Páginas

domingo, 1 de fevereiro de 2009



Parece que quanto mais “cresço”,mais dou meus passos a vida “adulta”,mas vai caindo em mim uma consciência de que sou uma mulher,e que isso pesa. Pesa porque seria de uma enorme hipocrisia dizer que pelo fato de ser uma fêmea,as coisas não são mais difícieis. Antes eu não sentia esse peso,não via dessa forma.Acreditava que homens e mulheres tinham os mesmos direitos,agiam da mesma forma,mas agora eu sinto na pele que não é bem assim.
A mulher socialmente não é tão bem vista quanto o homem,muito menos considerada como um ser pensante e capaz de liderar a própria vida. Biologicamente,enfrentamos muito mais problemas,dores. Culturalmente,somos mil vezes mais angustiadas,e com toda essa “revolução” feminina,ficamos perdidas. Aquele comportamento frágil e delicado que tanto nos cobravam,hoje parece ser inadmissível. Mostrar nossas fraquezas é sinal de pouca força,de submissão. Para o homem,mudou apenas o fato de ter que aprender a aceitar essa mulher mais liberada. Para nós,tivemos que desaprender o que já era aprendido,desacreditar em conceitos que por séculos acreditamos.Perdemos o nosso antigo parâmetro e as cegas,fomos caminhando por um terreno desconhecido.buscando uma nova forma de vida,com mais dignidade,mais reconhecimento.Tudo isso seria e é bárbaro,não fosse pelo fato de que buscando novas forças,esquecemos de nossas forças mais anscestrais,mais selvagens,mais enraizadas.
A mulher passou a crer que para ser forte,bem sucedida,teria que abrir mão da força que vem de dentro do seu poder de sensibilidade,de maior intuição.
Passou a pensar que ser frágil é ser “dócil”,que para ter sua plenitude moral,social,cultural,sexual e política,teria que abrir mão daquilo que sempre foi dela por direito:o poder que só ela tem de gerar,de por um ser no mundo.Achou até mesmo que ser auto suficiente é ser sozinha.nega-se a ter um companheiro por achar que isso a fará menos auto suficiente,menos capaz,menos resolvida.
Para conquistar novos,abrimos mãos de antigos direitos,tanto que nessa sociedade atual,a mulher chega mesmo a perder sua identidade.
Não defendo uma postura machista e moralista de que mulher tem um papel a cumprir no lar,na educação dos filhos e que esse deveria ser o seu lugar. Mas defendo e admiro a postura de muitas de nós,que em meio a toda essa pressão da mídia para que sejamos mais poderosas,menos “boazinhas”,mais “bem resolvidas”,entendem-se muito melhor sendo aquilo que elas são e gostam de ser,seja uma dona de casa que tem prazer em cuidar do lar e da família,sendo uma celibatária que se sente realizada com seu trabalho,ou sendo como eu,que ama o que faz,só se entende como gente levando a sério o seu trabalho,lutando por seus ideais,que não vê necessidade de aparentar fragilidade para conseguir algo que com esforço será alcançado da mesma forma,metida em idéias e filosofias “pouco femininas”-como diriam muitos -mas que não abre mão de em seu futuro ter seus filhos em seus braços,um companheiro do seu lado e uma família que a ame e apóie.
Uma vida digna e livre não nos compete a uma vida cheia de regras e opressões. Somos o que somos. Seremos mulheres em nossas casas,em nossos trabalhos,com nossos filhos ou sem eles Essa escolha é nossa!Cabe a cada uma de nós saber qual luva lhe cai melhor,sem necessariamente,nos prestarmos a novos papéis sociais que a mídia praticamente nos obriga a aceitar. Cada mulher é única,cada mulher é singular. Cada mulher tem o direito de defender o que sente,e mais que isso,defender o que é.

6 comentários:

  1. Ser mulher é muito complicado mesmo. Saímos para disputar trabalho fora de casa, mas continuamos com a responsabilidade do serviço doméstico, acho isso uma chatice! Nessa luta pela igualdade a mulher ganhou e perdeu, não sei para que lado da balança a coisa pesou mais. Às vezes tenho a impressão que todas nossas vitórias sociais são armadilhas que nos dão mais trabalho ainda... rs

    Dona de casa eu não quero ser... rs... Odeio trabalhos domésticos. Mas apoio aquelas que resolvem ficar em casa cuidando dos filhos. É uma escolha como outra qualquer. Só acho que os casamentos estão acabando com muita facilidade, e se a mulher não tiver como se sustentar a coisa fica preta pra ela.

    Enfim, é um assunto que faz pensar... rs

    Beijocas

    ResponderExcluir
  2. Eu diria isso de todas as pessoas, não só das mulheres ;)

    ResponderExcluir
  3. ser adulta não é bichu de 7cabeças como todo dizz e julga, e sim eles keremn q ]fracassamos e sofremos maas depende de nós para naum o fazê-lo hhe


    bejoos

    ResponderExcluir
  4. Acho que na verdade temos de achar um ponto de equilibrio, pois é bom para o marido ter a renda da esposa, bem como é bom para esposa o marido participar mais da vida familiar (e as responsabilidades que isso traz).

    Mas no final das contas, nada que uma conversa entre os dois não resolva.

    Fique com Deus, menina Dayane.
    Um abraço.

    ResponderExcluir
  5. Eis aí uma luta antiga, Dayane!!
    Que ganhou força nos famosos Anos 60 e continua bem viva, como se deduz pela leitura de seu post.
    Sou a favor da luta das mulheres, desde que elas me façam um cafuné, de vez em quando hehehe!!!
    Bjoooooooooo!!!!!!!!!

    ResponderExcluir

Sinta-se á vontade