversas mudanças, mentais, comportamentais, reflexivas e até mesmo físicas. De fato, a Dayane que entrou assustada e deslumbrada pela primeira vez no porão da Artes, não é mesma que agora me acompanha. Aprendi a ouvir, a esperar, a me doar e principalmente, percebi a responsabilidade que nós, educadores, sejamos formais ou informais, temos com relação a aqueles que lidamos. Me vi em muitos e muitos jovens que por mim passaram, muitos, mesmo chatos, altivos, carentes, os mais difíceis, e me lembrei como eu era naquela idade, o que eu sentia, o que eu sonhava, o que eu esperava e do que eu tinha medo. Refleti o porque de tantas armaduras, tantas auto-afirmações. Tive a oportunidade então, de tentar dar a eles o que senti que me faltou nessa época: atenção, um sorriso, uma palavra compreensiva, e até mesmo uma repreensão, quando necessário.
Fora isso, me vejo hoje muito mais apta a exercer a minha função profissional do que antes, aprendi muito, e a isso, sou extremamente grata.. Confesso que pensei em desistir diversas vezes, pois por mais delicioso que tenha sido o processo, também houve seus dissabores, mas eu sabia que ao fazer isso, estaria fechando com as minhas próprias mãos essa porta que tão generosamente o universo havia aberto para mim. Sou agradecida primeiramente a Deus, depois a Bienal, por ter acreditado em mim, e a mim mesma, por não ter desistido.
Dayane.

4 comentários:

  1. Eu gosto quando você está assim decidida, de encarar os pros e contras.

    Hah, vi o teu comentário, mas os conhecidos para indicar um emprego para ti?

    Fique com Deus, menina Dayane.
    Um abraço.

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  2. Obrigada gata pela visita!
    Seguindo-te!
    Bjs!

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  3. Day,
    Eu não sabia do seu blog. Agora que sei, vou te visitar sempre, pq adorei te conhecer esse ano lá na Oficina, foi uma grata surpresa! Obrigada viu! Vou entrar para ler tudo com calma, mas o pouquinho que vi adorei! bjos

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  4. Fico feliz por suas vitórias e crescimento pessoal.

    Seguir em frente, Sempre!

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