Páginas

sexta-feira, 14 de agosto de 2009



Não fosse o estranho desejo de manter-me em silêncio,explodiria em mil pedaços ao som de mil trombetas distorcidas.
Acredito que eu seja pintada de uma cor tão berrante por dentro,que ela acaba me tornando um ser florescente por fora,mesmo minha palidez exterior se mesclando ao escuro do ambiente. Isso só faz irradiar mais ainda a cor que por dentro grita em mim.
Não que eu seja barulhenta,não que eu seja turbulenta,não que eu seja exorbitante...Mas sou pulsante a ponto de não perceber que as batidas do meu coração estouram os tímpanos alheios.E eis que estes ouvidos é que notam a minha existência.Para mim,está tudo na mais perfeita ordem.Mantenho-me anônima e apática para o mundo,mesmo ele repetindo insistentemente: menos,bem menos...
Já que não tenho eixo,tento equilibrar-me em qualquer corda bamba que cruza o meu caminho. Talvez por isso mesmo,sempre sinta que estou por um fio.Se isso me preocupa?

?

2 comentários:

  1. Acho que todos nós vivemos em algum momento (ou em quase todos) em cima de uma corda bamba...
    Eis a vida!

    ResponderExcluir
  2. Ai, ai, andar numa corda bamba é o destino de todos os seres humanos, mas o negocio ficar ruim quando não sentimos felicidade nesta arte...

    Fique com Deus, menina Dayane.
    Um abraço.

    ResponderExcluir

Olá queridos!
Seu comentário é bem vindo!Pode criticar, elogiar, desabafar, indicar referências, sinta-se a vontade!
Comentários na intenção de ofender serão ignorados!