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quinta-feira, 31 de julho de 2008



Não somos obrigados a amar nada,nem mesmo aquilo que a cultura e a sociedade cobra que amemos.Também não somos obrigados a ser o que não somos nem o que os outros querem que sejamos.
Muitas vezes,aqueles a quem deveríamos amar incondicionalmente,apenas toleramos,apenas convivemos.Laços de sangue não são garantia de compromisso,de ombro amigo e muito menos de apoio.
Não suporto crenças do tipo “coração de mãe não se engana”, como se essa pessoa comum que resolveu ter um filho fosse dotada de alguma espécie de “sabedoria santa” por isso,como se ela também não errasse- e muito-,assim como todos nós.
Ser pai também não significa ser onipotente,seguro,onde você encontrará apoio e firmeza nas horas difíceis.Ser pai também pode significar omissão,”faço só a minha obrigação de manter a família”.Nem todos os pais são dotados de caráter,nem todos os pais podem ser considerados exemplos.
Nem todas as avós são “segundas mães”.
Um irmão pode muitas vezes ser um inimigo seu dentro da própria casa.
Nem todos os amigos são “anjos enviados a terra” com quem você pode contar sempre.
Nem todo brasileiro é todo cordialidade e simpatia.
Nem sempre as críticas que vc recebe constantemente são frutos da “inveja alheia”.
Nem sempre você pode dizer “eu sou mais eu”.
Nem sempre o seu comodismo pode ser disfarçado com um “só faço o que posso”.
A vida é feita desses jargões fantasiosos,dessas frases estruturais que mantém a sociedade errando,se enganando e se iludindo,e achando que tudo está bem.É muito mais fácil você seguir a risca tudo o que lhe impõe do que realmente abrir seus olhos e encarar a sua realidade.E encarando-a,ver que vê é o único que pode mudá-la de certa forma.
Mas se não der certo,sempre haverá o Soma.
Afinal de contas,2+2 sempre será 5.

10 comentários:

  1. Concordo contigo, o ser humano é bem mais complexo que isso... Tb não sou fã de nenhum desses padrões impostos pela sociedade, até porque o que mais vemos é gente transgredindo essas frases populares...

    Beijos

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  2. Eu concordo em parte, acho que a amor nenhuma sociedade consegue impor, a gente ama ou não. Vai depender da conquista desse amor. Também concordo no fato de nossos pais errarem muito (no meu caso só mãe), mas pode parecer loucura, eles acertam bastantes também, acho que amor de mãe pra filho é muito maior que de filho pra mãe, afinal é um laço que já vem desde da concepção. O resto eu concordo em tudo principalmente com a soma e digo mais, eu tenho odio de ditádo popular e crendices. E acho que não existe nada mais hipócrita que datas comemorativas de calendário.

    Adorei seu post, muito reflexivo, até me empolguei...hehe.
    Beijão moça.

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  3. Ah o amor é um sentimento tão boom!
    MAs quando não é correspondido ele se torna tãoo maligno né!?
    =)

    hahahaha eu fiquei até com vergonha flor!
    Já disse pra uma moça que disse quase o msmo sobre a foto! hahaha O SOOOL TÁ BEM DE FRENTE COM A CÂMERA SABE então afina um pouco minha cintura e essas pernas groas ai hahaha é muuuitoo lanche na hora errada! =)

    beijão

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  4. é verdade! Adorei o texto.. Foi tu que escreveu? se sim, parabéns! beijos

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  5. É, é graças a esses nem sempre que a gente sobrevive, eu acho...

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  6. Essa imagem caiu com perfeição em seu texto.
    Que alias foi escrito de maneira sublime, como todos que escreve.
    Complexidade!
    Essa a palavra que define o ser humano!
    =)
    Beijo

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  7. éeh
    teem raazaao naum somos obrigadas a nadaa neh xd


    http://imensidadx3.blogspot.com/

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  8. Estipular "obrigações" porque alguém é entitulado de pai, mãe, irmão ou amigo é ridículo.

    Não suporto ter que seguir regras, de fingir que tudo tem que ir bem porque é assim que manda uma lei imaginária.

    Somos complexos demais para sermos 'pré-estabelecidos'.

    Beijo!

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  9. O interior é sempre uma grande incognita...

    Beijo e mais beijos...

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  10. Sempre que alguém diz que 2+2=4 nos blogs, eu discordo, e sempre digo que é 5!

    ;)

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